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nao-se-omita-faca-o-bem-prevalecer-13-2“Olhais para as coisas segundo as aparências?…” (II Coríntios, 10:7). “Enquanto perdura a sombra protetora e educativa da carne, quase sempre somos vítimas de nossas ilusões. (…) Todos somos companheiros de evolução e aperfeiçoamento, guardados ainda entre o bem e o mal.” (Emmanuel).

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O vagalume não brilha mais que a vela; tão pouco a lâmpada elétrica e o sol iluminarão menos que os dois… Da mesma forma, nesta existência – que é só um degrau de tantos – indivíduos, porque de evoluções diferentes iluminarão mais ou menos; também poderão desejar ou não iluminar mais ou menos…

Com que quantidade de luz poderemos iluminar? Somente com a que já possuímos; e se o desejarmos.

Enquanto sob as ilusões da carne, que é um uniforme que nos é dado vestir para executarmos o trabalho do Espírito, teremos a liberdade de utilizarmos nossa boa parte ou nossa parte inferior:

Guardados, ainda, entre o bem e o mal, sempre que utilizamos nossa boa parte, estaremos iluminando; e não importa com que intensidade: se a do vagalume, da vela, da lâmpada ou a do sol. Mas…

… Se ainda utilizarmos nossa parte inferior, estaremos desperdiçando nossa capacidade de iluminar, qualquer que seja ela. E isso é grave, pois “não se acende uma lamparina e pomo-la às escondidas!”

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Não nos iludamos: ainda sob as ilusões da carne, neste pobre Planeta de provas e expiações, melhor não pensarmos que somos superiores ou inferiores, mas acreditarmos que existem Espíritos (encarnados) mais ou menos evoluídos; que desejam ou não sua autoiluminação e a iluminação dos outros.

“Aparências”, às quais se refere Paulo, enganam! Não olhemos “somente a capa” das pessoas; “folhemo-las”, tal qual a um livro e verifiquemos a quantidade de luz que têm a capacidade de nos fornecer.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 65, Não te enganes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

nao-se-omita-faca-o-bem-prevalecer-13 (1)Maçã ou goiaba, com parte bichada poderá ser, na sua maioria, absolutamente doce!

“… Há criaturas que, revelando-se negativas em determinados setores da luta humana, são extremamente valiosas em outros.” (Emmanuel).

Conta-se que a mulher adúltera, aquela que Jesus compreendeu, defendeu e concitou a “não mais pecar”, a despeito de seu equívoco, logo após evidenciou grandes virtudes. Evidenciou, não é o caso; já as possuía…

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Nossas incompreensões, intolerâncias e discriminações ainda nos inclinam a ver somente a parte ruim das pessoas; cega-nos quanto às suas boas partes.

O fogo é quem molda o aço; a pedra que pode machucar nosso pé é utilizada para realizar a calçada onde transitamos; enxurrada com sedimentos tornará fértil o solo; e a ventaria e o temporal tornará o ar respirável…

Assim somos nós, com nossa parte reprovável e nossa parte boa. Assim também são os nossos semelhantes: sabermos aproveitar sua parte boa e ‘colaborável’ sempre será uma questão de inteligência, pois sempre sua parte boa poderá suprir a que não possuímos.

Não vivemos num Planeta de seres angelicais, tão pouco quase puros: vivemos num Orbe ainda controverso onde os indivíduos não possuem nem imperfeição completa, nem perfeição integral; onde são insanos tanto os que se dizem sem defeitos, como os que se proclamam completamente incompetentes.

Companheiros de nossa infância, com os quais nos indispomos, não são, até hoje, nossos ótimos amigos?

Perdemos precioso tempo quando nos detemos no lado ruim de pessoas e situações, quando, pelo contrário, poderíamos aproveitar seu lado melhor.

Jesus sempre olhava as almas no seu todo; suas observações não eram unilaterais. Não se tem notícias de que a ‘parte ruim’ daqueles com os quais tenha se indisposto, não houveram uma boa solução: A pecadora tornou-se benemérita; Dimas, o mau ladrão, tornou-se ‘São Dimas’; o próprio Judas e Cefas, o mau ladrão, tiveram seus arrependimentos e suas chances. Não há parte ruim que, em cruzando com o Cristo, não tenha o seu aproveitamento.

A Doutrina, marco divisório para nossos raciocínios e inteligências, nos faz compreender as situações menos boas, seu lado trágico, porém educativo. Compreensão, instrução e consolação: Não será também a pior parte, instrução e ao mesmo tempo consolação?

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Marta, atarefada com as lides domésticas se apercebe que a irmã Maria ‘curtia’ e devotava à ‘Visita’ a melhor parte, pois lavava seus pés com lágrimas e os enxugava com seus cabelos. Se há certo exagero na narrativa do Evangelista, o ensinamento, no entanto é inegável: Se alguém precisava fazer a lida (almoço, jantar, ceia…), que também era importante, Maria, no entender de Jesus, a Visita, “escolhe a melhor parte.”

Situações, acontecimentos, pessoas… todos, neste plano em que vivemos, possuem um lado ainda perverso. Mas e seu lado bom que está a nos oferecer instrução, aprendizados e serviços edificantes? Não os desfrutarmos, além de ininteligência será como não aproveitarmos a parte boa da maçã ou goiaba que temos em mãos!

Todos os grandes missionários, os gênios do bem, artistas inspirados, filantropos… viveram sua melhor parte e deixaram dela por aqui o melhor perfume.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 32 A boa parte, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).