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Quando Jesus expulsou os vendilhões do templo com um relho ou quando se referia aos escribas e fariseus de uma forma um tanto arrenegada, estaria Ele encolerizado ou indignado?

Quando repudiamos atitudes alheias que possam ferir alguém ou contrapomo-nos radicalmente a idéias que não acrescentem nada ao bem comum ou, quando, finalmente, nos contrariamos com tarefas mal realizadas por nós mesmos ou por obreiros de nossa confiança, estaríamos encolerizados ou indignados?

No Evangelho do lar de hoje (30 Nov 2010), estudamos um pouco sobre cólera e chegamos à conclusão que não nos encolerizarmos, nos dias atuais, é algo hercúleo, ou, entrando na mão direita, ser manso é Divino.

O Espírito Protetor que nos auxilia no presente estudo é categórico em afirmar-nos que “… A origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos… é, quase sempre, o orgulho ferido.” Continua o iluminador: “Em suma, a cólera… impede que se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Conclui o Protetor: “A cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs.”

Quando, dirigindo o meu carrão, (Quem me dera!) me deparo com o condutor de um fusquinha ou o de um ‘147’ embromando o “meu trânsito” e aí cometo qualquer desatino, estou sendo colérico! Neste caso e em muitos outros, a minha vaidade sobrepõe-se e “me induz a me julgar mais do que sou e a não suportar uma comparação que me possa rebaixar.”

Mas, se, por um lado, a cólera é filhote de nossa vaidade, a indignação é fruto de nossa autoridade. E porque a indignação seria fruto de nossa autoridade? Sigamos os passos do Mestre:

Cristo, quando no Gólgota, não Se encolerizou com sua imolação porque estava imbuído de autoridade: O Pai lhe conferira uma missão sublime demais para que uma atitude colérica Lhe coubesse!

Vamos, pois, nos possibilitar indignar; encolerizar-nos, jamais!

(Subsídio: ESE, cap. IX, item 9) – (Evangelho no Lar, em 30 Nov 2010).