Posts Tagged ‘Instinto’

“… Sacrificando-se sobre uma espada simbólica, ensarilhada (deposta), é que Jesus conferiu ao homem a bênção da paz.” (Emmanuel).

* * *

As guerras, mais ou menos sangrentas, ocorrem em todas as épocas: Impérios se fizeram e desfizeram com elas.

Não conseguimos imaginar que guerras pertençam ao passado; pertencem à imbecilidade; e esta parece não se esgotar…

Mil anos se gastam para erguer cidades, monumentos, obras de arte, vias de ligação; hoje, em segundos poderão ser destruídos… Pela guerra!

Mas… não ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta contra o semelhante? Sim!

O império do “eu” se ergue dentro de nós: nosso orgulho aí reina; manda; desmanda; desenvolve-se até um apogeu fugaz; e se arruína junto à nossa infelicidade.

Outrora odiávamos e guerreávamos por instinto; hoje afirmamos fazê-lo por inteligência.

E destruímos, também em poucos segundos, uma amizade que construímos desde nossa infância: inocentes, amávamos; crescidos, nos detestamos!

* * *

A Cruz como patíbulo estava com ponta para baixo, deposta, ensarilhada! A mesma Cruz, mais que paredão ao Sentenciado, foi ponte para a evolução!…

Não basta condenarmos a guerra de todos os tempos; nem a mais recente, que Kim Jong -un deseja; é necessário ensarilhar nosso orgulho para obtermos a bênção da paz.

“Embainha tua espada” (João 18: 11), recomendou o Pacífico a Pedro, quando este feriu a orelha de Malco no Horto das Oliveiras…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 114 Embainha tua espada; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

A aula do ESDE era sobre preocupação. A natureza é o melhor exemplo de despreocupação. Rodolfo, do alto de sua experiência lembrou à turma para não esquecer que o livre-arbítrio era domínio do hominal e jamais do mineral, vegetal ou animal…

Mateando hoje – 24 de março – na gostosa Av. Rio Grande, olhei as aves do céu em seu frenesi e me parei filosofando solito. Vejam no que deu:

  • As pessoas estavam apressadas; no máximo de duas em duas, conversavam pouco, não se saudavam. Algumas sussurravam ao celular… Outras, ansiosas, olhavam a muda tela do seu, realizando ocultas cobranças. Custou-me arrancar o sorriso do cidadão que passava de muletas. Mas todos possuíam seu livre-arbítrio!
  • No alto, o alarido era geral, ‘conversa’ animada; ‘papearam’ durante todas as duas horas que lá estive. Mas elas não possuem só o instinto?
  • Um pai passou com a filha, já saindo da adolescência; deveria ser universitária, daquelas que moram em nosso balneário. Foram comprar algo para a casa ou apartamento; parecia um cabide para cortina: Mas o pai é ‘quem’ carregava o artefato. Mas, pai e filha possuem o livre-arbítrio!
  • Olhei para cima e uma delas – que só possui o instinto – carregava no bico um graveto maior que ela própria. Meu livre arbítrio me permitiu fazer um paralelo com a moça que – também com seu livre-arbítrio –, se furtava de carregar o cabide.
  • O Cassinense mora em casas cercadas de grades ou em apartamentos. Ambos, o morador e os possíveis larápios se utilizam de seu livre-arbítrio para se proteger e para ‘trabalhar’.
  • Elas moram em colônias. No ninho bem grande e com várias portinhas há várias famílias. E há muitos ninhos! Protegem-se? Mas só têm o instinto!
  • As pessoas passavam com sacolas… No mercado adquiriram – fruto de seu trabalho -, mantimentos, víveres, ingredientes talvez para o almoço, afinal o livre-arbítrio lhos permitiu.
  • Elas, quem sabe, no horário apropriado atacariam algum milharal, ou plantação de gira-sol ou… Qualquer ‘quitute’ que o Pai do Céu lhes oportunizasse; e tudo rigorosamente atendendo a seus instintos.

É! O Rodolfo tinha razão: O livre-arbítrio é atributo do homem. Mas como o está usando?

Quanto a mim, rigorosamente dentro do meu – livre-arbítrio – liguei o carro e fui para casa procurar nos armários uma sardinha que desde o Globo Repórter de ontem estava com ‘desejo’ de comer.

O ensinamento e o alarido estridente das caturritas, entretanto, não me saíram da cabeça.

 (Nostalgia em um outono, 2012).