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Cla01150808“Tomar as dores” é o tema da reflexão: quando alguém se indispõe conosco, porque nos indispusemos com alguém que aquela pessoa gosta muito, dizemos que ele ‘tomou as dores’, tomou partido, ou algo que o valha.

Consideremos, entretanto, que as indisposições entre dois indivíduos (Espíritos já ‘vividos’), têm origem, ou nesta ou em vivências anteriores: doutrinariamente, não há escapatória para isso!

Se assim acontece – e acontece! – dizemos que são pendências ‘particulares’ de dois indivíduos que precisam equilibrar relacionamentos “enquanto estão a caminho”, ou enquanto por aqui estão, ‘nesta’ vivência…

Suas pendências, por serem ‘particulares’, podem nada a ter a ver conosco, portanto, nesse caso, ‘tomar as dores’ seria atitude equivocada. Porém…

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… Há situações – e que, felizmente, não lembramos – que em vidas anteriores agimos em conluio: fazíamos parte de grupos rivais que se prejudicavam com a combinação espúria das partes.

Em outras ocasiões promover-nos-emos a ‘advogados de defesa’, pois nossos laços com a pessoa injuriada por terceiro são tão fortes, que já viemos nos amando, também a muitas encarnações.

Nestes dois casos, sim, torna-se explicável a atitude do “tomar as dores”, já que somos cúmplices de desventuras ou venturas desde ‘a outra encarnação’, como popularmente e comprovadamente nos expressamos.

(Outono de 2017).

 Costumo sempre caçoar de meus filhos, dizendo-lhes que possuo, além da sede balneária, mais três, a da Buarque, a metropolitana – São José dos Pinhais, muito pertinho da bonita Curitiba – e uma terceira, muito próxima do céu, o ‘Cerro’, como carinhosamente chamam e velada por dois anjos. Pois bem, lá estivemos ontem. Fomos… fazer uma inspeção e encontramos tudo muito bem organizado: A sede mudando seu rosto e os caseiros muito centrados e preocupados, também, em avaliar e aprimorar os seus. Quando falo em sede, me refiro ao local onde se reúnem as almas de uma família num único pensamento e numa única torcida… essa sede acaba se estabelecendo em nosso pensamento e a geografia, nesse caso é totalmente desimportante. Talvez esteja filosofando um pouco e para tal me valho do comentário do caseiro e filósofo do meio quando diz que “migramos porque é a lei do progresso… Se é para o Capão, para São José ou se para um dos quatro cantos do Rio Grande, não importa! Migramos porque se faz necessário, porque como diz nossa mãezinha, temos alguma missão nesses diversos recantos. E como bem fazem os pássaros, migramos para reproduzir e semear os ensinamentos e exemplos adquiridos do nosso eterno lar – os corações de nossos amados pais, nossos mestres maiores!…” A propósito, lá pelo Cerro, além de estar tudo em ordem, o churrasco do caseiro surpreendeu  à minha velhinha e a mim! (Fotos: 1. Sensibilidade; 2. Os ‘caseiros’) – (Primavera de 2011).