Posts Tagged ‘Indulgência’

bom_samaritanoA reflexão de hoje não é sobre a prática da Doutrina Católica versando sobre perdão parcial ou total das faltas, fora dos sacramentos (em parte da história havia até quem as vendesse, os chamados ‘perdoadores’ – ou ‘quaestores’, em latim).

Falamos, sim, da virtude indulgência, com capacidades, segundo o Espírito José, de “atrair, acalmar e erguer” contrapondo-se à rigidez que “desanima, afasta e irrita.” (ESE, X, 16).

Desejando, através da 2ª Revelação, implantar a Lei de Amor, Jesus foi generoso em abundar sua Boa Nova de episódios reais ou parabólicos abordando a indulgência; alguns deles, considerados expoentes:

Foi assim com Maria de Magdala: sem deixar de fazer a predicação aos anciãos do povo, Ele ergue (moral e material, literalmente) a ‘pecadora’, não a condena, e concita-a a não mais se equivocar. Na parábola do Bom Samaritano, este não fica orando ao lado do assaltado: toma atitudes também materiais, socorro físico, que lhe custaria dinheiro; verifique-se, no caso, o anonimato do socorro. Na questão do perdão, deixando o aramaico de lado, fala em ‘linguagem aritmética’ (“70 vezes 7 vezes”), para que o ensinamento calcificasse.

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Se não, vejamos os ‘milagres’ computados à indulgência: ‘atrai’ as partes para uma conciliação; as ‘acalma’, pois ambas carecem de pacificação; e as ‘ergue’, pois as duas estão caídas. Muito diferente do que se elas (as partes), continuassem ‘desanimadas, afastadas e irritadas.’

Indulgência é um zíper sob o qual se encerra um fato, nossas opiniões e as considerações alheias…

(Evangelho no Lar; 17 de abril; outono de 2017).

amulheradulterapecadoraQuando possuímos uma prole de 2, 3 ou mais filhos, normalmente um deles nos exige maior atenção. Considerando que na efervescência das lutas do lar dívidas e rusgas anteriores carecem de acertos, será natural que a preferência seja dedicada ao filho mais necessitado; se o véu do esquecimento beneficia as partes, as evidências justificam o clamor do precisado…

Se imperfeitos, agimos dessa forma, quanto mais nosso Pai que está nos Céus!

Jesus já declarara, há dois mil anos atrás, tais preferências ao dizer aos seus compatriotas que “os doentes é que precisam de médico” e suas ações escancaravam preferência aos coxos, estropiados, lunáticos, adúlteros, cobradores de impostos… aos diferentes!

Não tenhamos dúvidas que também hoje o nosso Mestre, agora desencarnado, em Espírito, continua a se comportar da mesma forma; não duvidemos, em momento algum, que o Divino Médico preferirá:

  • O maltrapilho ao bem vestido; dedicar-se-á mais àquele a quem olhamos de soslaio do que ao que damos maior atenção por estar bem trajado;
  • Dará sua preferência aos conformados em aproveitar as sobras que rejeitamos por serem de ontem;
  • Dará preferência aos que anseiam em ler e aprender e não o podem fazê-lo, sobre aqueles que, em farta e particular biblioteca, os livros estão sendo corroídos pela poeira e pelas traças;
  • Sua preferência será pelos que se albergam sob marquises, pois os que possuem o justo, aprazível e seguro teto já estarão protegidos; e
  • Preferirá Jesus os incapacitados de buscar o alfabeto às grandes inteligências, porém ociosas…

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“Bem aventurados sereis quando…” não foram palavras ao vento pronunciadas pelo Mestre às plácidas margens do Mar da Galiléia, mas o enunciado de uma permanente preferência pelos famintos, sequiosos, maltrapilhos, injuriados, diferentes, coxos, dementados!

Não somos proibidos de possuir o máximo, pois tal é a Lei de Progresso, mas que tenhamos a sensatez de ofertar o mínimo, caso contrário o placar nos poderá ser adverso e nossa consciência será o árbitro dessa partida na qual o Rabi é o Bandeirinha…

A todos os desconveniados das benesses materiais que procuramos ávida e justamente, estará à disposição o Convênio das Alturas, a Divina Providência.

Aos destituídos da previdência, a Providência!

(Sintonia: Cap. Máximo e mínimo, pg. 174, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

ren-e-wen03“… Mulher onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu-lhe ela: ‘Ninguém, Senhor’. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.” (João, 8:10-11)

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Autores põem em dúvida se esta página do Evangelho, atribuída a João, tenha sido realmente escrita por ele.

Controvérsias à parte, não temos dúvidas que foi a página da Lei Mosaica melhor repaginada por Jesus. Vejamos: Os doutores da Lei eram muito rígidos com o adultério, visto que este pré supunha um apedrejamento…

Ora, sendo Emissário do Pai, Aquele que permite que o sol nasça sobre bons e maus; que a chuva regue a todos os tipos de solos; que a brisa refresque aos que a mereçam ou não… Como o Mestre das Indulgências não ‘rasgaria’ esta página da Lei Civil Judaica?

Em se tratando de indulgência, “nem eu te condeno” nos pega a todos de ‘calças curtas’, pois que nos repreende no exato momento em que ‘crescemos’ para cima dos outros ao flagrá-los nos diversos ‘adultérios’ – adulterações, desfigurações – que julgamos cometerem, esquecendo de nossos equívocos em situações semelhantes:

  • Declaramo-nos agregadores e indulgentes, mas, a bocas pequenas, troçamos do feio, desajeitado, desengonçado, diferente…
  • Fraudamos sinais de trânsito no momento em que não há fiscalização;
  • Desmoralizamos as boas ações de autoridades que não são consoantes às nossas cores, bandeiras, partidos;
  • Utilizamo-nos do anonimato para fins ilícitos, cometendo um duplo irregular, contra nossa consciência e contra os outros;
  • Ora como autoridades, interceptamos o produto de impostos recolhidos, não os devolvendo como benfeitorias; ora os negamos aos cofres públicos; novamente aqui poderemos nos tornar duplamente vítimas; e
  • Reprovamos a ambiciosos, verdugos, desanimados, lascivos, desertores, ignorando muitas vezes suas razões e que nossa indulgência em muito os ajudará no retorno à razão…

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Importante que lembremos: O Mestre Jesus jamais condenou ‘a’ adúltera, mas sim ‘o’ adultério. E mais: exortou-a a “não tornar a pecar”.

A nosso benefício, no sentido de relevarmos e sermos relevados, em Agenda Cristã, André Luiz nos pedirá: “Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio” (página 24).

Indulgência: Legisladora, advogada e juíza de mim mesmo!

(Sintonia: Cap. Na luz da indulgência, pg. 83, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

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“Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho?… – Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão.” 1

Em mais esta alegoria, Jesus, que era totalmente avesso à hipocrisia, talvez desejasse nos transmitir algo, não relativo ao órgão da visão, mas uma lição relacionada à percepção, ou seja, vislumbrar com os olhos do coração.

Nosso coração, seguindo o raciocínio, deveria estar desentravado de qualquer sentimento que lhe permitisse enxergar os minúsculos ciscos ou as pequenas enfermidades de nossas parcerias. Nas grandes corredeiras, alguns troncos maiores poderão concorrer para que a eles se juntem outras ressacas menores que interrompam, dessa forma, o livre curso do rio.

De tal forma, o nosso coração, que poderá estar entravado pela presunção, orgulho, soberba e vaidade, também não terá o seu fluxo normalizado, enquanto estes achaques não derem lugar às virtudes antônimas: Somente a pureza de coração, a modéstia a simplicidade e, principalmente, a indulgência, torná-lo-ão mais leve e lhe permitirão não ver os olhos empoeirados de nossos irmãos.nao julgueis, atire a primeira pedra...

Minimizar as moléstias de nossos semelhantes é não transformarmos nossa palavra num açoite, nossa língua num estilete e nosso olhar numa lupa de potente ampliação; é, em contraposição, maximizar nossa vigilância, sobriedade, tolerância, complacência…

Aproveitando a deixa de nossos Ilustradores Celestiais, transcreveríamos que “Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que estes dois sentimentos se neutralizam um ao outro… Como poderá um homem, bastante presunçoso… possuir, ao mesmo tempo, abnegação…?” 2

A viga, metáforas à parte, deverá ser desinstalada é de nosso coração e temos a absoluta certeza que foi isso que nosso Divino Professor desejou nos ministrar na aula supracitada.

 (Subsídios: 1. Mateus, VII, 3 a 5; 2. ESE, item 10 do Cap. X) – (Evangelho no Lar em 17 Jan, verão de 2011).

Pub “O Clarim”, Fev 2013.

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Tão importante quanto armazenar em fotos as belas imagens de um passeio interessante, é guardá-las nas ‘retinas dos olhos’… Mais importante, porém, será acumular essas belas impressões nas “retinas da alma”!

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“… Perdoar-lhe-eis não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes…” (Jesus).

Utilizando-se mais uma vez de sua força de expressão, para convencer a patrícios e não patrícios sobre a importância do perdão, o Mestre usa aqui uma ‘linguagem matemática’, ou do número ‘quatrocentos e noventa’ para, cabalisticamente me informar da necessidade da indulgência, complacência e benevolência do perdão para que eu saneie todas as más impressões de rusgas que acumulei, ao longo de vivências, nas “retinas de minha alma”.

Possuidor meu espírito de enorme acervo de bens e maus feitos, em minha alma delineiam-se hoje todas essas ‘flores’ e, em maior número, todos os ‘bichos’ que outrora suas retinas armazenaram.

E as evidências irão me apontando com o dedo da consciência essas impressões perispirituais sempre que, ao me aproximar de pessoas que ‘penso’ desconhecer elas me causarem um grande impacto positivo ou negativo; serão estas as mesmas impressões que outrora as retinas de minha alma teriam registrado positiva ou negativamente.perdao-495x302 

Quando as ‘flores’ de minha alma se encontram com pessoas muito queridas – de outrora – a convivência poderá se tornar um belo jardim! Mas…

… Se entre mim e o desafeto se ressentirem antigas mágoas ou feridas morais, os ‘bichos’ poderão assumir o controle desse encontro e transformar o que deveria ser um jardim numa arena.

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Todas as cenas, outrora vividas pela retina de meus olhos, ficaram gravadas nas “retinas de minha alma”… Cabe-me hoje, perante a fotografia da vida, aplicar-lhe todos os necessários retoques. Quem sabe o ‘photoshop’ da indulgência não lhe seja aconselhado!…

Hoje, portanto, agora, é o melhor momento para todos os retoques em pregressas imagens acumuladas nas retinas de minha alma.

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“Perdoar… é desenvolver um sentimento profundo de compreensão [de] que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corretamente, [pois assim] das velhas doenças nos libertaremos quando as velhas recordações do ‘não perdão’ deixarem de comandar o leme de nossas vidas”.

Sintonia e expressões em itálico são do cap. Velhas recordações, velhas doenças, pag. 211 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Verão de 2013). 

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Descansar armas! Apresentar armas! Cruzar armas! Ensarilhar! Arma sobre o solo!…Todas são vozes de comando muito familiares nas Forças Armadas e com as quais sempre tive muita intimidade, ora aprendendo, ora ensinando, durante muitos anos nos exercícios de ordem unida com armas…

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“Todos tendes más tendências a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou menos pesado a depor para escalar o cume da montanha do progresso. Por que, pois, serdes tão clarividentes para como próximo e cegos em relação a vós mesmos?…” Hammed e o Espírito Dufêtre, nesta citação do capítulo bem-aventurados aqueles que são misericordiosos, me convidam a ‘descansar armas’ ou depor as armas da crítica, da incoerência, da maledicência… antes de escalar o cume da montanha do progresso. Ou que todos esses embaraços fazem parte de um rol de atitudes totalmente na contramão da indulgência que ainda teimo em carregar em minha mochila ou no fardo que carrego nesta minha peregrinação de caminheiro de Deus.

Depor esse fardo significa eu conseguir enxergar a trave que há em meu olho, sem perceber o argueiro que há no olho do que comigo caminha, ou munir-me de toda a indulgência possível. E não falo aqui daquela indulgência da doutrina católica, concedida para reparar o mal causado como conseqüência do pecado, através de boas obras, mas de um sentimento de piedade por todos os entraves que naturalmente meu próximo possa ter e que lhe dificulte o acesso à montanha do progresso.

‘Descansar armas’, – ou ser indulgente – significa eu compreender que na medida em que eu entender as dificuldades do caminheiro que comigo escala a montanha, o Grande Alpinista e Pai de todos, saberá também entender as minhas dificuldades. Afinal, todos fazem parte de um ‘mesmo exército’!

Critico obras assistenciais, expositores, administradores, condutas alheias, governos, e até Deus pelas minhas dores, mas será que assistiria, exporia, administraria, governaria ou me conduziria melhor que eles? E é lógico que estas perguntas as faço a mim mesmo e com o intuito de primeiro ir retirando a trave que teimo em conservar em meu olho e que me faz impiedoso com o cisco do companheiro…

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No momento em que largo de minhas incoerências,críticas, julgamentos, maledicências – o primeiro bem que faço é a mim mesmo. E como o bem começa em casa e é contagiante, logo, logo se espalhará aos que me circunvizinham e todos ficarão mais ‘suavizados’…

Como num ‘descansar armas’!

Sintonia e expressões em itálico são do cap. Incógnitas, pag. 199 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Verão de 2013). 

Conta-me o livro do Levítico que o bode expiatório era um animal apartado do rebanho e deixado sozinho na natureza selvagem como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o dia da expiação. Exemplo clássico de instrumento de propaganda é os judeus no período nazista, apontados culpados pelo colapso político e problemas econômicos da Alemanha…

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Corria o ano 30 d.C. e naquela terra quem não teria pecado? Do escravo comum ao jugo romano aos fariseus e sumo sacerdotes, subservientes e escravos morais do império, todos eram pecadores. Todos? Não, Um não era! E esse Um, que não era pecador e que conhecia o íntimo e as potencialidades de cada Espírito, soergueria da terra arenosa e pedregosa de Jerusalém, a ‘bola da vez’, o bode expiatório.

Conhecedor profundo da alma humana, o Nazareno ‘espantaria que nem galinhas’ os que se achavam no direito de apedrejar a adúltera, em lhes proferindo palavras mortais às suas vaidades mais íntimas: “Aquele que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra…”

E depois? Bem, depois os gestos do Messias foram os de um cavalheiro, o olhar foi meigo e a sua fala balsâmica sem deixar de ser firme: “Mulher, onde estão os que te condenaram? Eles não estão mais aqui e tão pouco Eu te condenarei… Porém vai e não peques mais!”

O Mestre conseguia ver na alma daquela mulher o que nenhum algoz popular inflamado ou fariseu inescrupuloso conseguiria perscrutar: Toda a soma de seus pecados e toda a soma de seu potencial!

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Carl Gustav Iung, psiquiatra suíço (1875-1961), se aqui estivesse hoje me diria e a ti querido leitor que tanto os fariseus de ontem como todos os neo fariseus da humanidade atual, projetam nos outros todas as mazelas que eles próprios possuem mas que não gostariam de ter e nem ver em si mesmos…

Qualquer indivíduo terráqueo é possuidor de defeitos e virtudes próprias de seu degrau… O que não pode é outro semelhante – que se lhe ‘assemelha’ em defeitos e virtudes – transformá-lo em bode expiatório e ‘encabidá-lo’ com todas as mazelas de que é portador…

Defeitos e virtudes a humanidade os têm fifth/fifth… Bipolaridade é característica de um Planeta de Provas e Expiações.

No episódio da adúltera o Mestre conseguiu vê-la com os olhos de Sua alma; e somente Ele conseguiu… Nenhum outro porque todos os demais tinham ‘pecados’!

Se valer de consolo… Ele consegue assim ver Sua humanidade, diuturnamente!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Os opostos, pag. 105 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

1º de abril. Não lhes falarei mentiras, mas a verdade de minha matéria sobre a Compreensão, publicada na RIE de abril/2012. O estudo foi exposição feita no verão 2010/11. Nele realizei um paralelo entre o capítulo Tua CompreensãoTua Casa, Ayrtes/João N. Maia – e o Poema de São Francisco de Assis. Sendo o texto muito longo, transcrevo alguns fragmentos – diferentemente do blog, na 1ª pessoa do plural. A íntegra poderá ser lida na revista ou, se o desejar, adquirida através de e-mail. Assim:

Todas as ferramentas das quais a compreensão se utiliza, levam à paz. A condescendência, a indulgência e a bondade são geradoras de luzes capazes de instalar o verdadeiro terreno fértil à transformação…

Sairíamos a catar na rua pessoas, com atitudes diversas para exercitar nossa compreensão? É evidente que essas primeiras oportunidades estão muito próximas, bem ali no ambiente de nosso lar… Quando essa compreensão estiver transbordando em nossa casa, estaremos aptos a compreender nosso vizinho, o atendente da padaria, o estoquista do supermercado, o guardador de nosso carro…

Resolvemos fazer aqui um dueto, confrontando exortações da Oração da Paz e as de Ayrtes – Condescendência, indulgência e bondade:

  • “Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a …” Os irmãozinhos que ainda odeiam a tudo e a todos, os que ofendem, os desinteligentes e os incrédulos, necessitam de nossa condescendência.
  • “…Onde houver errro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz!” O indulto – ou a indulgência – aos nossos queridos emparelhados na caminhada que aderiram a possíveis erros, desesperos, tristezas ou enveredaram por caminhos mais estreitos é pura compreensão.
  • “…Ó Mestre, fazei que eu procure mais: Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna!” Consolar, compreender, amar, doar, perdoar é [o] entendimento maior que nos levará a uma bondade discernida.

Diferente de simplesmente compreender, a percepção faculta-nos esquadrinhar com os olhos do coração e acionar as mãos sagradas da misericórdia [que] nos levará a uma série de atitudes todas elas conciliadas com a Paz e com o concurso de um dos seus principais componentes, a Compreensão.

 “Uma pessoa, para compreender tem que se transformar” (Antoine de Saint-Exupéry).

cvs1909@hotmail.com  (Verão de 2010/11).