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“Não existe obsessão se um dos envolvidos estiver aprendendo a amar. Normalmente, numa obsessão, os participantes desse processo sintonizam na mesma onda de rancor e ódio.” (Antônio Carlos, Espírito).

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Ora, o que significa “aprender a amar”? Na concepção do Autor, na luta contra a obsessão há três tipos principais de prevenção:

1. Não agir errado – Quem procura se afastar o máximo possível de equívocos ama a si próprio, em primeiro lugar e deixa de prejudicar aos outros: A condição ‘sine qua non’ – ‘sem a qual não pode ser’ – para a promoção do Planeta é “amar ao próximo como a si próprio”; resultará da máxima Crística a evolução do indivíduo, do grupo e do Orbe;

2. Não cometer maldades – Semelhante à primeira, não cometer maldades adentra aos detalhes de comportamentos para com a Criação em geral. Lembro com gosto de meu sogro quando ainda encarnado: Seu Wilmar era construtor e sempre que estava ‘levantando uma parede’, ao avistar um cascudinho, sabe aqueles que viram uma bolinha? Meu sogro parava tudo, arredava o serzinho e depois continuava sua obra. É possível que o exemplo desta pessoa traduza todo o sentimento que Antônio Carlos deseje transmitir no quesito ora discorrido, informando-me que a bondade deverá se estender a ‘todos’ os seres da Criação; e

3. Perdoar – Não se aprende a amar, neste Orbe de endividados, se não se começar pelo perdão. A partir do momento em que o indivíduo, compreendendo que todos neste Planeta são frágeis, começar a demonstrar boa vontade na direção do perdão, ele estará começando a amar. Entender que sou tão falho quanto o meu próximo é a porta de entrada para conceber o perdão. A partir do momento em que, no meu dia a dia, dou o primeiro passo na direção do perdão, um leque de opções amorosas se me apresentará.

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Obsessor e obsediado vibram em mesma sintonia. A partir do momento em que uma das partes perdoar, – com sinceridade, ou aprender a amar – para esta já não haverá mais obsessão.

Se eu dessintonizar de rancores, ódios, revides e entrar na freqüência do perdão estarei trabalhando com cautela e… prevenir é o melhor remédio!

(Sintonia: Cap. Obsediado, pg. 31 de Entrevistas com os Espíritos, de Antônio Carlos/Vera Lúcia M. de Carvalho, Editora Petit) – (Primavera de 2013).