Posts Tagged ‘Máximas cristãs’

frases-biblicas-jesus-cristo-mensagens-evangelicasNem sempre as Máximas Crísticas foram entendidas no sentido mais profundo. Indivíduos, em todos os tempos, as adulteraram, desfiguraram, corromperam, inverteram:

“Não vos inquieteis pelo dia de amanhã”, dará a alguns, margem ao ócio, deserção, ‘lei de Gerson’… Esqueceram-se tais adúlteros que o Mestre os convidaria também a “andarem enquanto possuíssem luz”;

“Nem só de pão vive o homem” levará indivíduos hipócritas a censurar os que bem administram recursos materiais colocados a serviço de comunidades. Pão do corpo e pão do Espírito sempre será necessário. Não foi assim o Pão do Monte?

“Não julgueis” também seria desfigurado: A luta contra a maledicência é diária; não possuímos o direito de ver o argueiro alheio quando em nosso olho possuímos uma trave, mas a máxima nunca deveria servir de pretextos a todos nós que deveríamos “vigiar e orar” mais, evitar desculpas e verificarmos o lado íntegro dos legados morais do Cristo; e

“Ao que vos pedir a túnica, cedei também a capa”: Desprendimento e gentilezas, não significam irresponsabilidades e negligência, mas evitar contendas irrelevantes, visto sabermos que “o que é de César é de César; o que é de Deus é de Deus.”

* * *

Os seguidores do Mestre, nem sempre tiveram escrúpulos em atentar sabiamente aos seus Ditos. Grupos e circunstâncias ainda hoje assim procedem. A doutrina dos Espíritos, na hora exata, chega para legitimar a integridade e honradez de tudo o que disse, incluídas também as máximas. Vai mais além: Instrui, esclarece e dessa forma alivia e consola.

Em tempos de corrupção galopante, tomemos um caderninho em branco; escrevamos aí os Ditos deste Amigo com seu verdadeiro significado; e evitemos, por conveniência, corromper suas máximas!

(Sintonia: Cap. Palavras de Jesus, pg. 221, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

Como-fazer-um-receituário-médico-corretamenteQuerido Médico e amigo, esmagado sob os pesados efeitos de minhas próprias causas, passo a relatar-te minhas dores, entendendo teres a capacidade de prescrever o receituário adequado aos meus males:

– O séquito do orgulho tem me dilacerado: egoísmo, vaidade, inveja, personalismo, comodismo… tomam conta de mim e confrangem minhas melhores intenções; qual a receita, Doutor?

– “Faze aos outros o que desejas que os outros te façam!”

Cólera, ódio e revolta me convulsionam corpo e alma; qual o medicamento adequado a tais quistos?

“Humilha-te e serás exaltado” associado ao “ama os teus inimigos!”

– Sinto-me, querido Médico, incerto e ignorante quanto ao rumo a tomar. Até desejo realizar o aceitável, mas não sei se a ‘direção’ a tomar valerá à pena ou se suportarei o ônus; isto tem solução?

– “Se queres vir após mim, nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me!”

– Melindro-me ante calúnias e ofensas. Já ouvi dizer que além de competente Médico és excelente ‘matemático’… Qual a operação aritmética para meu caso?

– “Perdoa setenta vezes sete vezes” e “ora pelos que te perseguem e caluniam!”

* * *

Ao pé do receituário, como raros facultativos o fazem, havia uma inscrição em letras pequeninas e douradas que me dizia: “Não são os que gozam de saúde que precisam de médico.” – Dr. Jesus

(Sintonia: Cap. Ante o Divino Médico, pg. 206, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).