Posts Tagged ‘Mãe de Jesus’

  • Calvário, Gólgota (Caveira), Jerusalém, 33 d.C…

O cenário, nada edificante, reunia um povo de natureza bem diversa… Sentenciados, comovidos, escarnecedores, milícias, hipócritas, arrependidos, todos testemunhas de um fato principal e de menores e coadjuvantes fatos, mas dignos de uma compreensão mais aprofundada.

E aqui, um desses fatos: Dirigindo-se à sua Mãe, diria o ‘Sentenciado do Meio’ ‘Mulher, eis aí teu filho; ’ e, logo a seguir, ao discípulo amado, João ‘Eis aí tua mãe’. Menor, coadjuvante e desapercebido fato, em meio a tanta agonia?

Não! Meu Divino Sentenciado transferia a ‘toda’ a humanidade, naquele momento, a mais nobre, a mais honesta, a mais virtuosa das Mães: Maria de Nazaré, a Sua Mãe!

Dessa forma, o seio de sua graça não seria oferecido tão somente a bebês engatinhantes e que Nela crêem, mas, indistintamente aos que julgam não necessitar de Sua mediação, a escurraçadores de sua imagem – lembrança física -, a iconoclastas de sua bela estampa em gesso e aos ignorantes de seu trabalho nas ‘Zonas de Socorro’…

Quem estava ao pé da cruz quando o Filho querido arrancado de seu regaço Lhe delegou auxílio a ‘todos’ os cristãos? João, a própria Mãe, piedosas mulheres, a soldadesca rude e seu centurião; sumo sacerdotes e escribas hipócritas e escarnecedores; Dimas e Cefas, o ‘bom’ e o ‘mau’ ladrão e com Ele sentenciados… Nenhum deles, exatamente dentro de suas necessidades e heterogeneidade, ficaram de fora da Messiânica ‘transferência’.

  • Num lugar qualquer do Planeta Terra, 6 de julho de 2012 d.C…

Títulos Lhe são conferidos, nos quatro cantos do mundo ante as necessidades mais prementes de cada povo. Títulos não são tão necessários quanto os socorros, pois como em 33 d.C., os socorros são distribuídos à diversidade de povos e de caracteres.

Nunca, como nos dias atuais, tantas campanhas foram feitas para a humanidade chegar ao Coração da Mãe de Jesus… Como lá, também hoje corações de amplos caracteres: De Marias, de Dimas, de centuriões, Silvias, poetas, Cefas, Madalenas, padres Lourenços, Euridices, Sonias, Carlas, Claudios e Claudias, cronistas, populachos, Fernandas, Veras, escritores, céticos, irreverentes… Todos são convidados a não largar de Sua mão.

Meus queridos amigos conheceriam vocês Cronologia de Socorro Materno mais Divina que esta?

(Sintonia com João, XIX, 26 e 27) – (Inverno chuvoso de 2012).

Conta-me José Carlos Leal, às pg. 13, 33, 34 e 35 de Maria de Nazaré que “naquela época, as casas de Nazaré possuíam a forma cúbica [e] eram, em verdade, grutas aproveitadas como moradia, contendo no interior, por vezes, um só compartimento, dividido em duas partes: Uma para os animais e outra para os seres humanos. Numa destas moradas, o evangelista e doutor grego Lucas encontraria Maria já de cabelos grisalhos e talvez no ocaso de sua encarnação. Nessa época Maria, Mãe do Redentor, revelaria ao literato fatos até então não contados por nenhum dos contemporâneos de Jesus. Contar-lhe-ia, com toda a sua humildade, porém com responsabilidade, do papel que lhe coubera no Plano de Salvação. Deixaria claro, também, que enquanto Jesus estava em missão encarnatória, ela precisou viver na obscuridade, mas que doravante e principalmente na espiritualidade, poderia ser co-redentora, em face da missão que o Filho lhe outorgara em sua derradeira hora…

Não me impressionam todos os títulos que a igreja Lhe concedeu; emocionam-me todos os cenários onde essas manifestações mediúnicas aconteceram e ante as ‘necessidades’ de cada público alvo: Do índio Juan Diego em Guadalupe; dos humildes pescadores do Paraíba do Sul, onde ela apareceu; dos pequenos pastorzinhos de Fátima; De Bernadette Soubirous, lenhadora de Lourdes; de Caravaggio e do consolo a Joanetta Varoli ante as opressões do marido… Ficam muito claros os pontos de convergência comuns e os auxílios homônimos.

Como ignorar, pois, o auxílio que vem por Maria? Seria como desconsiderar todos os atributos de uma mãe biológica, preocupada – e às vezes até demais – com o bem estar de todos os seus filhos, indistintamente. Sou grato, sempre à Mãe de Jesus a quem um dia fui ‘apresentado’, na distante década de sessenta… Tenho absoluta certeza que de lá para cá esse Espírito amigo não mais largou a minha mão!

(Inverno de 2012).

Assim os espíritas carinhosamente a chamam e não pensem que a tem em menor apreço que a religião mais tradicional; apenas os kardecistas simplificam – em assim a chamando -, todos os títulos que, carinhosamente, lhe são outorgados pela igreja romana. Na verdade em a chamando de Mãe de Jesus, estão aí explicitando títulos como Maria Auxiliadora, Mãe dos Aflitos, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Medianeira de todas as Graças e tantos outros. Maria, ao longo da sua encarnação à época de Jesus, evidenciou virtudes ímpares… Qual a mãe que, como ela, sofreu antes, durante e após a gestação, vida e martírio de seu Filho? Se eu possuísse apenas um por cento de todas as suas peculiares virtudes, dar-me-ia por satisfeito. (Primavera de 2011).