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“Ninguém pode ser, simultaneamente, amigo e verdugo.” (Emmanuel).

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Vivemos em Planeta de maus onde, sem generalizar, há mais verdugos do que amigos: Nosso Orbe ainda é assim.

Naturalmente, e porque Deus é também Sábio, suas Leis Divinas ou Naturais (Leis Morais), estão ajustadas a ‘este’ Planeta.

Quando nos percebemos incompreendidos, solitários, experienciando as dificuldades das sombras e das asperezas, Paulo de Tarso lembrará aos Tessalonicenses (e a nós): “Deus não tem nos designado para a ira, mas para a aquisição da salvação.” (I, 5:9).

Afinados a Paulo e a Emmanuel compreendemos que ira ‘rima’ com verdugo e está na contramão das Leis supracitadas; e que amigo (do bem) ‘verseja’ com salvação, e está consoante às Leis Divinas.

A começar pelo foro íntimo, a ira nos transformará, primeiro, em inimigos íntimos; entretanto nossa salvação dependerá da afiliação às Leis Naturais na ‘versão’ Planeta Terra. Direta ou indiretamente, ira ou salvação, contagiará os que nos cercam.

Compreendida a nossa muitas vezes solidão, e entendidas as dificuldades, sombras e asperezas como educativas, começamos a verificar a necessidade de vivermos neste Educandário dentro dos planos divinos para cada um de nós.

Perceba-se que Deus não nos criou Espíritos maus (irados, verdugos): criou-nos “simples e ignorantes”, mas herdeiros de ‘Sua’ genética (amiga e salvadora).

Atingida tal compreensão e aderindo a ela ou não, nos tornaremos amigos ou verdugos próprios; possivelmente amigos ou verdugos de nosso ‘próximo mais próximo’ ou mais distante.

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É possível que muitos ‘nãos’ a nós próprios ou aos outros não possuam a conotação de carrascos, mas representem educação e pedagogia.

Será impossível sermos, simultaneamente, um ou outro: amigo e verdugo são dicotômicos, opostos.

Amigo ou verdugo? Eis a encruzilhada!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 139, Na obra da salvação, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

Costuma-se dizer, de uma pessoa muito iluminada e que já conseguiu reunir em torno de si bondade numa tal quantidade que transborda aos que a cercam: ‘Que criaturinha bem boa… essa fizeram e jogaram a fôrma fora’…

Na verdade não é bem assim; a fôrma de todos é a simplicidade e a ignorância que Deus usou para criar todos os Espíritos.

A partir daí e a cada acordo reencarnatório o Criador coloca a todos dentro de ‘embalagens’ diversificadas e de acordo com os avanços já adquiridos pelo ‘produto’.

A embalagem não é o mais importante, mas cabe salientar que, dentro de sua diversidade, algumas são grandes, pequenas, altas, baixas, atraentes, outras nem tanto, pretas, brancas, amarelas, pardas, coloridas…

Dentro de cada embalagem, Deus coloca um manual de bons procederes, que são as Suas Leis ou as Naturais.

O bem será sempre a adaptação do produto às Divinas Leis: Estaria, portanto, o indivíduo se conformando, se amoldado, ou tomando as formas do bem. Inversamente, o mal será a oposição a tudo o que estiver escrito na Lei – ou no manual: O indivíduo – alma/Espírito -, neste caso, estará se deformando, ou perdendo a forma primitiva; diria que ele estaria ficando ‘pior’ até que simples e ignorante.

As pessoas sobre as quais dizem ‘fizeram e jogaram a fôrma fora’, são justamente pessoas de bom intuito, de bondade ímpar e amoldada à Lei de Deus.

“O bem – explica a questão 630 de O Livro dos Espíritosé tudo o que está de acordo com a Lei de Deus e o mal é tudo o que dela se afasta”, correlacionando o bem à conformação e o mal à deformação.

Nenhum Espírito é criado ‘pronto’… A partir de simples e ignorante e se utilizando da generosidade das diversas vidas, ele irá se conformando e buscando uma evolução que é lenta, gradual e nunca retrógrada.

E o destino final? Bem, este é a perfeição, para conformados e deformados. Sim, também para os deformados, pois a fôrma, o molde, é boa!

Para os primeiros demorará menos; para os segundos, mais! Perfeição total? Aos que usufruírem o máximo da fôrma!

(Sintonia com o cap. Distinguindo o bem do mal, pg. 151 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno ameno de 2012).