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“O sentimento de inveja é uma forma que a inferioridade encontra de homenagear os que possuem merecimento.” (Hammed).

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Sábia, a fábula nos conta que, por conta da altura, a raposa julgou as uvas verdes; e o sapo desejou apagar o vagalume com seu cuspe.

Seguindo raciocínio do Benfeitor, tanto a raposa, como o sapo, prestam “homenagem de inferioridade” às uvas e ao vagalume, reconhecendo suas superioridades.

Indivíduos “originais” são “imitados” e “copiados”: a imitação pode ser saudável ou patológica; já a cópia poderá ser fraudulenta; ferir direitos autorais.

Sendo coerentes: por que entre aspamos os termos acima? Porque invadimos parte do linguajar, discurso, do Benfeitor; não é nosso!

O cúmulo da inferioridade está em “difamar” e “maldizer” a superioridade: são as atitudes extremadas da inveja.

Tal qual aproveitarmos as propriedades do limão – a inveja – será revermos nossos conceitos menos adequados e supô-los limonada – ou a “admiração!”

“Admiração” sem bajulação é sadia: externá-la é nosso dever; já administrá-la, corre por conta do admirado.

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A homenagem da inferioridade, inveja, despeito, é a ainda “forma inconsciente”, equivocada e inadequada que por vezes nossa ‘raposa’ ou ‘sapo’ se comporta.

(Sintonia: Neto, Francisco do Espírito Santo, ditado por Hammed, A imensidão dos sentidos, Cap. Arrogância competitiva; 8ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2017).

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Quando se diz popularmente que Santa Maria fica situada no ‘coração do Rio Grande’, ou que o condado de Manhattan é o ‘coração financeiro’ de Nova York e da América, se deseja expressar que geograficamente ou financeiramente, esses dois lugares são centros de referência…

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Não poderemos ser autênticos se não formos corajosos. Não poderemos ser originais se não lançarmos mão do destemor. Não poderemos amar se não corrermos riscos. Não poderemos pesquisar ou perceber a realidade se não fizermos uso da ousadia.

Num mesmo ‘pacote’ o autor informa que corajosos, destemidos, arriscados e ousados, todos caracterizados e escudados pela guardiãcoragem, terão a capacidade de se mostrar autênticos, originais, amorosos e realistas, visto todos eles possuírem uma certeza íntima que se demonstra na moderação dos atos e atitudes, na firmeza de caráter e no desempenho perseverante de uma atividade.

Não entendas aqui coragem como arrogância, astúcia ou agressividade… Não é a esta ‘coragem’ que ora me refiro. A coragem física não deixa de ter a sua importância: Bombeiros, militares, voluntários, defesa civil, desportistas, socorristas… a têm, mas não se pode negar que todos os seus atos louváveis são comandados pelas suas autenticidade, originalidade, capacidade de amar e por força do realismo das adversidades, ou seja, por seus ‘centro de referência’.

Mas voltando ao ‘pacote’ que o autor faz das virtudes que gravitam em torno da coragem – a moral, mais que a física – percebe-se que:braveheart-3

  • Os corajosos são fidedignos; não se tem a menor dúvida que as ações por eles desenvolvidas possuem uma chancela própria que parte de sua bravura moral; ou suas ações procedem de uma certeza íntima e moderação que já conseguiram reunir em suas vidas;
  • Pessoas destemidas se lançarão a atitudes originais, porque não estarão com medo de se expor ao sugerirem idéias inéditas, empreendimentos nunca vistos ou novidades que concorrerão para a melhoria de uma situação atual ou prevenir uma futura;
  • Amar – Julgo a palavra desgastada; prefiro ‘o bem’ – o bem, a compreensão, a benevolência, a compaixão é própria dos arriscados. Pessoas que agem dessa forma não estão preocupadas com opiniões de terceiros. Correrá todo o tipo de riscos, mas não se furtará de desenvolver suas ações; e
  • Somente os ousados anunciarão resultados novos que beneficiará multidões. Qual dos cientistas que do silêncio e anonimato de seu laboratório não se esforçará em proclamar ao mundo suas resoluções curativas, preventivas, salvadoras?JesusTeachingLovingChild

Corajosos, – os protegidos pela guardiã coragem – tal qual a alegoria inicial de Santa Maria e Manhattan, agem com perseverança e se utilizando de um potencial que vem de dentro, um particular ‘centro regional’ ou ‘financeiro’, a própria voz do coração, o seu centro de referência!

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A coragem sempre será a guardiã de minhas mais sagradas intenções; a que me proporcionará escolta em todos os investimentos que eu julgar úteis; e a sentinela que vigiará meu interior contra investidas de meus inimigos, sendo o maior deles, eu mesmo!…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Coragem, pag. 119 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2013).