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Continuemos em nossa marcha regenerativa para frente, ainda mesmo quando nos sintamos a sós.” (Emmanuel).

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Há 4,54 bilhões de anos, o divino Rabi, sozinho, desempenha a Governança deste nosso Lar Terrestre.

Desde aquela distante época já sabia que hoje, em 2017, estaríamos mais próximos dos regenerados.

Sabe, também, que a meta dos então regenerados estender-se-á à Angelitude.

‘Sozinho’, é uma força de expressão: seus Assessores, encarnados e desencarnados, com olhar benevolente, sempre o secundaram na Missão.

Neste século XXI, expressamo-nos comumente, a respeito deste Lar: “o mundo está perdido! Estamos sós em tarefa inglória! O Planeta não tem jeito; é só maldade! A maioria é má!”

Não: nem está perdido; nem estamos sós na tarefa; o Planeta tem jeito; a maioria é má, mas nem tudo é maldade!

Quando parecer estarmos sós, a Terra em construção nos pedirá perseverança.

Quando parecer estarmos sós, a missão regenerativa precisará ser completada.

Quando parecer estarmos sós, precisaremos crer que é para frente que se caminha.

Quando parecer estarmos sós, convençamo-nos que ‘só parece’: multidão, não mostrada, compactua com missões do bem.

Quando nos sentirmos sós, cerquemo-nos dos ‘diferentes’, pequenos, dos ‘esquisitos’…  Não se acercou o Mestre de equipe assim, heterogênea?

Seus colaboradores, toscos na maioria, mas fortificados pelo Santo Espírito, não se lançaram aos gentios, como cordeiros a lobos?

Nosso Lar é aqui; o garimpo é aqui; nossa escola é aqui. Tesouro e Diplomas estão Lá!

Se a maioria do ferramental é imperfeito; se o material escolar não é de primeira… que importa? Somos ferramentas e material escolar uns dos outros!

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Quando parecermos sós, fracos e com luz baixa, lembremos que numa escuridão grande, nossa luz parecerá maior; enxergaremos outras parcerias; e dessa forma não nos sentiremos tão fracos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 106, Sirvamos ao bem; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

 Alma-Gemea“… A atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra, no instituto dos trabalhos, das experiências e das provas, no caminho infinito do tempo está mergulhada num suave mistério (…). Separadas ou unidas, nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia supremas, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino1.”

“Não há união particular e fatal de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos (…) segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos2.” “A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar (…). Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram3.”

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Almas gêmeas ou almas irmãs é um conceito de Emmanuel. Sem o desejo de trair ou contrariar o conceito de metades eternas da Equipe de Allan Kardec, visto Espíritos Superiores não se equivocarem quando seu motu proprio visa nosso esclarecimento, progressão e felicidade, mostra-se importante e necessário não confundirmos umas e outras:

Metades eternas, ou como, numa linguagem mais vulgar ainda diríamos, ‘metades das laranjas’, sempre serão termos equivocados quando nos referirmos a Espíritos. Estes foram planejados ‘inteiros’, criados exclusivos, individuais, ímpares. Assim como não há uma impressão digital idêntica, – poderá pertencer a grupos de digitais semelhantes – e os próprios gêmeos univitelinos serão iguais somente fisicamente, Espíritos nunca serão iguais; muito menos metades uns dos outros.

Almas gêmeas ou irmãs, sempre serão almas parceiras e que já se acostumaram de longa data a estabelecerem cooperação tanto nas experiências do plano físico como no espiritual. Suponhamos que tais almas estejam laborando em planos opostos. Nem por isso estariam separadas, pois em tal tipo de ‘compromisso’ o que menos as separa será viverem em planos diferentes (físicos ou sutis). O intercâmbio ‘vivos e mortos’ sempre as beneficiará, visto que Espíritos não morrem e o instituto dos trabalhos, das experiências e das provas sempre as aproximará, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino.

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Almas gêmeas executam, ao longo de suas experiências, os mais sagrados estágios e exercitamentos, visando o futuro ingresso no amor divino.

Se todas as experiências de encarnados e desencarnados são o preparo ou exercício para a perfeição que todos atingirão um dia, por que não o seria, também, esta tão salutar e singular parceria na qual vivem, revivem e tornam a viver as almas gêmeas, irmãs ou parceiras? Não será a gemelidade das almas, mesmo que em nossa expressão vulgar, sempre o caminho seguro para chegarmos à expressão de amor divino?

Finalizando, levando em conta expressões dos Superiores, e para uma reflexão menos conservadora, atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra e união particular e fatal de duas almas pressupõem uma sociedade já plural, muito distante do convencionalismo bem ou mal são: Almas gêmeas ou união particular e fatal não precisarão necessariamente estar relacionadas a revestimentos corpóreos masculino mais o feminino; tais corpos, em tais casos, será o de menos. O importante será a afeição verdadeira que uma alma estará votando à outra alma irmã, habitando corpo masculino ou feminino.

Reencontros, experiências, afeições, lutas, provações… sobrepõem-se a fatores usuais, tradições, fôrmas, clichês e estereótipos, nesse caso irrelevantes.

Que doravante, ao referir-nos à nossa alma amada, não a apresentemos mais como cara metade ou metade eterna, mas como alma gêmea, alma irmã ou, simplesmente, ‘inteira eterna’.

(Bibliografia: 1. Questão 325 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB; 2 e 3. Questões 298 e 303-c de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, tradução de Guillon Ribeiro, 71ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

complexa_engrenagem (obviousmag.org)Maravilhamo-nos com máquinas às vezes centenárias que apresentam um perfeito funcionamento. Relógios, por exemplo, esses instrumentos fascinantes! Na complexidade de seus mecanismos há engrenagens de todos os tamanhos que, anonimamente, dão cada qual a sua contribuição para que o aparelho se mantenha ativo e apreciado…

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Nas lidas do templo espírita-cristão, também haverá a necessidade, tais quais as pequenas e anônimas engrenagens de nosso ‘herói’ supracitado, de que nos apaguemos pelo brilho da obra.

Qual a engrenagem que podemos e desejamos ser no sistema, não é somente a pergunta que nos faremos, mas armar-nos da convicção que precisaremos ser uma peça utilitária, independente do tamanho e característica que possua.  Má vontade, azedumes, arrenegações, em nada contribuirá para o bom andamento do serviço. Boa vontade, compreensão, doçura e principalmente o esforço, significam o azeite, o lubrificante que estaremos colocando em nossas peças para que funcionem a contento.

Quer seja na direção que orienta e conduz, no atendimento ao doente do corpo ou da alma, na limpeza, reparos, conservação ou num pequeno e necessário frete, somos todos peças importantes e complementos mútuos.

De nada, entretanto, valerá sermos tais suportes do grupo e da Casa se a má vontade comandar as nossas tarefas, pois…

… Irritar-se alguém, no exercício das boas obras é o mesmo que rechear o pão com cinzas!

Para que a “engrenagem do serviço” seja útil, não poderá estar ‘rangendo!’

(Sintonia: Cap. Conjunto, pg.185, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

“O homem, para progredir, [e] porque não dispõe de todas as faculdades, precisa se relacionar com os outros homens. No isolamento se embrutece e se enfraquece. [Dessa forma], há um objetivo providencial [na Lei de Sociedade]…” (Questão 768 de O Livro dos Espíritos).

Em relações ecológicas, as harmônicas ou positivas se caracterizam pelo benefício de ambos os seres ou de somente um sem o prejuízo do outro. Neste assunto há que se considerar a protocooperação: Na relação entre anu/bovinos a ave se alimenta dos indesejáveis carrapatos aos bovinos; bem-te-vis se servem de insetos inoportunos a eqüinos e bovinos; o pássaro-palito além de restos alimentares come as sanguessugas da boca dos jacarés. Inquilinismo: As orquídeas se grudam no topo das árvores, para alcançar os raios de sol, sem, no entanto ser-lhes prejudiciais. Comensalismo: A rêmora, que acompanha o tubarão, aproveita-lhe os restos de comida… 1

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Ao compor as Obras Básicas com a colaboração dos Clarões Celestiais, Kardec não ignoraria, de forma nenhuma, exemplos que a Mãe Natureza sobejamente dita aos filhos da Terra nos quesitos parceria. Deus, em sua Infinita Sabedoria, a fim de consolidar a Obra de sua Criação, desejou ‘precisar’ do homem como parceiro do próprio homem. Estes indivíduos, de Espíritos ímpares e possuidores de evoluções diferenciadas, faculdades diferenciadas e competências também diversas, precisariam colocar-se à disposição uns dos outros para que cumprissem a Lei de Sociedade, de Progresso e de Igualdade: “O que um não pode ou não sabe fazer, o outro faz” (Idem, questão 804).

Portanto, mais que um ‘toma lá, dá cá’, estabelecer-se-ia entre os viventes uma relação de dependência, visto darem-se de conta que o Pai lhes providenciou – de Providência Divina – viver num Planeta de parcerias, e que esse consórcio lhes exigirá não esquecer que:

1. O indivíduo é um Espírito ‘nômade’, vive se mudando daqui para ali, dali para acolá ou retornando ao ponto de partida. A sua estima sempre será avaliada pelo frisson que causará nas outras pessoas por ocasião de sua partida ou do retorno a um lugar em que já viveu. Se ele deu ele receberá – também ‘o’ que deu, receberá; se ele estimou, será estimado; sua partida será chorada e seu retorno será aplaudido; ou não! Nesse caso a lei de ação e reação será implacável.

2. Gentilezas geram gentilezas: Por ocasião de suas chegadas e partidas que tipos de auxílios e compreensões os indivíduos receberão? As mesmas que um dia jogaram no Universo! Vizinhos farão sentidas despedidas ou calorosas recepções consoante às gentilezas de que foram objeto pela parceria… Ou não!

3. Parceiros são heterogêneos: Por entenderem coisas desiguais e possuírem faculdades desiguais é que eles se completarão; volta-se ao “o que um não pode ou não sabe fazer, o outro faz”. E os indivíduos também possuirão deficiências. E cada qual terá as suas. Então por que eu anunciar em alto falante ou megafone as ainda insuficiências alheias se eu também possuo as minhas? A desculpa às próprias faltas pressupõe o indulto às dos outros!

4. Se gentilezas geram gentilezas, as irritações também provocarão irritações! Ir abaixando o volume da prosa até deixá-la no ‘mute’, muitas vezes poderá ser a solução. Quem sabe o silêncio da palavra não poderá aplacar a ira do destempero?!

5. O chulo ditado “pergunta idiota, tolerância zero” também poderá ser aplicado ao consórcio. Indivíduos com perguntas e respostas comedidas e que sabem elevar o trabalho de seus parceiros, verão valorizados seus trabalhos e se sentirão no meio de consortes também reverentes.

6. A parceria seja feita não só no trabalho, mas também no estudo: Se fiquei sabendo de algo que não sabia, mas que o parceiro me explicou, já estarei apto a passar adiante essa explicação. Dessa forma serei a ‘rêmora’, o ‘pássaro-palito’ ou a ‘orquídea’ a buscar socorro junto aos mais sábios. Não há maior sabedoria que ocupar o ‘tempo vago’ em estudar, aprender, ensinar.

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Parceria é luz. O parceiro ou consorte é aquele que, ao me livrar da agonia de uma dificuldade promove um clarão que iluminará não somente a mim, mas a todos os que o rodeiam. Que esse clarão seja promovido dentro de uma possível gratuidade. Se provindo de uma faculdade gratuita, que seja também distribuído gratuitamente!

1. Wikipédia, a enciclopédia livre; Protocooperação (imagens 1 e 2); inquilinismo (imagem 3); e comensalismo (imagem 4) – (Sintonia: Cap. Desobsessão sempre, pg. 129 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 2013).

O que é o indivíduo perante a Grandiosidade Divina? Por seu merecimento, limitado; considerando a generosidade Divina, parceiro! Desde os primórdios de sua criação, desde sua ignorância/truculência, até o estado de angelitude, ou de seu alfa ao ômega, o indivíduo Espírito é convidado a estabelecer uma parceria com a sua Divindade. Deus, em sua Infinita Bondade e desejando realizar Suas Intenções, elege o homem como seu representante junto a uma única casta: A linhagem Divina!

Somente Deus é a Vida, a verdade, o amor, a paz, a alegria e a esperança, mas num gesto de suprema fidelidade às suas Intenções, Ele me deseja como sócio, consorte e ‘cúmplice’ para ‘tocar’ a obra de Sua Criação. Dessa forma, toda a vez que:

  • Ao buscar a excelência de minha vida, fugindo a toda a mediocridade e com isso contagiando os meus iguais eu estarei saindo de minhas limitações e me tornando parceiro de Deus na promoção da Vida;
  • Ao repudiar quimeras, ilusões e os devaneios da moderna vida, onde vale mais o ter do que o ser e enaltecer a lucidez e a verdade estarei fugindo à limitação da ficção e do equívoco e me tornando um parceiro de Deus em promovendo toda aquela verdade que já possuo e acredito;
  • Ao conseguir munir-me primeiro de coragem, para logo em seguida promover o bem, na contramão de um Planeta que irá me taxar de otário por assim proceder, estarei não só contagiando a parcela do Planeta ao redor de mim, mas estarei saindo de meu centro de atenções e me tornarei um parceiro da Divindade nas lides do amor;
  • Eu conseguir driblar minhas más inclinações, fúrias, bravezas e me tornar um mensageiro da harmonia e da mansidão, certamente estarei contagiando os que me circundam, promovendo a paz e me tornando o parceiro de Deus na conquista da mansuetude;
  • Com ou sem nariz de palhaço, fantasiado ou de cara limpa, com dor ou sem dor… eu conseguir semear uma alegria que talvez ainda nem possua, eu estarei abandonando as limitações de minha tristeza e me tornando o grande parceiro de Deus como embaixador da alegria; e
  • Minha esperança esteja escassa e que minha fé pareça minguar que eu não renegue as obras, pois estas – as boas – são o combustível para alimentar a fé e a esperança nos homens de que o Planeta ‘tem jeito’ e que mais que um apologista da derrota eu sou um parceiro de minha Divindade na promoção da confiança.

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Quem é limitado? Limitado é todo o indivíduo que confiando tão somente em suas forças ou em seu merecimento, não consegue avaliar a essência que possui e que é capaz de promovê-lo a parceiro do Alto…

Sintonia: Cap. Deus e nós, pg. 73 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 2013).

corpo e alma

Não sobrevive uma sociedade – aqui, uma sociedade anônima – sem que seus parceiros, os sócios cumpram as cláusulas contratadas ou que moralmente cada indivíduo associado despenda todo o esforço necessário para que a empresa dê lucros, se expanda e proporcione progresso…

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Para apaziguar ânimos de “ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo e o dos materialistas que se baseia no rebaixamento da alma”, o Espiritismo vem afirmar à humanidade que o convívio harmônico de ambos – corpo e alma – será necessário, pois a cada dia, mais e mais, pesquisadores descobrem relações de dependência entre ambos.

Corpo e espírito não são adversários. Embora o espírito anseie por sua libertação da carne, o que ocorrerá mais hoje ou mais amanhã, dado a efemeridade da matéria e a sua natureza espiritual, esse mesmo espírito precisará compreender que na presente vivência precisará estabelecer uma formidável parceria com o corpo do qual temporariamente é cativo, mas paradoxalmente associado.pagvip_1091_10148

Meu corpo físico não é, portanto, nem o vilão nem o mocinho da presente parceria: Todas as mazelas e todas as virtudes que meu corpo físico exteriorizar é uma produção única de meu espírito, ou…

… O indivíduo que possuir um corpo escultural e desejar prostituí-lo evidenciará tão somente um anseio do espírito. Roubar, matar, maltratar fisicamente familiares… são  ‘vontades’ do espírito as quais o corpo executa.

E aqui está a importância desta parceria: A boa índole do espírito ou o bom acervo que já conseguiu reunir nesta ou em outras vivências, proporcionará ao corpo também materializar boas ações; em caso contrário, este também exteriorizará ações de uma parceria nefanda.

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Tal qual uma tela de cinema ou de computador, meu corpo somente exterioriza imagens que são geradas pelo projetor cinematográfico ou pelo PC que é o meu espírito.

(Item 11 do cap. XVII do ESE – Sede perfeitos) – (Evangelho no lar do dia 29 de janeiro deste verão quente de 2013).