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É possível que na presente rota vivencial as pessoas – que vivem fazendo escolhas – optem pelo caminho do perdão ou da ofensa. Indubitavelmente antagônicos, o ofensor, por si só se envenena e auto-flagela, já o que perdoa, poupa, absolve… por não desejar aumentar o tormento do outro com sua condenação.

O ofensor é aquele camarada que aposta uma corrida contigo que costumas perdoar: Tua aceitas lhe dá cinqüenta metros de ‘luz’ e ainda rompes a fita primeiro que ele…

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 Não estou aqui dizendo que perdoar seja fácil para o indivíduo que ainda claudica nesse ofício, mas que pensar perdão poderá ser o primeiro passo na direção de uma ‘conspiração’ do Universo para tentar entender um ofensor que:

  • Veladamente só me está ‘retribuindo’ ofensas, maus tratos, grosserias… pois o mesmo Universo que planeja um entendimento, não pode deixar de agir com justiça;
  • Considerando que ofender é a desvantagem e perdoar seja a vantagem, meu ofensor amarga hoje o mesmo prejuízo que me azedava outrora, quando em pretérita situação eu o hostilizava;
  • Possivelmente ainda não mostra o mesmo aprendizado do que já sabe perdoar, cabendo a este minimizar-lhe a ignorância através da absolvição;
  • Provavelmente o mau hálito que suas ofensas exalem seja proveniente de obsessões e provações que tu talvez desconheças. Ponderar atitudes que vês provenientes de causas que não consegues enxergar poderão comprovar tua nobreza; e que
  • Via de regra um ofensor é mais doente e necessitado que o terno amigo que já compreende e que para atingir tal patamar precisou ser perdoado inúmeras vezes…

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Ao ofendido, lembrar da benevolência Divina em ‘esconder o passado’ e trabalhar com evidências, talvez seja a melhor receita para pensar perdão… Afinal de contas, os algozes de hoje poderão estar tão somente ‘cobrando a conta’!

Pensa nisso!

(Sintonia: Cap. Pense nisso, pg. 105 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).