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diversidadeSomos iguais, dentro de nossas diversidades.

Somos ‘naturalmente normais’ dentro de nossas livres escolhas.

Ao afirmamo-nos naturais, não deveríamos nos intitular normais porque o primeiro pressupõe o segundo. Pouco adiantados, ainda, ou pouco firmes de nossa naturalidade, dizemo-nos ‘normais’…

A crítica aceitável sobre diversidade não pode prever preconceito, exige-nos sabedoria.

Dessa forma, preconceito é uma crítica injusta ou somente ‘justificada’ pelo orgulho e sua ‘corte’.

Doutrinariamente, perante Deus, somos todos iguais, pois que sujeitos às mesmas Leis divinas, – apropriadas a cada Mundo – Normas morais essas que nos conduzirão, mesmo que compulsoriamente, à perfeição: Ela é o nosso ‘fim!’

Quando compreendermos que o Espírito comanda nosso corpo e não o oposto, nos entenderemos todos iguais: pois brancos ou negros, ricos ou pobres, esguios ou nem tanto, homo ou heterossexuais, homens ou mulheres… possuímos um Espírito assexuado que enverga um corpo alternado, necessário e apropriado à busca da finalidade principal.

Todo o esforço, toda a luta, todo o trabalho, na busca da excelência moral é realizado pelo Espírito, sendo que o revezado corpo, situação, ou opção, pouca influência exerce na busca de tal pureza.

Se somos iguais naturalmente, não o somos nas aptidões que dependerão de uma série de fatores: Espíritos criados a mais ou menos tempo; com maiores ou menores aquisições; e com maior ou menor “vontade de obrar.” Aqui raças, credos, opções, situação, pouco influenciará, pois o essencial será o esforço próprio, o trabalho edificante, a iluminação de si mesmo.

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“O verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada Espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço.” (Emmanuel).

(Sintonia: Questões 132, 618, 803 e 804 de O Livro dos Espíritos; e questão 56, aspecto científico de O Consolador, ditado por Emmanuel a Francisco Cândido Xavier).

xlarge_home-page-october1. Não somos os melhores nem os piores secretários das tarefas a nós afetas; secretariamos estritamente dentro de nossa escala evolutiva; não façamos além do que possamos e tão pouco deixemos de fazer o que já podemos. Possuímos, sim, parceiros que conosco dividirão tarefas da causa comum, já que alguns farão coisas que outros ainda não podem nem sabem realizar.

2. Não nos elejamos os mais eficientes propagandistas da causa; também não nos consideremos os contrapropangandistas, aqui representados pelos fanáticos deslumbrados. Os desvairados correrão o risco de ‘não venderem a mercadoria.’A naturalidade será a ferramenta adequada da propaganda.

3. Nossos princípios não estarão imunes a equívocos; também os equívocos freqüentes não deverão vitimar nossos princípios. A cada equívoco uma reflexão, um autoperdão, um soerguimento e a retomada natural da perseguição aos princípios.

4. Não almejemos atingir altíssimos padrões de ensinos superiores, nem arquitetemos aflições gratuitas através do desleixo, da prostração e da indiferença aos Iluminados. A regularidade poderá estar nas conquistas lentas, graduais, mas perseverantes.

5. Abominemos a pretensão de sermos bons exemplos sempre, mas também não sejamos sempre a imagem da escória e da destruição. O equilíbrio poderá estar na franqueza e transparência de nossas vidas, não aparentando o que não somos, mas sendo exatamente o que não aparentamos…

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Como vemos, poderemos ser ao mesmo tempo, nosso maior amigo e o pior inimigo. Nas questões de moralidade, não optemos por extremismos. Busquemos o equilíbrio!

(Sintonia: Cap. Você mesmo, pg. 95, Agenda cristã, André Luiz e Francisco Cândido Xavier, Ed. FEB) – (Outono de 2015).

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Diriam os Sábios Espirituais que o homem se desenvolve, ele mesmo, naturalmente. Mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma forma; é então que os mais avançados ajudam o progresso dos outros, pelo contato social. E Hammed aqui empunharia a bandeira do ‘naturalmente’ explicando que a Natureza não faz nada em série. Toda pessoa possui uma tendência inata de ser ela mesma…

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A padronização, neste caso, sempre será uma aberração. Ao me queixar do indivíduo desigual, ou fora do padrão – do meu, é claro! – perco o tempo e a oportunidade de usufruir da diferença que ele tem a me oferecer.

Dessa forma, passo mais tempo me queixando das anomalias que invento meu parceiro possuir do que propriamente aproveitando as virtudes que ele tenha a me ofertar.

Se, segundo Heráclito, em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo lugar, ou as águas que me banham agora não serão as mesmas que me banharão amanhã, por que não aproveitar todas as ‘águas da diversidade’ que ora se aproximam de mim? A oportunidade que o indivíduo ‘A’ me oferece agora já não será a mesma que o ‘B’ me proporcionará daqui a pouco…

Como são dinâmicas as ‘águas de Heráclito’, também o serão os indivíduos e a começar por mim: Minha atual maneira de ver os indivíduos ‘A’ e ‘B’, acima, poderá não ser a mesma forma de vê-los amanhã. Como também a maneira como esses dois indivíduos se mostrarão amanhã, poderá não ser a mesma de como se mostram hoje… Aqui a dinâmica das águas à qual se refere o filósofo grego e a importância de não desperdiçá-la, colocando-a a jogar a meu favor.P4180078

Daí ser a questão 779 de O Livro dos Espíritos, supracitada, a mais sábia e apropriada ao tema, principalmente quando fala em naturalidade e convívio social, visto que a sociedade não só me compete, mas me convoca e sempre será a “sopa nutritiva” onde todos os diferentes terão a oportunidade de se nutrir intercambiando os elementos necessários à sua evolução e que ainda não possuem, mas que seus próximos possuem.

Se o homem se desenvolve ele mesmo, naturalmente, o conceito de ‘normal’ dado à diversidade de indivíduos do orbe, não é verdadeiro; o que passa a predominar é a naturalidade de estágio de cada povo, seus hábitos, suas crenças, suas verdades, suas realidades, suas dificuldades ou suas facilidades… Dessa forma não há normalidade nos grupos de indivíduos, apenas há naturalidade, ou a naturalidade de cada um qualificará a sua normalidade, ou, ainda…

… Nem todos possuirão normalidades iguais. Anormal eu? Não! Apenas ‘qualificado como tal’!

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Brigar com as diferenças é perder o sagrado tempo de usufruir delas.

O pessimista dirá sempre que os diferentes o atrapalham; já o otimista sempre saberá deles se valer, pois o intercâmbio das diferenças sempre o beneficiará…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Naturalidade, pag. 99 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Finalzinho do verão de 2013).

Vive-se hoje a época das máquinas de café e dos solúveis… Sou do tempo da ‘essência’ – chamada também de ‘tintura’. Minha mãe ou as avós colocavam na mesa a essência do café, às vezes novinha, cheirosa, na maioria das vezes nem tanto; e ainda alertavam elas, em ‘tempos bicudos’: A tintura ‘hoje está forte’! – Que era para não ser consumida muito…

Toda minha atuação vivencial, para ser autêntica, não poderá fugir de minha essência, ou daquilo que tenho de mais espontâneo dentro de mim.

Voltando à analogia da essência – tintura -, meu grande cuidado deverá ser para que a ‘minha’ essência se conserve sempre ‘renovada’, cheirosa e forte.

Na natureza há os melhores exemplos de essência, espontaneidade e atuação:

Rosas não exalam perfume de jasmins; bem-te-vis não cantam como corruíras – a alma de gato, matreira é que, por necessidade, imita outros pássaros -; e de uma goiabeira não se colhem pitangas…

Seguindo o ritmo da natureza, manter minha essência renovada, forte e cheirosa, significa ajustá-la aos Divinos Propósitos.

Sempre que eu atuar consoante minha autêntica essência Divina, estarei sendo o Eco de Deus. Não importará o tamanho que o meu lume tenha adquirido… Ele estará sempre alumiando.

Minha atuação, portanto, dependerá de minha espontaneidade e esta de minha essência. Não posso ser mais ‘borra’ do que essência!

(A sintonia é do capítulo O dom de expressão, pg. 33 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012; dia em que a essência do Dorival sobrepujou a do Luxemburgo!)