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“O dinheiro com que adquires o pão de hoje pode ter passado ontem pelas mãos do teu adversário maior, mas não deixa de ser uma bênção de sustentação, pelo valor de que se reveste.” (Emmanuel).

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Nesta analogia fantástica, o Benfeitor aborda, de forma figurada, o dinheiro e o pão, bens milenares e de sustentação à humanidade: um intimamente dependente do outro; causa e conseqüência.

‘Dinheiro sujo’ ou ‘dinheiro limpo’ (termos moderníssimos), seguindo a analogia, possuem a mesma capacidade na compra do pão.

Há quem afirme que, se com fome, ou para saciar sua família, roubaria algum dinheiro para comprar-lhe pão.

Dinheiro, pois, quando isento de cor, procedência, origem boa ou mal sã, é aquela ferramenta que chega como solução e capaz de produzir a bênção da saciedade e organizar, de certa forma a Justiça de Deus na Terra…

… Pois, dizem alguns sábios, é muito difícil falarmos de justiça a estômagos vazios.

Paulo, dirigindo-se a Timóteo (II Tim, 3:16) dirá que “toda escritura inspirada por Deus é proveitosa para instrução na justiça.”

Dirão os Iluminados que a principal razão de que “todos somos médiuns, será porque todos são inspirados”:

A inspiração é essa moeda que desce dos Céus e que tem a capacidade de adquirir o bom e o mau: pode comprar o pão da saciedade e pode corromper…

… E se comprar o pão irá promover a justiça e se comprar corrupção irá financiar a injustiça.

Verifiquemos que a moeda da inspiração é de boa procedência (pois Deus é Bom); o destino que lhe damos é que poderá ser dúbio.

Toda a escritura que promove o pão da Justiça provém do Pai, que a deseja: não importa nada de qual credo se origine; o importante é a inspiração e não o veículo…

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Continuará Emmanuel em sua analogia caprichosa: “ignora [se a moeda] esteve antes a serviço de um santo ou de um malfeitor” informando-nos que a moeda da inspiração, caindo em nosso bolso, carteira ou bolsa, deverá promover, sempre, o pão da Justiça. Ou que tal inspiração deverá possuir a capacidade de saciar anseios de agoniados que nos rodeiam…

… E que tais almas nos vejam como intermediários de uma Justiça que provém de Deus.

Moeda, pão, inspiração e justiça, intimamente co-relacionados!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 121 Busquemos a luz; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

“O médium natural (…) traz de vidas passadas um manancial significativo de experiências, que lhe faculta desestruturar a realidade conhecida e reestruturá-la de formas diferentes e expressivas.” (Hammed).

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Autores informam que todos somos médiuns porque somos inspirados: recebemos farta ‘fermentação externa.’

Outros, afirmam que é por possuirmos um corpo fluídico: o perispírito que recebe a influência, transmite à nossa alma e esta comanda nossos feitos físicos.

Uns e outros têm razão, pois a inspiração (de encarnados e desencarnados) se dá, sempre, perispírito a perispírito.

Como nosso perispírito é semelhante a um tacógrafo de utilitário ou caixa preta de aeronave, traz registrado, de vidas passadas, um manancial significativo de experiências.

Mergulhados em nosso íntimo, tais quais alquimistas, e lançando mãos desse manancial, nos possibilitamos dar expressão a formas e conceitos inexpressivos.

O grande diferencial do indivíduo inspirado à criatividade é não copiar ninguém: ele reestrutura, inusitadamente, velhos temas, antigas formas de realizar.

Quando se interioriza (despe-se ao máximo do material), e segundo Cícero recebe “um toque de inspiração divina”, seu manancial, atual e pregresso, aflora:

Uma atmosfera de independência e satisfação é sua força motriz: A criatividade emerge, a alquimia se faz, transformando ditos e feitos comuns em coisas incomuns.

Não temos dúvidas, e nosso codificador já afirmara que pintores, músicos, literatos, artistas em geral, são médiuns inspirados:

Realizam a grande alquimia das sociedades: de retrógradas em desenvolvidas; de desorganizadas em organizadas; de exauridas em produtivas…

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“… Nesses momentos, que se chamam, justamente de inspiração, as idéias se derramam, se seguem, se encadeiam, por assim dizer, por elas mesmas.” (Livro dos Médiuns, Cap. XV, item 182).

(Sintonia: Neto, Francisco do E. Santo, A imensidão dos sentidos; ditado por Hammed; Cap. Criatividade; 8ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2017).

“Exerça a faculdade da percepção clara e imediata, [a intuição] mas, para ampliar-lhe a área de ação, procure alimentar bons pensamentos de maneira constante” (André Luiz).

“Eu acho que os instrumentos [referindo-se às gaitas] não têm muita coisa de diferentes. Tu vais passar a tua energia para eles. O instrumento vai se moldar à tua maneira de ser, tua energia, teu Espírito (…). ‘Te agarra’ a uma cordeona, te agarra a uma guitarra e leva a vida tranqüila, com harmonia e amor…” (Gilberto Monteiro, gaiteiro de gaita de botão no programa O Milagre de Santa Luzia da TV Cultura).

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Ambas as afirmações, provindas de fontes bem heterogêneas, convidam os indivíduos a expandirem a inspiração: André Luiz, em psicografia de Chico, convida as pessoas a que ampliem sua intuição se acercando dos bons pensamentos oriundos das Boas Companhias. Gilberto Monteiro, que toca gaita de botão como “só ele toca” – afirmação essa de colega de profissão – convida à harmonia e ao amor, independente da área em que utilizas a tua percepção ou intuição.

Os ‘ofícios’ de criar – compor, tocar, pintar, cantar, escrever, esculpir… – não diferem muito quanto à inspiração. As ‘cercanias’ ou a vizinhança do indivíduo que se dispõe a criar é que deverão ser límpidas e transparentes de maneira que influam na qualidade das criações a efetuar:

  • Se ainda não possuo clarividência, ou a capacidade de ver no plano espiritual, nada me impede de retirar o máximo de proveito de boas situações vividas e presenciadas na sociedade terrestre e a que a minha percepção, por hora, me capacita contemplar;
  • Se ainda não gozo de clariaudiência, – a capacidade de ouvir desencarnados – que me beneficie e amplie minha criação prestando ouvidos ou acurando minha vista aos artistas do bem em qualquer área;
  • Se ainda não consigo emprestar minhas forças à psicofonia, possibilitando aos desencarnados falarem com os encarnados, que distribua aos viventes minha boa fala e que esta construa mais que destrua. Que eu roube às trevas todo o espaço que meu verbo possa lhes ceder!…
  • Se a mim já foi concedido, mais que o privilégio, a responsabilidade de retransmitir mensagens, que eu me convença que as boas só virão de Bons Mensageiros se com eles sintonizado. E – importante! Que eu não negligencie as inspirações dos encarnados, como, por exemplo, os que praticam, esculpem, compõem, pintam, escrevem e cantam a paz…
  • Se minhas mãos ainda não curam, que fisicamente elas aliviem os fardos alheios, ajudem a pegar em alças, empurrem causas do semelhante… E
  • Se ainda não consigo prever grandes acontecimentos que minha intuição colabore nos miúdos; que não prescinda da boa lógica que poderá influir nas vidas de pessoas ainda incautas ou imprudentes. Que conselhos que minha fala promova sejam secundados pelas Falanges do Bem e da Misericórdia.

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Expandir a inspiração, intuição, mediunidade – como se queira chamar – dependerá, em muito, como recomendariam André Luiz e Gilberto Monteiro da sintonia de pensamentos e se moldarão à minha maneira de ser, à tranqüilidade, harmonia e amor que eu deseje ter, em comunhão com meus amigos do bem, visíveis ou Invisíveis.

Imagens: 1. Gilberto Monteiro; 2. Museu de Arte Contemporânea (Niemayer) – (Sintonia: Cap. Mediunidade e você, pg. 121 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).