Posts Tagged ‘Multiplicar’

“A usina mais poderosa não [dispensa a] tomada humilde para iluminar um aposento (…). Infinita é a bondade de Deus, todavia algo deve surgir de nosso ‘eu’, em nosso favor.” (Emmanuel).

* * *

Quando o Mestre pergunta aos seus, a fim de saciar a multidão, “quantos pães tendes?” (Marcos, 8:5) envergava Ele, temporariamente, um corpo de carne, materializado.

Revivemos hoje, neste Mundo material, cercados de ferramentas que nos foram confiadas à administração…

… Pois não estamos vivendo num Mundo sutil, onde o material inexiste!

Se não possuirmos o material, como procederemos a multiplicação? E aqui estamos retornando à Parábola dos Talentos, aqueles 1, 2 ou 5 que nos foram confiados tutelar.

“Sete!” Foi a reposta dos discípulos: um número cabalístico/representativo para a época. Poderiam ser mais; ou menos!

Mais ou menos recursos, não é o importante: relevante, aqui, é a disposição, perante nossa quota, do que surja do nosso ‘eu’ em nosso favor e da comum unidade.

Experimentemos ligar uma máquina sem possuirmos um cabo; ou a tomada humilde!…

Para construirmos uma paz íntima será necessário equilibrarmos os Propósitos divinos a nosso respeito com aquilo que já sabemos ou que ainda podemos realizar.

Quando afirmamos ‘podemos’ é que, às vezes, alguns já não mais podemos realizar coisas que realizávamos…

* * *

Se Deus é a usina, precisamos ser a máquina; ou o cabo; ou só a tomada.

Sete pães?! Alguns peixinhos? Só?! Não importa! O fundamental e sabê-los multiplicar e repartir!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 133, Que tendes? 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Se te propões cooperar com o Evangelho, não basta falar, aconselhar e informar. [Vai e exemplifica] para que os outros aprendam como é preciso fazer.” (Emmanuel).

* * *

Quando o Mestre recomenda aos seus “ide e ensinai” (Mateus, 28:19-20), teria lhes proposto ação e instrução?

Sim! Mas iria além: pediria a eles (e hoje a nós) que numa proposição cinética (de ação, movimento), fizessem o que Ele fez.

“Fez”, um termo limitado. Exemplificou! Mostrou à sua posteridade como realizar.

E a exemplificação não foi pouca:

Assinalou quem eram seus prediletos.

Condenou, firme, as ineficácias.

Valorizou a Lei maior: a de Justiça, amor e caridade.

Veio, literalmente, encarnado e entreverou-se aos irmãos Judeus de todas as castas:

A alguns, escandalizou; a outros maravilhou.

Não “enviou” as lições nem os temas de casa; veio e subiu ao palco daquelas vidas.

Chamou-se divino Mestre porque oriundo do Pai; honrou-Lhe a procedência; e O testemunhou nas práticas.

Mas, e principalmente, aliviou os aflitos: cativou os corações…

… De Maria Madalena, Zaqueu, da prostituta, do centurião, de coxos, cegos, lunáticos, endemoniados (obsedados), da hemorroíssa (mulher que sangrava), da Cananéia…

… A todos estes atendeu na prática e não do púlpito de veneráveis templos.

* * *

Não somos convidados a só aconselhar e informar; também a isso! Mas a irmos ao encontro dos mais precisados; de vulneráveis.

Que, num Mundo carente ainda de moral, exemplifiquemos; sejamos os multiplicadores de bons feitos; semeadores de gentilezas! Contagiemos!

Jesus foi gentil no seu século; o nosso assim nos pede; e os demais o exigirão!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 116 Ir e ensinar; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).