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“Os que encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações.” (ESE, XIV, 8).

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Nosso caminho evolucional é comparado a longo deserto que percorremos da Infância Espiritual à Angelitude.

Nossos companheiros de travessia possivelmente se repetem a cada nova encarnação:

Reunimos-nos por simpatia; ou, somos “espíritos simpáticos”: e o núcleo de reunião mais necessário e justo é a família; quer seja ela corporal, espiritual ou satisfaça ambos os requisitos.

Quando afirmamos que “fulano é extremamente simpático”, é possível que seja ele educado, elegante e gentil: qualidades do corpo e do Espírito aí encarnado…

… Mas quando o Codificador nos fala em “Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações”, simpáticos toma a conotação de “atração.”

Dessa forma “simpático”, longe dos conceitos anteriores, passa a significar uma atração por conveniência: desejamos nos atrair por motivos nobres; ou nem tanto.

Se tivermos atração pelo bem, nos reuniremos com Espíritos afins. Se tivermos atração pelo mal, prazerosamente desejaremos nos reunir a Espíritos de tais tendências.

A atração, por conseguinte, é neutra; neutros não o são o bem ou o mal.

A família tem o poder de reunir pessoas de matizes diferentes: para que os maus sejam reeducados pelos bons e para que estes se consolidem como tal: instrutores e missionários.

Evidências se tornarão patentes: não nos reunimos única vez; já fomos bons juntos; maus juntos; contraímos dívidas uns com os outros; e não as saldamos totalmente…

… E por isso estamos juntos novamente, nós, afins ou simpáticos, amparando-nos na travessia do deserto Terreno.

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Se revivemos num Planeta onde ainda o mal predomina, tenhamos a consciência de que nem sempre aqui estaremos reunidos em torno do bem – o Plano do Pai celeste. Mas…

… Poderemos, ainda, estar reunidos por atrações escusas: ainda na contramão das Divinas Leis ou Naturais.

(Evangelho no Lar, 2 de julho; inverno de 2018).

“O Mundo ainda é uma Jerusalém enorme congregando criaturas dos mais diversos matizes.” (Emmanuel).

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Jerusalém era o centro da Palestina antiga, onde Jesus viveu seus 33 anos Missionários: e na hora derradeira, não foi diferente, pois ali o sentenciaram; percorreu o caminho do patíbulo; e foi assassinado.

É possível que nessa hora derradeira, poucos o tenham acompanhado: sabe-se de Maria, sua Mãe, João (o discípulo ‘amado’), Maria de Magdala, a outra Maria, (irmã de Lázaro) e outros personagens ‘avulsos’ como Verônica, o estrangeiro Simão (de Cirene), a soldadesca, o oficial Longino e o bom (Dimas) e o mau ladrão (Cefas)…

… Acompanhantes heterogêneos; por bons ou maus motivos!

Na Jerusalém de hoje, diversificada também, (o Mundo) comportamo-nos da mesma forma; com interesses mais ou menos prudentes; de variados matizes:

Os impenitentes do agora; ou usurários egoístas, vivendo no entorno de nossos umbigos; os que ridicularizamos os já de boa vontade; os ainda ignorantes das verdades Cristãs; os acovardados perante a urgência do bem; os de pouca ou fé inoperante; os ingratos que já esquecemos de todos os socorros dos Emissários do Mestre; e outros, finalmente, com sinceridade e fervor, mas ainda temerários da imensa cruz que o Planeta supõe.

Simão, o de Cirene, era um destes: não tão convicto, mas sentindo a necessidade de operar, ajudar, servir…

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Não temos, ainda, a operância ou determinação das Marias; nem a de João, Verônica ou Dimas; tão pouco desejamos ser tais quais a soldadesca, Longino ou Cefas…

… Mas ainda talvez representemos a Simão Cireneu, instigados por nossa consciência; constrangidos perante nossos débitos, mas já tentando abraçar o madeiro, benéfico, necessário, evolutivo.

Na Jerusalém de hoje há também ferramentas variadas, desde o material que nos salva ou emperra; o bem e o mal para nossa livre escolha; e ‘madeiros’ de toda ordem que desejaremos abraçar ou arrastar.

Ou ficamos simpáticos ao Mundo e antipáticos ao Mestre; ou atraentes ao Mestre e desinteressantes ao Mundo…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 140, Após Jesus, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).