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“Em todos os tempos vemos o trabalho dos legítimos missionários prejudicado pela ignorância que estabelece espantalhos para a massa popular.” (Emmanuel).

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O Mestre, “subido ao monte”, sobre a barca ou à margem do lago, era o Missionário. Os que o conspurcavam e experimentavam, espantalhos.

Sábias inteligências, políticos, condutores (tiranizados), juízes, administradores, os ‘missionários do povo’, se comportam como espantalhos.

Jesus, molde, fôrma, “guia e modelo” é o Missionário. Ídolos modernos, explícitos ou disfarçados; ditaduras de comportamentos e moda são espantalhos.

Quem gasta energias em educação de verdade é missionário; quem acha que educação é de ordem política é espantalho.

Quem ajuda o povo a pensar, a crescer e a se aprimorar, é missionário. Quem o manipula, perturba e engabela é espantalho.

Quem estabelece o círculo vicioso do bem, do benefício e da elevação, é missionário. Acólitos do “quanto pior, melhor” são espantalhos.

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Missionários, adeptos da Regra de Ouro constroem a felicidade real e indiscutível. Para espantalhos, ética da reciprocidade não lhes referenda o ego.

Para missionários “Pai nosso” e família Universal é coletivo: na linguagem individual dos espantalhos isso é utopia!

Então… Missionários ou espantalhos? Iluminação ou ignorância?

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 104, Diante da multidão; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

hqdefault“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas, 23: 34).

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A expressão do Mestre, talvez a penúltima que proferiu já sentindo os estertores do aniquilamento físico pela cruz, é, ao mesmo tempo, de nobreza e profundidade abismais: Com tal rogativa ao Pai, convergia-a aos seus carrascos e ao povo ainda ignorante que não compreendera sua missão e pedira sua crucificação; tanto os algozes, como a turba, uns porque comandados e outros por falta de conhecimento, eram considerados pelo Messias como ignorantes. Sem cultura, eram considerados pelo Mestre como merecedores de sua profunda comiseração…

Didática não falta na expressão de Jesus, que roga ao Pai que nos perdoe, porque ainda somos:

Intolerantes – Nos dias atuais, o que mais nos falta é o respeito às opções alheias. Indispomo-nos facilmente com todos aqueles que não pertencem ao nosso credo, partido, clube, opção sexual… Somos categóricos: “Não é do meu rebanho!”

Maledicentes – Quer seja com a lâmina da palavra ou da pena, desferimos ainda os mais sórdidos e anônimos golpes contra indivíduos indefesos e inocentes. Movidos, na maioria das vezes pela inveja, – ou porque somos ainda maus, mesmo! – fantasiamos, falseamos e inventamos, espalhando nossas maledicências tal qual rastilho de pólvora.

Desertores – Não “agüentamos o tirão!” Se bem que o Mestre nos tenha afiançado que seu “jugo é leve”, a cláusula única desse contrato é muito pesada: Precisamos “amar-nos!” Então desertamos!

Ingratos e indiferentes – Primas irmãs, uma gera a outra: A ingratidão produz a indiferença; ou esta sempre será o filhote malquisto da primeira. Dizem os sábios que a ingratidão ainda é ‘menos pior’ que a indiferença, pois que esta dilacera menosprezando.

Egoístas – Contrário a todos os pressupostos da fraternidade, o vício moral desconhece desprendimento, cooperação, partilha, civilidade… Possui um irmão gêmeo, chamado orgulho e ambos comandam um imenso séquito maléfico e destruidor.

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Passados 1983 anos do enunciado amoroso, é possível que ainda estejamos divididos na Terra entre os ignorantes e os esclarecidos. Se ignorantes, ainda respiramos os auspícios amorosos da expressão. Mas…

… Se já colocamos a mão na charrua, dispusemo-nos a lavrar, arar, adubar e já temos a semente em mãos, somos detentores do esclarecimento. Dessa forma, já acumulamos conhecimento ao longo de nossas revivências. E aí irmãos, ‘a coisa pega!’

Pensemos nisso!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 38 Se soubéssemos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).