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“Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer: [São os desertores] da evolução.” (Emmanuel).

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Ficarmos à margem da evolução, (ou dela desertarmos) não significa retrogradarmos espiritualmente, mas sentar-nos à beira do caminho, sem motivação: é o estacionamento.

Se “fora da caridade não há salvação” (entendamos “não há evolução”), e caridade é, “como a entendia Jesus, benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições dos outros e perdão das ofensas (BIP)”, – questão 886, de O Livro dos Espíritos:

Toda vez que estivermos realizando o desserviço, ao invés do serviço, estacionaremos; ou deixaremos de evoluir: ficaremos sentados à beira do caminho ou desertaremos de nossa progressão.

Tal situação poderá ocorrer quando nos acomodarmos na poltrona dos cifrões; quando os vícios nos manearem; a amargura nos tornar salgados demais para conosco e com os outros; quando as ilusões de nossa sociedade de consumo nos anestesiarem.

Ou quando hábitos esquisitos algemarem nossas mãos, pés, pernas e braços; quando o desalento podar todos os galhos de nossa esperança; ou quando a mentira do mundo atual substituir todas as verdades relativas à Vida Futura.

Acordarmos dos “mortos vivos” e auxiliarmos será o grande antídoto a todos os desserviços, acima enumerados.

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Ou ficamos sentados à beira do caminho (mortos), desertores; ou vivos, auxiliando-nos e servindo, na medida de nosso possível, àqueles que nos cercam.

“Deixa que os mortos enterrem os seus mortos” (Mateus, 8:22), ou que os vivos colaborem com aqueles que desejarem se ausentar da vida; literalmente, desejarem se tornar desertores.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 143, Acorda e ajuda, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2018).

nao-se-omita-faca-o-bem-prevalecer-13-2“Olhais para as coisas segundo as aparências?…” (II Coríntios, 10:7). “Enquanto perdura a sombra protetora e educativa da carne, quase sempre somos vítimas de nossas ilusões. (…) Todos somos companheiros de evolução e aperfeiçoamento, guardados ainda entre o bem e o mal.” (Emmanuel).

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O vagalume não brilha mais que a vela; tão pouco a lâmpada elétrica e o sol iluminarão menos que os dois… Da mesma forma, nesta existência – que é só um degrau de tantos – indivíduos, porque de evoluções diferentes iluminarão mais ou menos; também poderão desejar ou não iluminar mais ou menos…

Com que quantidade de luz poderemos iluminar? Somente com a que já possuímos; e se o desejarmos.

Enquanto sob as ilusões da carne, que é um uniforme que nos é dado vestir para executarmos o trabalho do Espírito, teremos a liberdade de utilizarmos nossa boa parte ou nossa parte inferior:

Guardados, ainda, entre o bem e o mal, sempre que utilizamos nossa boa parte, estaremos iluminando; e não importa com que intensidade: se a do vagalume, da vela, da lâmpada ou a do sol. Mas…

… Se ainda utilizarmos nossa parte inferior, estaremos desperdiçando nossa capacidade de iluminar, qualquer que seja ela. E isso é grave, pois “não se acende uma lamparina e pomo-la às escondidas!”

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Não nos iludamos: ainda sob as ilusões da carne, neste pobre Planeta de provas e expiações, melhor não pensarmos que somos superiores ou inferiores, mas acreditarmos que existem Espíritos (encarnados) mais ou menos evoluídos; que desejam ou não sua autoiluminação e a iluminação dos outros.

“Aparências”, às quais se refere Paulo, enganam! Não olhemos “somente a capa” das pessoas; “folhemo-las”, tal qual a um livro e verifiquemos a quantidade de luz que têm a capacidade de nos fornecer.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 65, Não te enganes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).