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“Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai celestial o ‘alvará da libertação’ de si mesmo, habilitando-se a sublimes renovações.” (Emmanuel).

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“Perdoar; esquecer as ofensas; não desejar nenhum mal; e orar pelos inimigos”, recomendações doutrinárias, é condição estabelecida pelo Pai, para que também por Ele sejamos perdoados (Mateus, 6:14).

“Perdoar”, além de impositivo, já é possível a algumas almas de boa vontade e matriculadas nas escolas Crísticas;

Da mesma forma, “não desejar nenhum mal” ao perdoado ou àquele que nos perdoou, também está ao alcance daquele que já se banhou na Boa Nova;

“Orar pelos inimigos” é uma espécie de estratégia divina, pois quando assim procedemos, as partes já não mais são inimigas; mas

Quanto ao “esquecimento das ofensas”, considerado até antinatural, é próprio somente das grandes almas: Chico, Madre Tereza, Irmã Dulce e até nosso encarnado Divaldo, dificilmente se consideraram ou se considera ofendido…

Um dia iremos perceber que as mesmas faltas reprovadas em alguém, já as cometemos ou iremos cometê-las. Acontece que nossos orgulhos ficam em duelo e críticas os magoa!

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É possível que ao perdoarmos alguém, nos seja “coberta uma multidão de nossos pecados” (pois assim o Mestre nos anunciou a Lei do Pai); parte do mal (próprio deste Orbe) seja anulada; e avive-se o bem. Prende-se à parede o “alvará da libertação.” É a Regeneração batendo à porta do Planeta!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 135, Desculpa sempre, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

lazaro_ressuscita_3Jesus amava demais a Lázaro e às suas irmãs Marta e Maria. Sem dúvida, tais ‘laços’ não eram recentes, pois conta-nos as Escrituras que Jesus teria chorado quando Marta lhe dá a notícia que o irmão estava morto há quatro dias.

O que houve no episódio de Lázaro foi, realmente o ressuscitamento de um estado de síncope letárgica para o estado de lucidez…

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Questionado por Chico, Emmanuel tem duas considerações importantes sobre o episódio o qual evidencia o compromisso de Jesus para com Deus e seu compromisso para com a Humanidade:

Primeiro: O episódio de Lázaro era um selo Divino, identificando a passagem do Senhor – Precisava-se dar entender à Humanidade que a ‘aposta’ do Criador no Governador Jesus, estava correta; aqui o atributo Onipotente da Divindade. Quando o próprio Mestre declara que “meu Pai e eu somos um”, está patente em tal expressão seu aspecto Divino/Sagrado. Jesus só poderia ter sido nomeado pelo Criador, Governador de nosso Orbe, dado o potencial de sua Pureza. Aqui, o compromisso de Jesus para com Deus.

Segundo: A simbologia mostra a ação do Cristo sobre o homem, testemunhando que o seu amor arrancava a Humanidade do seu sepulcro de misérias – Jesus envidaria todos os esforços dignos de um Espírito Puro, para deixar à humanidade as mais belas lições morais e de compaixão. Não haveria, portanto, melhor guia e modelo para os filhos de Abraão, sua descendência e para a toda a Humanidade. Aqui o seu compromisso para com a Humanidade.

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Quando nos encontrarmos em profunda letargia moral, quando tudo parecer insolúvel, quando tudo parecer sumir aos nossos pés, lembremo-nos deste Amigo, que demonstrou com suas lágrimas o quanto amava a Lázaro e, em extensão, a todos nós!

(Sintonia: Questões 317 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

carta“Honrar a seu pai e sua mãe (…) é cercá-los de cuidados, como eles fizeram conosco na infância.” (ESE, XIV, 3).

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‘Mas espera aí! E se nossos pais não dispensaram à nossa infância todos os cuidados que precisávamos?’ Esta a primeira pergunta que poderemos fazer ante a exortação acima. E se aos nossos filhos cobrimos de atenções, cuidados e educação e hoje nos sentimos abandonados por algum deles? Esta segunda pergunta que nos fazemos…

Somente a Doutrina Espírita, em seu propósito esclarecedor, e através do entendimento da multiplicidade das vidas virá nos informar duas coisas muito importantes:

Primeira: O atendimento que, ‘apesar dos pesares’, dispensamos a nossos pais, vem a saldar uma parte oculta de nossos débitos, concedendo-nos a primeira carta de alforria.

Segunda: Uma vez aprendida a lição tirada de nossa infância, passaremos a dispensar a nossos filhos, todas as atenções das quais fomos privados um dia. Mesmo vindo a receber possíveis ingratidões em nossa velhice, passamos a ser contemplados com a segunda carta de alforria.

“Entre os filhos companheiros que te apóiam a alma, surgem os filhos credores, [adentrando tua] vida, por instrutores de [forma] diferente.” Tal assertiva, no seio familiar, não se aplicará somente ao parentesco pais/filhos, mas a todos os demais ‘caroços’ que parecem desejar invadir nosso angu: Arredá-los para a beira do prato, com sabedoria, para depois depositá-los no lixo, será tal qual recebermos luminoso certificado de nossa própria libertação, ou nossas outras cartas de alforria.

Surgirão, dessa forma, em nossas vidas e, mormente no cadinho familiar, outras e muitas outras oportunidades de sermos alforriados, pois de débitos nosso passado está cheio…

(Sintonia: Cap. Credores do lar, pg. 112, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).