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“O próximo a quem precisamos prestar imediata assistência é sempre a pessoa que se encontra mais perto de nós.” (Emmanuel).

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Numa das páginas Evangélicas mais lindas (a parábola do Bom Samaritano), o Mestre das Misericórdias nos lembra quem é o nosso próximo mais próximo:

Esposa, marido, filhos, irmãos, via de regra, constituem-se no nosso próximo mais próximo. Mesmo depois de 25, 30, 50 anos de proximidade, quando filhos, naturalmente seguem destinos, o cônjuge torna-se o próximo preferencial; dificuldades, mormente físicas, tomam-nos conta.

Amiúde, em convivência no trabalho, estudo, recreação, atividade física… sempre haverá aquele próximo mais próximo, muitas vezes carente de um sorriso, bom dia, boa tarde, olá!… É a simpatia roubando espaços à indiferença!…

Nesta vida, como sempre, obedecemos e temos ascendências: nosso mais próximo, então, será o superior ou o subordinado.

Sabermos tratar um malfeitor poderá indicar-lhe o bom rumo. Com a proximidade, o mau pode ficar ‘menos pior’; e o bom, melhor ainda!

Quando adoecemos, o vizinho do lado torna-se o parente mais próximo; ele nos conduzirá aos primeiros socorros. E a recíproca é verdadeira!

Já a neutralidade emperra a evolução: nem avançamos na direção do bem; e não contribuímos com a progressão do próximo…

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Mas voltemos ao início de nossa pequena filosofia sobre o mais próximo; à família! E percebamos o detalhe dos votos proferidos perante o juiz, sacerdote; perante nós mesmos:

Qual o significado de “na saúde e na doença… amando-nos, respeitando-nos, até que a morte nos separe?”

Renovarmos, amiúde, tais ‘promessas’, é termos a consciência da responsabilidade perante o próximo mais próximo!

Esse próximo poderá estar tão ferido e necessitado que precisará de nossos óleos, ataduras, talas, denários, boa vontade, “importar-se”, anonimato… Tal como aconteceu com o assaltado da parábola do Bom Samaritano, contada pelo Mestre.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 126 Ajudemos sempre; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2018).

sensibilidade2-1– O que é SENSIBILIDADE? Pergunta o discípulo ao mestre experiente…

– SENSIBILIDADE, é podermos verificar, mesmo que à distância, as dores de um amigo angustiado; inclusive sem que ele o saiba.

Pensativo, o discípulo relembra que isso não lhe é novidade, pois já lhe haviam ensinado que todos somos médiuns porque todos somos inspirados…

– Já sei! – exclamará o discípulo afoito – SENSIBILIDADE e inspiração são navegantes que remam em uma mesma canoa!

– Enganas-te – replica o mestre… SENSIBILIDADE ultrapassa todas as barreiras da inspiração. Ou, na hipótese mais sublime, é a inspiração elevada à categoria de zelo, cuidado, amor e serviço. É importar-se!…

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Não precisamos estar juntos para SENSIBILIZAR-NOS com os outros. Podemos fazê-lo mesmo à distância, utilizando os instrumentos que dispusermos, inclusive a forma pensamento…

(Primavera de 2016).

1495528_731186653558722_1029652834_nNesta virada, ao embarcares no vagão de 2013 e antes de apeares no de 2014, percorre os diversos outros do trem da Vida e espalha teu sorriso, otimismo e ajudas;

Neste réveillon, enverga o branco da alma deixando subalternos os amarelos, vermelhos, verdes e a própria peça branca, íntima ou não;

Nesta Confraternização Universal, assume de vez o verbo ‘importar-se’, a começar por ti, te perdoando e aos outros; preocupa-te com o porteiro, síndico, zelador; dá atenção ao aparentemente diferente ou que possui necessidades; cumprimenta o difícil e convida-o a ser o teu mais novo parceiro; é possível que o guardador, andarilho, catador… necessite de tua palavra, sorriso e também de tua moeda;

Quem sabe nesta virada abras a porteira da invernada da simplicidade liberando o indivíduo pequenino que há em ti; sem os sapatos apertados das importâncias aproveita a relva fresca das pieguices, da ingenuidade e até dos desalinhos, alimentando-te dos ares renovados de inocências e frugalidades;

Nesta virada, dribla os ‘cortes’ de tua operadora e diz ao vivo para as pessoas que as amas. Mas, se estiverem longe, diz ‘com cortes’ mesmo!…

Nesta virada, embora a maioria daqueles que te servem estejam no convívio dos seus, enaltece com bom ânimo a plantonista que, já de cabelos embranquecidos, deixou o hall de teu bloco limpo e perfumado e, mesmo que disso ela saiba, ouça as palavras de teu coração a lhe incentivar a tarefa;1525761_262467347241732_1622912808_n

Nesta virada, reparte teu fiambre com o fiel de quatro patas que ressona aos teus pés enquanto mateias, mas lança também um olhar de compaixão a outros menos favorecidos e de ternura aos que graciosamente cantam e emolduram o teu jardim;

Nesta virada, celebra com gratidão a chegada do primeiro neto, mas não esquece todos os outros indivíduos que chegaram e ficaram em tua vida; compreende os que por motivos outros resolveram não permanecer em teu convívio e reverencia os que partiram para plagas mais sutis;

Nesta virada, te permite celebrar com o quitute e a bebida que estiver ao teu alcance, mas se, por motivos diversos, convicções ou impedimentos desejares de todos eles te privar, faz de teus princípios a bandeira do bem que levantarás em todos os dias do ano vindouro;

Nesta virada, declara aos amados que te rodeiam ou aos que contigo se comunicarem, que deles serás no ano novo, o mesmo servidor que fostes em todos os anos velhos;

Nesta virada, proclama aos quatro ventos que é chegada a hora da quarta revelação e que sem a fraternidade os indivíduos desta Terra e a própria não assumirão a ‘diplomação’ dos regenerados…

Nesta virada, lança um olhar de boa vontade aos que ofendeste ou que te magoaram, considerando que esse bom ânimo é somente o primeiro e gigante passo do qual se utiliza a Conspiração do Perdão; e se tiveres que roubar algo, rouba um beijo ou uma rosa para ofertar ao teu amado ou à tua amada;

Nesta virada, o abraço, sem preterir o amasso, validará a ambos; nas páginas de relacionamento poetas publicarão versos apaixonados, rimas rebuscadas e imagens encantadoras, porém não relegues torpedos escritos em guardanapos e no ‘papel de pão’, endereçados a amados e a amadas de teu coração;

Nesta virada, te abraço, digo que te amo, declaro-me teu fã e te convido a me ajudares a ajudar, realizando o necessário e possível!

Claudio.

(Verão de 2013, 40 graus)