Posts Tagged ‘Levar vantagens’

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“… Não és tu quem espera pela divina Luz. É a divina Luz, força do Céu ao teu lado, que permanece esperando por ti.” (Emmanuel).

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O termo “esperar”, do Orientador, sugere-nos expectativas e estas se apresentam como via de mão dupla:

Ao buscarmos a divina Luz (entendamos as influências dos Iluminados) em determinado credo, numa contramão priorizaremos proveito, consolações e vantagens, pois vivemos n’um Planeta ainda governado por nosso ‘eu’. Desejamos, comodamente, usufruir das benesses do Sagrado; e

Em harmonia com os Desígnios sagrados, – na ‘mão’ certa – quem mantém expectativas a nosso respeito é a divina Luz, força do Céu ao nosso lado: quando ‘parecer’ que estamos no prejuízo; perdendo sob aflições em zonas de desconforto; em inferior desvantagem; e supostamente ‘perdendo para ganhar’, na concepção das bem-aventuranças…

… Então aquela “religião” na qual depositávamos ‘nossas’ expectativas, transformar-se-á na “religiosidade” do respeito, tolerância e serviço, compreendidos nas aflições, perdas, prejuízos, desconfortos e inferioridades.

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Enquanto que esperarmos pela divina Luz pressupõe comodismo, atender às expectativas dessa Luz sugere-nos a fuga da zona de conforto.

(Sintonia: Fonte viva, de Francisco Cândido Xavier, ditado por Emmanuel, em seu Cap. 87 Recebeste a Luz? 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

“Quando derdes um jantar, não convideis nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que forem ricos, de modo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós…”

Longe de me admirar com esta expressão do Mestre, diria que Ele sabia ‘com que bois estava lavrando’; não que a humanidade de hoje se sinta melhor que os Seus compatriotas daquela época… Muito pelo contrário, toda a sua linguagem explícita ou alegórica continua sendo necessária hoje aos ‘convivas’ deste meu planeta.

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Certamente se Jesus me convidasse hoje para um jantar – eu na qualidade de coxo, estropiado, pobre ou cego – talvez lhe desejasse dizer, se tivesse um pouco mais de fé, como o centurião: “Senhor, eu sou digno de adentrar ao teu jantar, mas dizei uma só palavra e serei saciado”…

Mas o que esse Anfitrião desejava expressar – e ainda o deseja hoje – é exortar a humanidade do cuidado que deva tomar com o ‘toma lá da cá’, ou ‘uma mão lava a outra’ ou, ainda, da questão de querer levar vantagens e proveito. Se pensar e agir  dessa forma, eu:

  • Curtirei, comentarei e compartilharei tuas postagens, só se retribuíres às minhas;
  • Elogiarei e agradecerei o colega expositor, desde que ele ‘encha a minha bola’ logo após a minha, por medíocre que seja;
  • Só se me dedicares exclusividade serei teu amigo; ou teus amigos não poderão ser amigos comuns;
  • Desde que ‘feches’ com minhas idéias, por absurdas que sejam, desejar-te-ei em meu círculo; logo, se não aceitares minhas cobranças, serás descartado;
  • Só se me convidares para o teu ‘filé’, convidar-te-ei para meu almoço, mesmo que seja um prato mediano; e
  • Somente se corresponderes às minhas expectativas, abdicando das tuas próprias, te manterei próximo a mim.

E assim vou impondo, comercializando, chantageando… Uma espécie de mercador de conveniências. Abafarei todos os teus anseios com minhas barganhas e com a vilania de minha moeda interesseira…

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“Talvez por querermos levar vantagens, tenhamos atraído amizades vazias, distorcidas, verdadeiros parasitas de nossas energias” (Hammed).

A pessoa desinteressada não compra pessoas e nem se vende com a moeda da conveniência; ama incondicionalmente e seu amor jamais estará atrelado ao só se… desde que…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Conveniência, pag. 161 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012).