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Diriam os Sábios Espirituais que o homem se desenvolve, ele mesmo, naturalmente. Mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma forma; é então que os mais avançados ajudam o progresso dos outros, pelo contato social. E Hammed aqui empunharia a bandeira do ‘naturalmente’ explicando que a Natureza não faz nada em série. Toda pessoa possui uma tendência inata de ser ela mesma…

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A padronização, neste caso, sempre será uma aberração. Ao me queixar do indivíduo desigual, ou fora do padrão – do meu, é claro! – perco o tempo e a oportunidade de usufruir da diferença que ele tem a me oferecer.

Dessa forma, passo mais tempo me queixando das anomalias que invento meu parceiro possuir do que propriamente aproveitando as virtudes que ele tenha a me ofertar.

Se, segundo Heráclito, em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo lugar, ou as águas que me banham agora não serão as mesmas que me banharão amanhã, por que não aproveitar todas as ‘águas da diversidade’ que ora se aproximam de mim? A oportunidade que o indivíduo ‘A’ me oferece agora já não será a mesma que o ‘B’ me proporcionará daqui a pouco…

Como são dinâmicas as ‘águas de Heráclito’, também o serão os indivíduos e a começar por mim: Minha atual maneira de ver os indivíduos ‘A’ e ‘B’, acima, poderá não ser a mesma forma de vê-los amanhã. Como também a maneira como esses dois indivíduos se mostrarão amanhã, poderá não ser a mesma de como se mostram hoje… Aqui a dinâmica das águas à qual se refere o filósofo grego e a importância de não desperdiçá-la, colocando-a a jogar a meu favor.P4180078

Daí ser a questão 779 de O Livro dos Espíritos, supracitada, a mais sábia e apropriada ao tema, principalmente quando fala em naturalidade e convívio social, visto que a sociedade não só me compete, mas me convoca e sempre será a “sopa nutritiva” onde todos os diferentes terão a oportunidade de se nutrir intercambiando os elementos necessários à sua evolução e que ainda não possuem, mas que seus próximos possuem.

Se o homem se desenvolve ele mesmo, naturalmente, o conceito de ‘normal’ dado à diversidade de indivíduos do orbe, não é verdadeiro; o que passa a predominar é a naturalidade de estágio de cada povo, seus hábitos, suas crenças, suas verdades, suas realidades, suas dificuldades ou suas facilidades… Dessa forma não há normalidade nos grupos de indivíduos, apenas há naturalidade, ou a naturalidade de cada um qualificará a sua normalidade, ou, ainda…

… Nem todos possuirão normalidades iguais. Anormal eu? Não! Apenas ‘qualificado como tal’!

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Brigar com as diferenças é perder o sagrado tempo de usufruir delas.

O pessimista dirá sempre que os diferentes o atrapalham; já o otimista sempre saberá deles se valer, pois o intercâmbio das diferenças sempre o beneficiará…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Naturalidade, pag. 99 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Finalzinho do verão de 2013).