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images (1)“Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão em casa.” (Mateus, 5:15).

De origem árabe, alqueire, originalmente, significava a cesta ou bolsa usada sobre o dorso de animais de carga, para transporte de cereais. Normalmente continham de 13 a 17 litros.

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Interpretando de forma magnífica o ensino alegórico de Jesus, Emmanuel nos adverte que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de nós mesmos. E que, devemos gastar, para isso, o óleo da nossa boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a nossa vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.

Brilho real, que o mesmo Emmanuel, n’outro estudo, chamará paz verdadeira, ou equilibrar nossos desejos com os Propósitos do Pai a nosso respeito.

Tais propósitos, – porque o Pai nos conhece – baseiam-se no potencial que possuímos: a quantidade de luz que possuímos será a nossa capacidade de iluminar. Como se tivéssemos um gerador capacitado a atender só do A ao G; não pretenderíamos que atendesse do A ao Z!

O ‘pecado’, segundo o Orientador, será possuirmos a capacidade de atendermos a uma demanda e não fazê-lo; encobrirmos com um ‘cesto’ (alqueire) – no dizer do Mestre – nosso talento de luz.

Muitas vezes, segundo o Orientador, nos será cobrado boa vontade, renúncia e sacrifício na distribuição dessa luz: significa subirmos com uma escadinha – a da coragem – até o velador e lá colocarmos a nossa luz…

… Então nossas vidas terão brilho real! Seremos candeias vivas!

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 81 A candeia viva; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

er7_re_mj_ressucita_570kbps_2015-02-17a85dbe12-1d23-4855-8882-14e01f2cb330-thumb“Há companheiros que dormem indefinidamente, enquanto se alonga debalde para eles o glorioso dia de experiência sobre a Terra. (…) De maneira geral, assemelham-se a mortos preciosamente adornados.” (Emmanuel).

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A letargia, de causa fisiológica ainda não identificada, leva o indivíduo a um estado enfermiço em que as funções vitais parecem suspensas; a inércia é absoluta; e ao corpo é dada uma aparência de morte. (Wikipédia).

Enquanto que a Natureza obra de uma forma perfeita pelos desígnios do Criador; enquanto que os ciclos da semeadura, germinação, floração e frutificação acontecem; enquanto que os animais procriam, nascem, crescem, acasalam e procriam novamente; enquanto os cursos d’água brotam, se avolumam, contornam montanhas, delas se precipitam e finalmente confraternizam com o mar…

… Nós, da espécie humana e muitos dos que nos intitulamos ‘filhos de Deus’, e nos ‘rotulamos cristãos’, ainda não aproveitamos as horas que perfazem os dias; os anos que reúnem dias; e a bendita reencarnação que é feita de determinados anos. Outras vezes despertamos e sem muito esforço pedimos que esse Deus nos ajude ou que Cristo nos envie seus Emissários: comportamos-nos como os letárgicos de Deus

Paulo irá sacudir os gentios de Éfeso (Ásia Menor, atual Turquia), exortando-os: “Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará.” Não tenhamos dúvidas que a advertência do Apóstolo, nestes dias de letargia planetária, também é endereçado a nós. Continuará Paulo de Tarso: “Desperta, tu que dormes!” Em realidade o Planeta está em estado patológico porque nós estamos com a ‘doença do sono.’

Tem cura? Sempre tem! Conhecemos tanto a profilaxia como o remédio principal; mas quem disse que temos a vontade de usá-los? Abnegado, Emmanuel irá declinar os nomes de tais remédios e solicitar que nos salvemos a nós mesmos; que os mais ‘despertos’ informem aos mais ‘sonolentos’ que: fazer algo em benefício do progresso coletivo; trabalhar na sementeira e na seara do bem; buscar recursos, mesmo que improvisados; e trabalhar o entendimento dos irmãos fragilizados, é, ao mesmo tempo, a prevenção, o remédio e a cura.

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Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará, gera uma cadeia de reação: O esforço de despertar; que promove o auxílio do Mestre amoroso (a iluminação); que irá produzir o trabalho cooperativo; e que conceberá um clarão maior a todos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 66, Acordar e erguer-se, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

nao-se-omita-faca-o-bem-prevalecer-13-2“Olhais para as coisas segundo as aparências?…” (II Coríntios, 10:7). “Enquanto perdura a sombra protetora e educativa da carne, quase sempre somos vítimas de nossas ilusões. (…) Todos somos companheiros de evolução e aperfeiçoamento, guardados ainda entre o bem e o mal.” (Emmanuel).

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O vagalume não brilha mais que a vela; tão pouco a lâmpada elétrica e o sol iluminarão menos que os dois… Da mesma forma, nesta existência – que é só um degrau de tantos – indivíduos, porque de evoluções diferentes iluminarão mais ou menos; também poderão desejar ou não iluminar mais ou menos…

Com que quantidade de luz poderemos iluminar? Somente com a que já possuímos; e se o desejarmos.

Enquanto sob as ilusões da carne, que é um uniforme que nos é dado vestir para executarmos o trabalho do Espírito, teremos a liberdade de utilizarmos nossa boa parte ou nossa parte inferior:

Guardados, ainda, entre o bem e o mal, sempre que utilizamos nossa boa parte, estaremos iluminando; e não importa com que intensidade: se a do vagalume, da vela, da lâmpada ou a do sol. Mas…

… Se ainda utilizarmos nossa parte inferior, estaremos desperdiçando nossa capacidade de iluminar, qualquer que seja ela. E isso é grave, pois “não se acende uma lamparina e pomo-la às escondidas!”

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Não nos iludamos: ainda sob as ilusões da carne, neste pobre Planeta de provas e expiações, melhor não pensarmos que somos superiores ou inferiores, mas acreditarmos que existem Espíritos (encarnados) mais ou menos evoluídos; que desejam ou não sua autoiluminação e a iluminação dos outros.

“Aparências”, às quais se refere Paulo, enganam! Não olhemos “somente a capa” das pessoas; “folhemo-las”, tal qual a um livro e verifiquemos a quantidade de luz que têm a capacidade de nos fornecer.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 65, Não te enganes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

0010b9c747e695d406a57ed20dd89a8cImaginemos Deus nos cobrando contas da luz do sol que nos aquece, da água límpida e gratuita do regato, ou enviando-nos a fatura da água da chuva necessária!…

Se a mediunidade é a luz/concessão que possuímos em característica e intensidade diferentes, como nos tornarmos dela mercadores? Como mercadores, seríamos ‘enquadrados’ pelo Mestre das Gratuidades, com a exortação de sua parábola: “Até que pagues o último ceitil, serás aprisionado!…”

Assim como são importantes todos os luzeiros postos à disposição da sociedade, do farol mais moderno à vela bruxuleante, também a luz interna que todos possuímos, – a mediunidade – servirá de iluminação a outras mentes, qualquer que seja a sua intensidade. Como não contribuir, gratuitamente, para a iluminação de indivíduos outros? E daí se nossa luz é fraquinha, se irmãos nossos às vezes só precisam de nossas fracas tremeluzências?

Toda luz é providencial. Toda mediunidade é importante. A resplandecência de determinada luz é diretamente proporcional ao grau de escuridão que se nos apresenta: O simples fósforo aceso terá a sua utilidade relativa à intensidade da escuridão. Espíritos desencarnados e encarnados precisarão, muitas vezes, de somente uma migalha de nossa atenção… Não desejarão muito mais que isso!

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Assim como na iluminação, o espetáculo é acessório, vale o proveito; também na mediunidade o fenômeno é suplemento; o que importa é o serviço!

Entre a lâmpada apagada e a força das trevas, não há diferença!

(Sintonia: Cap. Ante a mediunidade, pg. 228, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).