Posts Tagged ‘Mudança’

De malas prontas para mais uma mudança, esta não é a primeira vez que saio de uma casa para um apartamento. Nos idos de 1995 saíamos, minha família e eu, de uma casa para um apartamento que adquirimos em Pelotas. Hoje, após 13 anos morando em casa no Cassino, estamos de volta ao mesmo apartamento. Sair de uma casa para um apartamento é complicado, pois metade das tralhas que a casa consegue comportar, não cabe no apartamento: É a hora de doar…

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A operação supracitada é a doação material e entendo-a como doar, pois acabo me desfazendo de coisas que possuem um valor estimativo, mas não poderei levá-las. Então eu as dôo a pessoas muito queridas, o que não deixa de ser salutar.

Doar-se, já é algo mais espiritual. Para este ato, não há a necessidade que disponhas de algo material, mas pressupõe arrumares tempo para: Uma tarefa voluntária; uma palavra agradável e animadora; ou uma prece, vibração benfazeja em favor de um precisado…

Em ambos os casos eu sou chamado a ou oferecer algo do que eu tenha ou algo do que eu seja. É este segundo quesito que gostaria de abordar:

  • A melhor imagem de ‘se doar’ é a da vela que, consumida por inteiro, iluminou a vida de mais de uma pessoa… Encetar uma meia ou hora inteira em um serviço voluntário é reverter um tempo que seria destinado ao meu lazer para sufragar ou minimizar carências alheias. Esse ‘doar-se’ está à disposição de todos os de boa vontade em todas as Casas Espíritas que conheço e em muitas outras ONGs ou entidades sérias. Quando mudo de endereço, é possível que troque geladeira, fogão, móveis… mas ela também supõe também a escolha – uma escolha séria – de um novo lugar para realizar esses trabalhos voluntários. Quanto a isso não tenho a menor dúvida que em Pelotas, com 41 Sociedades Kardecistas, vinculadas à LEP, estará reservado aquele lugarzinho que, não por acaso, estará destinado à Maria de Fátima e a mim;
  • A boa palavra é gratuita e benfazeja; a má, também é gratuita, só que pestilenta. Utilizarem-se as pessoas do dom da palavra fácil e boa para se doarem é, tanto quanto o trabalho voluntário, a maneira que pessoas de boas falas realizam o apostolado na entidade que escolherem trabalhar. Aí não lhes faltará um ESDE a coordenar; exposições simples, mas doutrinárias a realizar; atendimentos fraternos a desconsolados; doutrinação em mediúnicas, realizando uma conexão entre planos físicos e espirituais, encarnados e desencarnados. De mais a mais, a boa palavra é utilizada a qualquer momento do dia ou durante a libertação da alma do indivíduo por ocasião do sono. Expressões animadoras em casa, na rua, no trabalho, no lazer, na reunião, além de roubarem espaço à prosa pífia e até chula, é a maneira de se doar sem necessitar de recursos amoedados; e
  • Orar, vibrar, emanar bons sentimentos é conectar, à distância, amigos necessitados com a Espiritualidade Maior. “Pedi e recebereis; batei e ser-vos-á aberto” associado ao “amai-vos” é a maneira que gentilmente indivíduos cumprirão, ao mesmo tempo, dois preceitos do Mestre, pois se orar por si é importante, orar pelos outros e até pelos inimigos será a maneira de se doar e demonstrar ao semelhante que me importo com ele.

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Mudanças são necessárias; a ansiedade enquanto ela não se concretiza poderá sufocar um pouco. Enquanto não se efetiva, quem sabe doar-se e doar um pouco?!

(Sintonia: Cap. Petição de servidor, pg. 117 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).

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Não tenho dúvidas que progresso, mudança, inovação e partilha represente a chave tetra com o poder de, por dentro, abrir a porta do coração para a liberdade… Espíritos livres inventam novidades, máquinas fantásticas, ‘utilitários úteis’. Indivíduos livres se importam com o progresso e o compartilham. Os livres e de ‘bom’ livre arbítrio conseguem falar novidades sobre velhos temas. Homens e mulheres livres dirão como o Apóstolo dos Gentios: É para a liberdade que Cristo nos libertou…

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Voltaire já diria que o prazer da liberdade aumenta à medida que dela se desfruta. Sim, a partir do momento que consigo me libertar de velhas crenças estacionárias e abro a porta à liberdade através de avanços, mudanças, criações, invenções, novidades…  o  que mais desejarei é ser feliz e ter o prazer de compartilhar todos esses avanços com os que me circunvizinham.

Quando liberdade e partilha parece um paradoxo, Hammed me dirá exatamente o contrário: A liberdade, como todas as outras conquistas da alma, só será alcançada verdadeiramente, se for compartilhada com os outros.liberdade-3

1. Progresso é algo incessante: Ninguém tem o poder de brecar essa Divina Lei que se aliou à liberdade para dar asas a todos os corajosos, inovadores e propensos a mudanças… Kardec comentaria a questão 781 de O Livro dos Espíritos dizendo que o progresso, sendo uma condição da natureza humana não está ao alcance de ninguém a ele se opor. É uma força viva que as más leis podem retardar, mas não sufocar.

2. A mudança estabelece ares novos num ambiente: Posso remodelar um cômodo sem comprar um móvel novo sequer; somente invertendo suas posições! Pois algo semelhante também acontece com meu ambiente interior: Descartes, alguns valores invertidos e o interior irá ficando mais liberto. Pessoas compartilharão e usufruirão dessas mudanças e ainda dirão, ‘nossa! Mas como fulano mudou!…’

3. Inovar é algo próprio dos gênios: Acompanho uma expositora que sempre consegue dizer coisas novas sobre velhos assuntos… Agradeço-lhe sempre ao pé do ouvido pelo presente que proporciona aos seus ouvintes. A pessoa que inova consegue sair de uma mesmice ou servir um ‘arroz com feijão’ com outro sabor. Quando leio diversas páginas sobre um mesmo assunto, de Autores Espirituais diversos e eles conseguem imprimir a sua maneira de expô-los, certamente eles estarão inovando.407660_devushka_ptica_pole_svoboda_montazh_1680x1050_(www.GdeFon.ru)

4. Sendo a liberdade algo contagiante, é muito justo e verdadeiro que ela seja compartilhada: Se o Espírito é progressista, adora mudanças e ainda consegue imprimir um toque de gênio em suas inovações, certamente ele desejará partilhar tudo isso, pois sua alma nobre já conseguiu se desvencilhar o bastante do egoísmo que pertencia ao seu homem velho, estático, conservador e comodista.

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Autor da vida, meu Pai me oferece por acréscimo a liberdade. E ao encontrar a chave que a Onipotência houvera ‘escondido’ em meu coração, percebo ser uma chave tetra a me exigir progresso, mudança, inovação e partilha para abrir a porta à verdadeira liberdade.

A maioria das imagens relacionadas à liberdade proporciona uma sensação de leveza, paz, alegria, descontração, despreocupação, desprendimento, singeleza, simplicidade… Por que seria?

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Liberdade, pag. 79 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).