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Apesar de contestada por alguns historiadores atuais a expressão “Independência ou morte”, também chamada de “Grito do Ipiranga”, marcou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, por conta do imperador D. Pedro I. Tal expressão, entretanto não é exclusividade deste País: Em 1876, descendentes do príncipe Mihai, com o mesmo brado proclamaram a independência da Romênia do colonialismo Húngaro. Já “Liberdade ou morte” foi o brado que desanexou a atual Grécia do Império Otomano…

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A força de expressão “Independência ou morte” ou suas variantes desejaram dizer, por parte de então colônias, um ‘basta’ a seus então colonizadores. Mostrariam a estes que estavam maduros e prontos para caminhar com as próprias pernas ou que os preços que pagavam à Pátria Mãe eram muito altos.

Com a individualidade das pessoas sucede algo semelhante, pois em determinada etapa de nossa vida, pensamos ser aquilo que os outros pensam que somos. Somos dependentes. Em outras etapas, deixamos a dependência e a submissão aos outros e nos tornamos unicamente vinculados àquilo que pensamos de nós mesmos. Somos independentes.

Tais quais as Nações que eram ‘escravas’ mas ora proclamam a sua independência, também os indivíduos o são – escravos – enquanto dependentes de opiniões de terceiros. Não me refiro aqui a parcerias, aconselhamentos e às sociedades sistêmicas, totalmente saudáveis e necessárias à vida social, mas sim a uma subserviência física, emocional e espiritual. Conquistada a individuação ou cada indivíduo ciente de sua singularidade, ele estará apto a construir a sociedade plural, povo, Nação.

A razão diz que as Leis Divinas são apropriadas à natureza de cada mundo e proporcionais ao grau de adiantamento dos seres que o habitam. (Questão 618). Ou a Natural Lei terá sua aplicação sempre diretamente proporcional à evolução de cada povo que é formado por grupos e estes por indivíduos, caso contrário Deus não seria equanimente Justo! Quanto mais indivíduos dessa nação estiverem entendendo as Divinas Leis ou atingirem sua individualidade mais rápido, mais forte e mais nobre será o povo, maduro aí para uma independência. Quem é independente, a Nação ou os seus indivíduos? Os indivíduos!

Mas a conquista de uma liberdade, através de individualidades, requer uma consolidação: Conquistada a soberania, esses indivíduos precisarão através de constante vigia dar a entender às demais Nações porque conquistaram sua independência, através da constante auto-observação e manutenção do potencial que os fez livres e o qual precisarão manter.

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O que é a nação senão os indivíduos que a fazem? Ao darem o brado de “Independência ou morte”, alegórico, é claro, desejam evidenciar que estão prontos para uma unidade através da independência ou própria maneira de ser de cada um…

(Wikipédia, a enciclopédia livre (introdução). Sintonia e expressões em itálico são do cap. Individualidade, pag. 139 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono já frio de 2013).