Posts Tagged ‘Mediunidade’

“O médium natural (…) traz de vidas passadas um manancial significativo de experiências, que lhe faculta desestruturar a realidade conhecida e reestruturá-la de formas diferentes e expressivas.” (Hammed).

* * *

Autores informam que todos somos médiuns porque somos inspirados: recebemos farta ‘fermentação externa.’

Outros, afirmam que é por possuirmos um corpo fluídico: o perispírito que recebe a influência, transmite à nossa alma e esta comanda nossos feitos físicos.

Uns e outros têm razão, pois a inspiração (de encarnados e desencarnados) se dá, sempre, perispírito a perispírito.

Como nosso perispírito é semelhante a um tacógrafo de utilitário ou caixa preta de aeronave, traz registrado, de vidas passadas, um manancial significativo de experiências.

Mergulhados em nosso íntimo, tais quais alquimistas, e lançando mãos desse manancial, nos possibilitamos dar expressão a formas e conceitos inexpressivos.

O grande diferencial do indivíduo inspirado à criatividade é não copiar ninguém: ele reestrutura, inusitadamente, velhos temas, antigas formas de realizar.

Quando se interioriza (despe-se ao máximo do material), e segundo Cícero recebe “um toque de inspiração divina”, seu manancial, atual e pregresso, aflora:

Uma atmosfera de independência e satisfação é sua força motriz: A criatividade emerge, a alquimia se faz, transformando ditos e feitos comuns em coisas incomuns.

Não temos dúvidas, e nosso codificador já afirmara que pintores, músicos, literatos, artistas em geral, são médiuns inspirados:

Realizam a grande alquimia das sociedades: de retrógradas em desenvolvidas; de desorganizadas em organizadas; de exauridas em produtivas…

* * *

“… Nesses momentos, que se chamam, justamente de inspiração, as idéias se derramam, se seguem, se encadeiam, por assim dizer, por elas mesmas.” (Livro dos Médiuns, Cap. XV, item 182).

(Sintonia: Neto, Francisco do E. Santo, A imensidão dos sentidos; ditado por Hammed; Cap. Criatividade; 8ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2017).

Pedir LuzRevelações do plano superior lhe chegarão – ao homem – naturalmente, depois de resolvida a sua situação de devedor ante os seus semelhantes, fazendo-se, então, credor das revelações divinas.

* * *

Sabe-se que as revelações do plano superior se estabelecem, preferencialmente, ‘de lá para cá.’

Como ‘ferramentas’ de tais revelações, mas na maioria das vezes imperfeitas, será imperioso que estejamos promovendo constantemente nossa própria manutenção, através do “vigiai e orai.”

Orar até que não é a parte mais complicada da exigência. Oramos sempre que estamos entregues a um estado contemplativo que nos liga pela forma pensamento a Entidades Superiores das esferas mais sutis. Digamos até que é uma situação bastante cômoda… inercialmente cômoda!

Já vigiar, por entendermos ser a parte mais prática do “vigiai e orai”, exigirá de nós movimento, ações efetivas como, por exemplo, resolvermos [toda a] nossa situação de devedores ante os nossos semelhantes.

Serão estas ações que, promovendo nossa reforma íntima, irão nos contemplar com a linha de crédito que, em nos tornando dignos da atenção de Entidades mais esclarecidas, naturalmente nos proporcionará intermediarmos revelações importantes da Vida Futura Superior.

* * *

Quando preocupações meramente curiosas derem lugar a informações sérias, frutos do crédito superior em nós já depositado, estaremos aptos a colaborar no enriquecimento de nossa própria fé e na dos semelhantes.

“Tudo o que fizerdes a um destes pequeninos, crede-me, a mim o fareis”, diria o Mestre das revelações. Dignos perante nossos semelhantes, dignos perante Jesus; dignos perante Jesus, com créditos junto a Deus. Acreditados perante Ele, herdeiros de suas revelações mais fabulosas e necessárias.

Reforma primeiro; revelações depois!

(Sintonia: questão 357 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

0010b9c747e695d406a57ed20dd89a8cImaginemos Deus nos cobrando contas da luz do sol que nos aquece, da água límpida e gratuita do regato, ou enviando-nos a fatura da água da chuva necessária!…

Se a mediunidade é a luz/concessão que possuímos em característica e intensidade diferentes, como nos tornarmos dela mercadores? Como mercadores, seríamos ‘enquadrados’ pelo Mestre das Gratuidades, com a exortação de sua parábola: “Até que pagues o último ceitil, serás aprisionado!…”

Assim como são importantes todos os luzeiros postos à disposição da sociedade, do farol mais moderno à vela bruxuleante, também a luz interna que todos possuímos, – a mediunidade – servirá de iluminação a outras mentes, qualquer que seja a sua intensidade. Como não contribuir, gratuitamente, para a iluminação de indivíduos outros? E daí se nossa luz é fraquinha, se irmãos nossos às vezes só precisam de nossas fracas tremeluzências?

Toda luz é providencial. Toda mediunidade é importante. A resplandecência de determinada luz é diretamente proporcional ao grau de escuridão que se nos apresenta: O simples fósforo aceso terá a sua utilidade relativa à intensidade da escuridão. Espíritos desencarnados e encarnados precisarão, muitas vezes, de somente uma migalha de nossa atenção… Não desejarão muito mais que isso!

* * *

Assim como na iluminação, o espetáculo é acessório, vale o proveito; também na mediunidade o fenômeno é suplemento; o que importa é o serviço!

Entre a lâmpada apagada e a força das trevas, não há diferença!

(Sintonia: Cap. Ante a mediunidade, pg. 228, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

presentes-pra-mulheresImaginemo-nos ganhando de presente uma linda camisa: Lá está ela, em nosso armário, entre outras surradinhas que possuímos. Se presente, não poderíamos rejeitá-la. Aos poucos, acostumamo-nos com ela, a vestimos, nos olhamos no espelho e nos vemos elegantes…

* * *

A mediunidade é o presente que vem junto ao ‘pacote’ da nossa reencarnação. De características e intensidade ímpar entre os indivíduos, teremos que descobri-la e educá-la. E ela precisará ser luz para nós e para que as outras pessoas sejam iluminadas. Como a camisa que ganhamos de presente e precisaremos vestir e sentirmos sua utilidade.

Haverá aqueles momentos em que estando muito bem nos perguntaremos: Será que merecemos o dom com qual fomos contemplados? Sim! Tal qual a camisa, se a ganhamos é porque merecemos.

Também haverá aqueles momentos em que estaremos muito mal. Pessoas e nós próprios poremos em dúvidas nossas ações. Entretanto, responderemos aos outros e a nós mesmos ser possível que no passado éramos doentes insensatos (…) enquanto que hoje [já] conhecemos as nossas enfermidades, tratando-as com atenção e empenhando-nos em fugir delas.

* * *

Achamos, um dia, que não merecíamos a camisa nova. Depois gostamos da idéia e passamos a usá-la. E com o uso ficou suja e precisamos lavá-la e passá-la. Zelamos por ela. Mediunidade também: Precisamos torná-la útil e conservá-la saudável, pois é o presente que recebemos de nossa Divindade.

(Sintonia: Cap. Estudo íntimo, pg. 209, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

02121120916250“Os médiuns são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos. Se, ao invés de frutos sazonados, dão maus frutos; se nenhum proveito tiram dela, no sentido de se aperfeiçoarem, são comparáveis à figueira estéril.” (ESE, XIX, 10)

* * *

Se o acaso não existe, igualmente não há acaso em sermos todos médiuns: Há, sim, nisso, uma questão Providencial, pois médiuns estabelecem conexões amorosas entre os planos mais sutis e o material.

Todo o médium de boa vontade produz frutos: Os frutos da renovação, das soluções, do aprimoramento, dos recursos, da antevisão, das melhorias…

Indivíduos inspirados, pois que em boa sintonia, proverão curas, resultados, descobertas, melhoras… ou, todos os doces figos que produziria a nossa árvore saudável.

Ao nos informar que os médiuns são legiões, Emmanuel deseja nos dizer que cada um dos 7,3 bilhões de almas encarnadas neste Planeta possui ‘seu’ potencial de mediunidade: Pouco, muito, elevadíssimo! Com características diferentes? Não importa! Discute-se aqui não o potencial ou a característica, mas o fato de ser médium e desejar sê-lo maduro, experimentado, educado e principalmente comprometido.

Em nossas instituições, mais particularmente, estarão ocupando, por indicação e sensibilidade de quem os dirige, vagas da direção à simples recepção dos trabalhos, – que de simples nada têm – e por que não nas tarefas de limpeza e conservação do patrimônio físico, visto que também para varrer e consertar precisa-se de capacidade, vontade e responsabilidade.

A questão aqui será produzirmos, os médiuns, frutos sazonados, da estação, maduros, oportunos e adequados ao potencial e característica de cada um.

Acima de todos os alunos matriculados na sagrada matéria da mediunidade está a mestra Doutrina, que precisará ser esclarecedora e consoladora, mas que não poderá se responsabilizar pelo médium que não desejar produzir frutos…

… Tal qual a figueira estéril!

Frutíferos ou estéreis? Todos somos médiuns!

(Sintonia: Cap. Médiuns de toda parte, pg. 172, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

“Exerça a faculdade da percepção clara e imediata, [a intuição] mas, para ampliar-lhe a área de ação, procure alimentar bons pensamentos de maneira constante” (André Luiz).

“Eu acho que os instrumentos [referindo-se às gaitas] não têm muita coisa de diferentes. Tu vais passar a tua energia para eles. O instrumento vai se moldar à tua maneira de ser, tua energia, teu Espírito (…). ‘Te agarra’ a uma cordeona, te agarra a uma guitarra e leva a vida tranqüila, com harmonia e amor…” (Gilberto Monteiro, gaiteiro de gaita de botão no programa O Milagre de Santa Luzia da TV Cultura).

* * *

Ambas as afirmações, provindas de fontes bem heterogêneas, convidam os indivíduos a expandirem a inspiração: André Luiz, em psicografia de Chico, convida as pessoas a que ampliem sua intuição se acercando dos bons pensamentos oriundos das Boas Companhias. Gilberto Monteiro, que toca gaita de botão como “só ele toca” – afirmação essa de colega de profissão – convida à harmonia e ao amor, independente da área em que utilizas a tua percepção ou intuição.

Os ‘ofícios’ de criar – compor, tocar, pintar, cantar, escrever, esculpir… – não diferem muito quanto à inspiração. As ‘cercanias’ ou a vizinhança do indivíduo que se dispõe a criar é que deverão ser límpidas e transparentes de maneira que influam na qualidade das criações a efetuar:

  • Se ainda não possuo clarividência, ou a capacidade de ver no plano espiritual, nada me impede de retirar o máximo de proveito de boas situações vividas e presenciadas na sociedade terrestre e a que a minha percepção, por hora, me capacita contemplar;
  • Se ainda não gozo de clariaudiência, – a capacidade de ouvir desencarnados – que me beneficie e amplie minha criação prestando ouvidos ou acurando minha vista aos artistas do bem em qualquer área;
  • Se ainda não consigo emprestar minhas forças à psicofonia, possibilitando aos desencarnados falarem com os encarnados, que distribua aos viventes minha boa fala e que esta construa mais que destrua. Que eu roube às trevas todo o espaço que meu verbo possa lhes ceder!…
  • Se a mim já foi concedido, mais que o privilégio, a responsabilidade de retransmitir mensagens, que eu me convença que as boas só virão de Bons Mensageiros se com eles sintonizado. E – importante! Que eu não negligencie as inspirações dos encarnados, como, por exemplo, os que praticam, esculpem, compõem, pintam, escrevem e cantam a paz…
  • Se minhas mãos ainda não curam, que fisicamente elas aliviem os fardos alheios, ajudem a pegar em alças, empurrem causas do semelhante… E
  • Se ainda não consigo prever grandes acontecimentos que minha intuição colabore nos miúdos; que não prescinda da boa lógica que poderá influir nas vidas de pessoas ainda incautas ou imprudentes. Que conselhos que minha fala promova sejam secundados pelas Falanges do Bem e da Misericórdia.

* * *

Expandir a inspiração, intuição, mediunidade – como se queira chamar – dependerá, em muito, como recomendariam André Luiz e Gilberto Monteiro da sintonia de pensamentos e se moldarão à minha maneira de ser, à tranqüilidade, harmonia e amor que eu deseje ter, em comunhão com meus amigos do bem, visíveis ou Invisíveis.

Imagens: 1. Gilberto Monteiro; 2. Museu de Arte Contemporânea (Niemayer) – (Sintonia: Cap. Mediunidade e você, pg. 121 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).

Muito comum no meio futebolístico, o termo ‘comandante do vestiário’ deseja significar aquele camarada – técnico, capitão, outro jogador… – que no vestiário injeta no time o algo a mais e com sua capacidade de liderança inflama os demais companheiros à competitividade…

 O sexto sentido das pessoas, sua mediunidade, também assim age particularmente em cada indivíduo, estimulando os seus naturais cinco sentidos.

Hammed me diria que a mediunidade é “o sentido que capta, interpreta, organiza, percebe e sintetiza os outros cinco sentidos conhecidos”. Dessa forma, esse tipo de sensibilidade, comum a todos, em maior ou menor grau ou de diferente apresentação, os capacita a:

  • Ver coisas, situações, descortinar episódios que somente um coração compassivo e amoroso estará habilitado;
  • Falar sintética e apropriadamente, sem prolixidades, a linguagem clara de um coração que usará a oratória para levantar desvalidos através de sua persuasão;
  • Saber escutar, mais com a sensibilidade da alma do que com os dois ouvidos, os murmúrios lamentosos de necessitados;
  • Inebriar, com os aromas da honestidade do homem de bem em que já está se transformando, apesar da fetidez própria ao encarnado; e
  • Tocar como o Mestre tocava, – mesmo Lhe sendo um arremedo – possibilitando ao tocado sentir que é um coração amigo que lhe contata.

Para ativar este time de sentidos com o qual o Criador presenteou a todos, deu-lhes o Pai esse comandante do vestiário, – a mediunidade – líder, abnegado, perspicaz e talentoso.

(A sintonia é com o cap. Simplesmente um sentido, pag. 79 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Criado simples e ignorante, em uma era remota, meu Pai não me fez bom nem mau. Baseado no “sereis Deuses” (João X, 34), transferiu-me, entretanto, uma ‘genética’ perfectível, ou utilizando-me de meu livre arbítrio, – uma espécie de faca de dois gumes – eu poderia, desejando ou não, lenta ou rapidamente, inclinar-me à perfeição e ficar o mais ‘parecido’ possível com Ele…

Apercebendo-me que somente um caminho me levaria à perfeição, um dia resolvi tomar as rédeas do bem… Mas quantas encarnações ‘gastei’ para me dar conta disso!?

Na rota da perfectibilidade, não está previsto comercialismo aos Espíritos. Embora responsável unicamente por minha destinação, não devo ignorar minha co-responsabilidade de gratuitos auxílios aos empreendimentos dos companheiros ao meu lado, filhos do mesmo Pai e também perfectíveis.

Mateus, no capítulo X, vv. 1 e 6-10, me conta que Jesus, quando escolheu os ‘herdeiros do Pai’ mais próximos a Si – os apóstolos – teria lhes passado várias recomendações sobre a gratuidade de suas tarefas, tais como “expulsar os espíritos imundos, curar todo mal e toda enfermidade; [enviou-os] às ovelhas que se perderam da casa de Israel [para anunciar-lhes] que o Reino dos céus está próximo.” Recomendou-lhes: “Recebestes de graça, de graça daí! Não leveis nem ouro, nem prata, nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados…”

A sobriedade do viver, o desapego e a gratuidade dos dons, me levam a diversos questionamentos:

  • Fortunas transmitidas de gerações a gerações – ouro, prata, dinheiro nos cintos -, mas sem gerar empregos nem bem estar aos caminheiros não consangüíneos, não seriam talentos enterrados?
  • Os bens inservíveis acumulados à volta de minha casa, sem ‘circularem’, não seriam meu talento a se deteriorar?
  • A gratuidade de minha mediunidade não colocada à disposição para expulsar os espíritos imundos, curar todo mal e toda enfermidade, não seria desconsiderar o meu talento?
  • Desperdiçar a oportunidade de me envolver com as ovelhas que se perderam da casa de Israel [para anunciar-lhes] que o Reino dos céus está próximo, não seria enterrar meu talento?
  • Minha vaidade no me apresentar, vestir, calçar, locomover, contrariando a exortação da ‘quantidade’ de túnicas e calçados, não seria ‘esnobar’ o meu talento?
  • Minha sovinice da túnica e do calçado a mais em meu armário e sem reparti-los, não estaria contrariando a máxima da gratuidade?
  • Somente a razão e minha técnica utilizadas em minha profissão, sem aplicar-lhes meu coração, não estaria enterrando meu talento sem que ele frutificasse?

Professor, médico, dentista, policial, bombeiro, gari, estoquista, frentista, advogado… sempre que utilizar sua técnica e razão aliada ao coração, poderá ter algo mais a oferecer à sua clientela. Esse ‘algo a mais’, não faria parte de uma gratuita e Divina genética?

(Primavera fria de 2012).

“E eis que o véu do templo se rasgou em duas   partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas” (Mateus, XXVII, 51).

…Janela que abro em busca de luz e ela me brinda com luz, aromas, panoramas e com a brisa suave de notícias alvissareiras;

Porta de minha alma que, destrancada e escancarada estabelece fluxos de bondade, socorro e boas novas;

Véu que se rasga de cima a baixo e permite a todas, qualificadas ou rudimentares almas, transmitir e receber as belas mensagens permutadas entre a Pátria Celeste e este quase Planeta de regeneração;

Instrumento bilateral de amparo, regozijo e de desnudamento de um Berço de Origem que se mostra a seus filhos como verdadeiro objeto de desejo e de retorno;

Dom inato, vital, e fisiologicamente a serviço do amor, independente do seu grau de qualificação;

Capacidade fornecida, também, aos ainda agentes do mal, embora não se deva desconsiderar que o mal, o desacerto, o erro serão apenas o primeiro passo na direção do bem… pois erros, acertos, angelitude, fazem parte do amoroso e sábio Plano do Criador;

Sagrados relatos e divinos segredos confiados generosamente a ferramenteiros imperfeitos;

Instrumento de redenção, concedido aos empreiteiros de pregressos equívocos;

Intercâmbio sagrado; carteiro fiel; chasque abnegado; melodia tranqüilizadora; brisa refrigerante; calor entre almas e espíritos; luz da entrada, do interior e do final do túnel; amoroso diálogo entre encarnados e desencarnados…

Mediunidade… obrigação, sempre! Favor, jamais!

(Inverno de 2012).

Se, usualmente, médium é aquela pessoa que evidencia grandes capacidades de comunicação, pelo fato de manter um substancial intercâmbio entre os espíritos encarnados – almas – e os desencarnados – Espíritos -, também é muita verdade que ‘todos’ os viventes, possuem o ‘sentido’ da mediunidade, tendo em vista que é orgânica como falar, ouvir, ver…

Quais seriam então os bons médiuns? Já o dissemos aqui que Adolf Hitler, em sua última encarnação era um ‘grande’ médium, porém não um ‘bom’ médium. O bom médium é o que se acerca de todas as capacidades de transmitir mensagens consoladoras ‘dos’ Bons Espíritos.

Há, pois, uma grande diferença entre possuir mediunidade em qualquer grau – e esta ‘todos’ a tem – e “usualmente assim se qualificarem” somente pessoas que a possuem em ‘alto grau’. Esse ‘usualmente’, não é palavra minha, é de Allan Kardec em O Livro dos médiuns, codificado lá por meados do século XIX…

Mas pergunto-lhes, que diferença haverá entre as pessoas que a possuam de uma forma “rudimentar” e as “qualificadas por a possuírem em alto grau”, se ambos a utilizarem “como talento do céu, para o serviço de renovação do mundo. Lâmpada que nos cabe acender, aproveitando o óleo da humildade, [e] é indispensável nutrir com ela a sublime luz do amor, a irradiar-se em caridade e compreensão, para todos os que nos cercam”? (Verbete: Mediunidade de Dicionário da alma/Emmanuel).

Digamos que eu possua mediunidade em algum grau – e a tenho!  Digamos que em minha vida eu já tenha passado muitas dificuldades materiais; ou não! Se eu me aperceber que, neste ‘frio de rachar’ que hoje faz em minha terra e que o meu colaborador mais próximo está passando sérias dificuldades pela intempérie e eu tente minimizá-la…

… Eu estarei com a minha lamparina – a da mediunidade – abastecida pela humildade e compreensão e acesa; e iluminando!

Queridos, a mediunidade – rudimentar ou qualificada – responsabiliza a todos!

(Sintonia de Mediunidade e médium, roteiro 2 do módulo V do ESDE – Tomo I, Programa fundamental) – (Outono frio, frio, de 2012).