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mostardaFrançois Marie Aruet – Voltaire (Paris, 1694-1778), diria certa vez que “o mundo me intriga, e não posso imaginar que este Relógio exista e não haja Relojoeiro.”

Sinapis Nigra, a Mostarda, é árvore de origem Palestina. De semente minúscula, dado margem a seu crescimento, alcançará três metros de altura.

O zigoto, depois embrião, já animado por Espírito milenar, irá reverter-se em espetacular conjunto (corpo/perispírito/Espírito), dando origem a um/a belíssimo/a jovem.

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Nossa mente inimagina a grandiosidade do Relojoeiro referido por Voltaire; somente com aparelho sofisticado apreciará o zigoto; e, apesar da pequenez, consegue ter e ver, na palma da mão, o grão de mostarda: Deus, o zigoto e a semente, não vemos ou os vemos com dificuldade.

O Relógio (Universo), a mostarda majestosa e o belíssimo humano são o óbvio, incontestáveis; estão diante de nossos olhos; manifestos!

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Qual, então, o tamanho da nossa fé? A fé é uma enorme crença naquilo que não vemos, mas que o óbvio nos mostra. Quanto mais sentimos e experimentamos a evidência, maior a nossa fé!

Quando Jesus se faz ressuscitado (em Espírito) entre os seus; deixa-lhes o Santo Espírito (que era Ele próprio); e volve ao Plano Espiritual, os seus passam do estado receoso para a Fortaleza.

UMA FELIZ PASSAGEM PARA TODOS NÓS!

(Sexta feira santa; outono de 2017).

Não imaginava ouvir de Dorotéo Fagundes, hoje pela manhã, no final do programa Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha AM, uma das mais belas crônicas sobre a Páscoa. É lógico que não consegui decorar a oratória, mas em sua simplicidade, espontaneidade e bom gauchês o apresentador dizia mais ou menos assim aos seus ouvintes:

“O Mestre supostamente derrotado ante seus algozes, não poderia mostrar-se o Patrão fracassado para uma peonada que dele tanto esperava. Por isso, confirmando todas as mensagens que em ‘chasques’ lhes houvera apregoado, ergueu-se da ‘catatumba’ e ressurgiu duma morte que não existe para uma vida que é real, eterna e iluminada e foi ao encontro dos discípulos para animá-los e dizer-lhes que sempre é bom realizar uma passagem de todas as mazelas que significam morte para a recomposição que significa vida…”

Obrigado, querido apresentador, pois nunca é tarde, mesmo o domingo de Páscoa tendo já se ‘esvaziado’, lembrar o verdadeiro significado desta festa cristã que lembra aos cristãos de todas as religiões que Páscoa é passagem, renovação, é despir-se do homem velho e procurar o novo que todos têm o direito e dever de perseguir.

Uma FELIZ PASSAGEM a todos os meus queridos amigos!

(Outono de 2012, domingo de Páscoa).