Posts Tagged ‘Lutas’

No-BBB-664x374Será impedimento às nossas lutas, sentirmo-nos fracassados, até perante nossos próprios confrades, quando não encontramos eco aos nossos combates a realitys exibidos periodicamente em nossa TV?

Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?

“É impossível que não haja escândalos, mas ai daquele por quem eles vêm! (Lucas, 17: 1).

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O Apóstolo dos Gentios, Paulo, vem assistir aos Hebreus, nesta questão e não deixa de nos socorrer, na atualidade, respondendo-nos: “Pondo de lado todo o impedimento.” (Hebreus 12: 1).

Se o próprio Cristo, através de Lucas, nos adverte que “é impossível que não haja escândalos” e Paulo de Tarso nos pede que “ponhamos de lado todo o impedimento”, tais impedimentos, naturais nas lides Crísticas, já deixarão de serem impedimentos.

Todos os nossos fracassos merecerão nosso autoperdão; e todos os fracassos de nossos confrades, – aqueles mesmos que ainda curtem realitys – também deverão merecer nossa compreensão e tolerância.

Nosso Cristo – o da doutrina dos Espíritos – não é diferente do Cristo dos católicos, evangélicos, luteranos… Pensamos que Cristo, independente do credo, nivela-nos as responsabilidades perante nós próprios e os outros. Credos, portanto, não será o impedimento…

O divulgador não espera retorno: se tiver que esperar algum que seja o fel de todos aqueles aos quais a verdade da Boa Nova ainda perturba. Nem a fealdade de alguns poderá se transformar em impedimento ao difusor.

Os dogmáticos, – os há dentro da própria doutrina dos Espíritos – aqueles que ainda colocam afirmações doutrinárias acima de postulados fraternos, não serão impedimentos para todos os cristãos que crêem que “a fraternidade será a única religião do futuro.” Exumar, dissecar e alardear velhos pensamentos dogmáticos? Impedimento nenhum!

Realitys, – ‘realidades’ – pegando carona no termo, fazem parte, ainda, da realidade de cada um. Cada estágio evolutivo pressupõe ‘uma’ realidade. Haverá um tempo no qual a realidade de indivíduos que acena para tais programas, já não mais acenará…

… Quanto aos seus criadores e divulgadores, esses responderão conforme as palavras do Sábio que já os houvera acautelado: “Ai daquele!”

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 12, Impedimentos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).

reecarna_o_vida_ap_s_a_morte (1)A fraternidade promove a regeneração ou através da regeneração chegamos à fraternidade? Ambas as questões são legítimas, pois os termos possuem um envolvimento; são dependentes. Convém, entretanto que analisemos dois dos sentidos ou definições de regeneração:

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nos socorre, dizendo que: 3. Regeneração é a reformação moral (a fraternidade promovendo a Regeneração; aqui estágio Planetário) e 2. Regeneração é o restabelecimento do que estava destruído (regeneração como emenda, correção)…

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Não tenhamos dúvidas que a fraternidade regenera ou, elevando o tom da afirmação: Somente nos regeneraremos através da fraternidade como cooperativa.

O melhor ‘teatro de operações’ (TO) para batalharmos pela fraternidade, ainda é o Planeta Terra, na condição de reencarnados. Diríamos que em tal situação estaremos ‘equipados’ com todas as armas para vencermos batalhas contra nosso eu.

Todavia a visão que os indivíduos possuem da reencarnação no Orbe Terra, sempre será pelo prisma de seu coração:

Se, para alguns, a Terra for rude penitenciária cheia de gemidos e aflições, será muito provável que tais indivíduos não combatam, ainda, o ‘bom combate’ na direção da fraternidade, pois estarão, dia após dia, sob sugestões negativas e aprisionados a pesadas lamentações.

Se outros a vêem como processo sublime de aprendizado fraternal a estarão aproveitando como oportunidade redentora, opostamente, fazendo uso de todas as iluminações positivas.

Mais que influenciados, somos dirigidos por entidades de nossa escolha; e nosso ângulo de visão, mais obtuso ou mais alongado é quem determinará tais escolhas.

Há, pois, duas formas distintas de encararmos nossa estadia nos ‘campos de batalha terrestres’: A primeira de onde já sairemos ‘condecorados’ e aptos a Planetas melhores – Regenerados. A segunda onde o retorno aos campos de batalha se fará necessário até que saiamos vitoriosos…

… E a vitória, neste caso, será o triunfo da fraternidade sobre nosso próprio eu.

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A vitória final será o triunfo sobre os nossos próprios porquês; ou nossas próprias causas que nos trouxeram a este campo de batalha.

Reencarnação: Oportunidade de equação de nossos próprios porquês!…

(Sintonia: questão 347 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

44Há conotação diversa, porém complementar, nestas duas vezes em que, no evangelho, o Mestre fala em espada:

“Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão” (Mateus, 26, 52), foi uma expressão proferida pelo Mestre, às vésperas de sua crucificação e dirigida a Pedro quando este cortou a orelha de Malco, soldado do Sinédrio. Jesus cuida de informar ao Discípulo Pescador que seu Reinado não é material, mas que a cada ofensa deveremos manter o equilíbrio e respondermos com o lado espiritual elegante que já possuímos: A face do amor e da compreensão! Na ocasião o próprio Cristo curaria a orelha do militar, mostrando-lhe a face Divina que possuía. Espada, aqui, evolui de uma analogia material para um ensinamento transcendental.

“Não julgueis que vim trazer a paz à Terra. Vim trazer não a paz, mas a espada.” (Mateus, 10, 34). À primeira vista, uma heresia Messiânica? Impossível! Jesus não era dado a desatinos. A doutrina vem em nosso socorro e nos explicará que toda a idéia nova provocará na humanidade sectarismos; ou alguns a aceitarão, outros não; e isso dentro até de uma própria família. E isso poderá ‘roubar a paz’ às partes.

Mas o ensinamento principal, a que Emmanuel ora se refere, diz respeito à espada que deveremos colocar sobre nossos próprios equívocos, pois Jesus não vinha trazer ao mundo a palavra de [tolerância] com as fraquezas do homem, [mas aquela que o] iluminasse para os planos divinos.

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Tanto na primeira como na segunda citação a espada é aquela renovadora, com a qual deve o homem lutar consigo mesmo, ‘cortando orelhas’ que teima em criar, capitaneado ainda por ignorâncias, vaidades, egoísmo e orgulho.

 (Sintonia: Questão 304 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).