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“… Atendendo os deveres que o Senhor te confiou, atravessarás o campo terrestre sem furtar a ninguém.” (Emmanuel).

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Comumente, nos expressamos: “fulano rouba-nos o tempo! Aquele nos furta a paz e a tranqüilidade; perdemos a confiança no sicrano; sacrificou-nos os interesses; desejou invadir e adivinhar nossos pensamentos; tirou-nos a esperança e a alegria de viver; desperdiçamos nosso próprio tempo; roubam muitas inocências; tornou-se um viciado precocemente…”

Não estamos aqui nos referindo a nenhum furto amoedado, mas a espoliações, roubos de “ordem moral.”

Normalmente ao assim procedermos, – roubarmos ou sermos roubados – estamos atravessando o campo terrestre mais preocupados com a vida alheia; em prejuízo da nossa…

… E atendendo [menos] aos deveres que o Senhor nos confiou.

A melhor prevenção contra a apropriação moral indébita será, portanto, nos preocuparmos com os “nossos” deveres; aqueles que o Senhor nos confiou.

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Somos convocados, sim, por nossos deveres, a auxiliarmos irmãos em evolução; mas qualquer apropriação moral indébita, longe de ser uma colaboração, passa a ser furto moral…

… No mínimo uma interferência indevida.

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Em tempo apropriado, Nações já moralizadas terão catalogado como crimes tais apropriações.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 142, Não furtes, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“O dinheiro com que adquires o pão de hoje pode ter passado ontem pelas mãos do teu adversário maior, mas não deixa de ser uma bênção de sustentação, pelo valor de que se reveste.” (Emmanuel).

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Nesta analogia fantástica, o Benfeitor aborda, de forma figurada, o dinheiro e o pão, bens milenares e de sustentação à humanidade: um intimamente dependente do outro; causa e conseqüência.

‘Dinheiro sujo’ ou ‘dinheiro limpo’ (termos moderníssimos), seguindo a analogia, possuem a mesma capacidade na compra do pão.

Há quem afirme que, se com fome, ou para saciar sua família, roubaria algum dinheiro para comprar-lhe pão.

Dinheiro, pois, quando isento de cor, procedência, origem boa ou mal sã, é aquela ferramenta que chega como solução e capaz de produzir a bênção da saciedade e organizar, de certa forma a Justiça de Deus na Terra…

… Pois, dizem alguns sábios, é muito difícil falarmos de justiça a estômagos vazios.

Paulo, dirigindo-se a Timóteo (II Tim, 3:16) dirá que “toda escritura inspirada por Deus é proveitosa para instrução na justiça.”

Dirão os Iluminados que a principal razão de que “todos somos médiuns, será porque todos são inspirados”:

A inspiração é essa moeda que desce dos Céus e que tem a capacidade de adquirir o bom e o mau: pode comprar o pão da saciedade e pode corromper…

… E se comprar o pão irá promover a justiça e se comprar corrupção irá financiar a injustiça.

Verifiquemos que a moeda da inspiração é de boa procedência (pois Deus é Bom); o destino que lhe damos é que poderá ser dúbio.

Toda a escritura que promove o pão da Justiça provém do Pai, que a deseja: não importa nada de qual credo se origine; o importante é a inspiração e não o veículo…

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Continuará Emmanuel em sua analogia caprichosa: “ignora [se a moeda] esteve antes a serviço de um santo ou de um malfeitor” informando-nos que a moeda da inspiração, caindo em nosso bolso, carteira ou bolsa, deverá promover, sempre, o pão da Justiça. Ou que tal inspiração deverá possuir a capacidade de saciar anseios de agoniados que nos rodeiam…

… E que tais almas nos vejam como intermediários de uma Justiça que provém de Deus.

Moeda, pão, inspiração e justiça, intimamente co-relacionados!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 121 Busquemos a luz; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).