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garrinchaCaneta, elástico, da vaca, chapéu, lambreta… são todos dribles ou artimanhas que jogadores de futebol se servem para, desvencilhando-se do adversário, possam se aproximar da meta adversária ou colocar um atacante na ‘cara do gol…’

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Tal qual o adversário, que aqui é o obstáculo, Emmanuel enumera uma série de impedimentos que embaraçam o indivíduo na sua chegada às metas Cristãs. Entre eles se salientam:

A frieza e incompreensão dos parentes – São os adversários com os quais ‘dormimos.’ Nosso lar é um celeiro deles: por ser este um agrupamento principalmente de ajustes, possivelmente na família estejam reunidos nossos maiores desafetos. Não duvidemos que seu ‘troco’ seja friezas e incompreensões.

A indiferença (secura dos corações) – Expressamos-nos, comumente: ‘Bate-me, mas não me seja indiferente!’ Verdadeira a expressão, pois a indiferença se nos apresenta como um dos mais angustiantes empecilhos em nossas vidas comuns e nas lides Cristãs. Quando há contestação, polêmica, contradição, estas podem, ainda, ser construtivas. A indiferença, destrutiva, deixa-nos sem chão.

Ilhas de repouso – Cristãos tiram férias? Já ouvimos tal pergunta inúmeras vezes nas searas Espíritas. Responderíamos que das tarefas, possivelmente; mas de Cristo não! E tivemos certa vez nossas experiências e por julgarmos estar em ilha de repouso, tivemos nossas frustrações: depois de férias prolongadas do Centro Espírita, chegamos à conclusão que o estrago foi inevitável e que não poderíamos mais ‘premiar-nos’ com tal luxo.

Ódios – Alguns gratuitos, outros nem tanto, são todos os ódios afilhados de nosso orgulho: nosso ‘eu’ não podendo ser maculado, passa a desgostar tanto de quem o fere que esse desgosto fica encascurrado. Compreendemos que o ódio é um desgostar que fica casmurrento.

Maldades – São as infelizes escolhas. O Orbe Terra as possui a mancheias, pois enquanto não fizermos a Regeneração, o mal será o ingrediente principal do Planeta. Pode isso nos servir de acomodação? Não, porque nós somos os artífices da transição – Regeneração! Os regenerados precisam dar o primeiro passo no processo. E Regenerados são todos os que conseguem driblar os impedimentos que obstaculam a Lei de amor.

A discórdia – A discórdia é fruto de uma intolerância; e também esta é filha bastarda de nosso orgulho. Não tenhamos dúvidas que driblados intolerância, desrespeito e desserviço, a paz, – a verdadeira – equilíbrio entre o nosso potencial e os Desígnios de Deus para conosco, começaremos a chegar muito perto da meta da Regeneração. Se ainda somos um Planeta com Espíritos de diferentes evoluções, tolerar é preciso para o nivelamento das almas.

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É possível que cada drible diário, que precisamos dar nessas e n’outras circunstâncias impeditivas, representem para nós, não só a aproximação da meta, mas o alcance de um título: o de Cristão verdadeiro! Aquele que já serve, tolera, respeita e se utiliza da compaixão como astúcia, o grande drible e pressuposto quase que único da Lei de amor, passa a fazer parte dos planos do maior Treinador de todos os tempos.

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 85 Impedimentos; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

tumblr_lrj6wyrbee1r0d8mco1_500As luzes de um ano velho uma a uma vão se apagando. Não há retorno na cronologia do tempo dos homens; não podemos reviver um ano, ou todos os que já passaram, a não ser em nossas reminiscências; e recordações não nos farão viver um tempo novamente, pois não será correto viveremos apenas de lembranças…

Um tanto filosófica nossa introdução, – e a cremos verdadeira – só ainda não dissemos que, se assim o desejarmos, a memória daquilo que ficou para trás poderá nos ser de valia quando, no escoar de um ano, passarmos a fazer um balanço do que já vivemos na presente reencarnação e que importância isso teve para a marcha evolutiva para nós planejada. Se não, vejamos:

2016 – A cinco dias do término de um ano de tantos que nos foram ofertados na presente revivência, somos convidados por nossas considerações íntimas a perguntar-nos ‘o que fizemos no presente ano, foi positivo para uma futura colheita, ou nada acrescentamos à lavoura da evolução?’

Na busca das respostas honestas a nós mesmos, indubitavelmente nos depararemos com duas totalmente antagônicas: Sim! O resultado foi positivo, pois avançamos lenta, mas gradualmente, neste ano que se passou, e cumprimos o desiderato das Leis Divinas ou Naturais que nos oferecem oportunidades iguais as quais vamos aproveitando exatamente dentro de um patamar individual. Mas a segunda resposta será cruel para nossas consciências se nos compreendermos, nestes dias derradeiros, como estagnados; olhamos para a Naturalidade que nos rodeia e nela enxergamos somente vida, etapas, avanços brandos e belos, num contraponto com a desastrosa inércia que nos tomou conta dos últimos 360 dias. Então poderemos derramar lágrimas, que, a princípio, serão amargas, mas que, no final das contas se tornarão as lágrimas do ‘filho pródigo’, aquele, arrependido e resoluto…

2017 – O ano é o da colheita, pois se torna um presente iminente: se nos compreendermos na primeira resposta, é certo que a colheita será o efeito de um ano anterior e nos veremos como que avançando não só mais um ano do calendário dos homens, mas dando passos importantes no calendário de Deus que, tendo nos criado Espíritos simples e ignorantes, desejou que através dos tempos de sagradas reencarnações, das observações e principalmente dos nossos bons feitos, fôssemos nos aproximando da falange dos anjos.

Nem tudo, porém, está perdido na cronologia evolutiva demarcada pela Divina Providência se nos virmos enquadrados nos equívocos da segunda resposta. E utilizamos o verbete ‘enquadrar’ propositalmente, pois convém lembrarmos que quem nos insere na fotografia dos delituosos é nossa própria consciência. E também essa consciência, por dever nos lembrará que, se o ano anterior foi perdido, a reflexão, a contrição e a formulação de novos propósitos não se perde dentro da misericórdia Divina. E que o bem não feito pode servir de semente, e que a semeadura de 2017 deverá ser diferente da possivelmente feita no ano passado…

2018 – E porque no ano passado, secadas as lágrimas e escritos novos e prudentes propósitos, semeamos uma nova semente, a semente do aprendizado a duras penas; e porque zelamos por nossa lavoura; e porque tivemos boas parcerias e as soubemos aproveitar; e porque no ano anterior, diferentemente de 2016, produzimos mais e melhor a favor de nossa evolução… a colheita é ofertada aos propósitos que nossa Divindade tem feito para cada um de nossos Espíritos, ímpares, de patamares diferenciados, mas muitas vezes inconstantes em suas caminhadas.

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E assim será nos subsequentes anos que viveremos numa reencarnação por nós próprios planejada; onde os fatos que se sucedem são todos frutos não de fatalidades, mas de nossas escolhas ou autodestinações… Os anos fazem parte da cronologia dos homens; já a cronologia de nossa evolução é a história de nossos Espíritos, exatamente dentro dos desígnios que o Criador reservou a cada um de nós.

Com um abraço e os votos que 2017 e os seguintes sejam de boas colheitas; mas, se não o forem, que reflexões e projetos sérios sejam feitos para nos encaixarmos nas sagradas e Divinas intenções a nosso respeito.

(26 de dezembro do calendário dos homens; início do verão de 2016).

perca-muitas-calorias-subindo-descendo-escada“Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer (…) mas não te esqueças do trabalho pequenino, dia a dia. (…) Age com regularidade, de alma voltada para a meta.” (Emmanuel).

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Sábias são as questões 779 e 783 de O Livro dos Espíritos que nos anunciam que “o homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente [e] os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.” E “[no] aperfeiçoamento da humanidade há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas.”

Imaginemos precisarmos subir uma longa escada e que no seu topo está o objetivo de nossa ascensão – nossa felicidade: ideal será que a escada possua degraus regulares e naturalmente acessíveis; que não subamos de dois em dois degraus; e que mantenhamos o olhar fixo no topo…

Tal qual a Natureza, que tem seu tempo, nosso progresso evolucional, intelectual e moral também têm o seu tempo, mas precisa ser realizado dia a dia: com regularidade!

O trabalho pequenino, do dia a dia é representado por cada degrau da escada, utilizada como analogia.

Todos os atropelos que praticarmos nessa alçada ao topo estarão em contradição com o espírito de sequência e gradação da Mãe Natureza que nos ensina através de estações, rios, árvores, semeaduras, florações, frutificação: sem sobressaltos; sem pular etapas!

Importante observarmos que “força das coisas” (questão 783) significa as circunstâncias diferentes que se apresentam aos diversos povos: com maiores ou menores dificuldades, precisaremos – e todos precisarão – de auxílio mútuo na escada de acesso à perfeição…

Pensemos nisso, com regularidade; mas sem inquietações!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 62, Devagar, mas sempre, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

640px-Martin_Luther_King_Jr_NYWTSNão temos notícias de que Jeremias, Isaias, Confúcio, Sócrates, Einstein… tenham ‘voltado’ nos últimos tempos. Refolheando o século que acaba de virar a página, percebemos que nem sempre a palavra da profecia poderá ser trazida pelas mesmas individualidades espirituais dos tempos idos; contudo, as poderosas organizações espirituais têm estado conosco, impulsando-nos a evolução em todos os sentidos.

Não seriam estes incentivadores, Espíritos como Nelson Mandela, Francisco Cândido Xavier, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King Jr., Irmã Dulce e tantos outros…

  • … Cientistas, que em noites insones, no anonimato de suas pesquisas, alcançam resultados admiráveis no combate a vírus que nos surpreendem a toda hora?
  • Filósofos que estão a nos dizer coisas fantasticamente novas sobre velhos temas?
  • Literatos com romances, auto-ajuda, reflexões, enunciados, teses caprichosas?
  • Artistas das mais diversas áreas, deixando-nos boquiabertos?…

Suas privações e estorvos não se reportam mais a áridas regiões, gafanhotos e mel silvestre, mas às indiferenças, zombarias e ingratidões contemporâneas.

Tornar-nos profetas novos (“I have a dream”)*, passará pelo esforço em “termos um sonho” buscando sermos expressões de luz para o futuro da humanidade.

Sonhos altos; sonhos ‘bons’… tornam-nos profetas novos, independente de nossa maior ou menor evolução; exatamente dentro de nosso potencial sonhador!

(* Expressão utilizada no discurso de Martin Luther King Jr., Prêmio Nobel da Paz 1964. Sintonia: Questão 280 de O Consolador, pg. 191, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).