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“… Atendendo os deveres que o Senhor te confiou, atravessarás o campo terrestre sem furtar a ninguém.” (Emmanuel).

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Comumente, nos expressamos: “fulano rouba-nos o tempo! Aquele nos furta a paz e a tranqüilidade; perdemos a confiança no sicrano; sacrificou-nos os interesses; desejou invadir e adivinhar nossos pensamentos; tirou-nos a esperança e a alegria de viver; desperdiçamos nosso próprio tempo; roubam muitas inocências; tornou-se um viciado precocemente…”

Não estamos aqui nos referindo a nenhum furto amoedado, mas a espoliações, roubos de “ordem moral.”

Normalmente ao assim procedermos, – roubarmos ou sermos roubados – estamos atravessando o campo terrestre mais preocupados com a vida alheia; em prejuízo da nossa…

… E atendendo [menos] aos deveres que o Senhor nos confiou.

A melhor prevenção contra a apropriação moral indébita será, portanto, nos preocuparmos com os “nossos” deveres; aqueles que o Senhor nos confiou.

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Somos convocados, sim, por nossos deveres, a auxiliarmos irmãos em evolução; mas qualquer apropriação moral indébita, longe de ser uma colaboração, passa a ser furto moral…

… No mínimo uma interferência indevida.

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Em tempo apropriado, Nações já moralizadas terão catalogado como crimes tais apropriações.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 142, Não furtes, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

Estreou – e reestréia todo ano – recentemente, na emissora de televisão mais tradicional do País, o programa que vai ao ar todos os anos e que aqui me furto de citar o nome em respeito aos meus queridos leitores de bem; também como reverência e consideração aos queridos ‘facers’ que generosamente acompanham meus links por aquela útil página de relacionamento.

Estou meus amigos, há léguas de ser uma pessoa moralizada, embora a persiga todos os dias, mas não me conformo com a desfaçatez de pessoas ditas literatos ou empresários de sucesso, apresentadores ou cronistas sérios que se prestam ao papel de colocar no ar – e dizem eles uma nave que trafega bem alto – libertinagens, bebedeiras, rusgas, falsidades…

Mas o que me dói mais, é que minha ‘secretária’ – e querida amiga – trabalha duro vários dias na semana para angariar seu salário mínimo. Me dói ver o ambulante de minha praia agüentar um dia de sol para ‘tentar’ vender o seu produto – milho, redes, bebidas, chapéus, óculos, quinquilharias… – muitas vezes sem sucesso. É evidente que não me aflige vê-lo trabalhar: Somente fico fazendo comparações salariais.

Convido-os todos a me ajudarem a repudiar tais bandalheiras; um pouquinho por dia, um ‘copinho d’água’, como dizia um dia destes uma anônima amiga ‘facebookiana’; uma gotinha só no incêndio; quem sabe o óleo do samaritano colocado na ferida do infeliz…

Utilizo-me, aqui, queridos, de um termo bem gauchesco: Vamos, quem sabe, erguer entre nós, uma ‘Baita’ Bandeira Branca, tentando sinalizar, quem sabe, uma nave mais adequada.

Um ‘baita’ abraço!

(Verão de 2011/12).