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“Agora é o momento decisivo para fazer o bem. Amanhã, provavelmente, a oportunidade de ajudar não se fará repetida.” (Emmanuel).

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Ditado popular nos lembra que “dificilmente o cavalo encilhado passará, duas vezes, à nossa frente.”

Quando e por que, então, produzirmos o bem? Agora! Porque o ontem já foi e o amanhã ainda não veio: o agora é o melhor momento do hoje; o tempo certo!

Importante: o bem feito ontem permanece; o mal feito pode ser corrigido agora e a correção é sempre uma reflexão sobre o equívoco de ontem e a ser remediado hoje.

Todas as nossas ações de amanhã advirão de profunda reflexão sobre o hoje. Retocaremos amanhã os atos equivocados de hoje.

Se o ontem nos leciona o hoje, este será o nosso professor de amanhã…

Sendo amigos, dificuldades, moléstias, feridas, problemas, oportunidades, perdões, desculpas, circunstâncias do hoje, urge agirmos hoje, pois amanhã tais situações terão evoluído e a oportunidade pode não se fazer repetida.

Entendemos que as pessoas (Espíritos) possuem tempos diferentes (ou evoluções distintas), porém as questões do bem serão bem sempre, em qualquer dimensão! Nivelamo-nos no bem: não importa seja ele pequeno, médio ou de grandes proporções.

A semente boa plantada ontem é a germinação segura do hoje e a colheita do amanhã. Se tivéssemos deixado para plantá-la hoje, talvez a safra abundante do amanhã não houvesse!…

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O presente é apenas um fragmento roubado do futuro e que logo, logo, será devolvido ao passado.

Deixemos para plantar amanhã somente o mal; pois poderá acontecer de a idéia não vingar!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 119 Eia agora; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

Francisco de Paula Figueiredo, ou Dr. Francisco, ou professor Francisco – eu prefiro ‘Chiquinho’ -, na sexta-feira última, desembarcava em minha casa e trazia na bagagem uma penca de lembranças. 44 anos dele me separavam desde que deixamos o noviciado Salesiano de Taquari – RS, em 1967. A primeira timidez, logo deu lugar a um turbilhão de recordações. Já não éramos mais os guris que deixaram o noviciado em 67 e muito menos os que em 1960 adentraram o Leão XIII, cada qual com seu quase drama particular.

Liceu Salesiano Leão XIII – Quando lá cheguei em 60, ele já estava por lá. Confidenciou-me, com excelente memória que me viu chegar. Elencou, ainda, nomes de muitos colegas daquela época que lá chegaram, cada qual com seu motivo. De 60 até o final de 64 lá permaneceríamos… Zeloso, padre Francisco S. Sobrinho de nós cuidava; éramos, digamos os seus ‘peixinhos’. Este querido, mais que padre foi não só nosso pai, mas pai de inúmeros necessitados que lá chegaram carentes de tudo. Todas as melhorias que promovia no Liceu eram em benefício principalmente dos internos. Sua grande meta era atingir mais de cem internos, todos na faixa dos 10 aos 14 anos. Quando o fez, ficou imensamente eufórico e promoveu festividades. Éramos, ali, mais de cem motivos reunidos num grande colégio e cada qual portador de uma grande necessidade.

Seminário de Ascurra – SC – 65 e 66 ficaríamos no seminário menor da pequena cidade catarinense. Lá completaríamos nosso ginásio. Novamente, com memória de elefante, meu amigo desfiou mais um rol de nomes aos quais minha memória ficou a dever. Confidenciei-lhe que me recordava de mais coisas do Leão XIII, e de mais coisas daqui – de Ascurra – do que do noviciado, a despeito das idades menores.

Noviciado de Taquari – RS – Junto a uma turma de 30 noviços, somente nós dois seríamos irmãos coadjutores – leigos – o restante seriam padres. Nosso noviciado, que não mais lá existe era cercado por um enorme laranjal. Novamente meu amigo repetiu nomes, de padres – Mestre e diretor -, assistentes e colegas dos quais já me esquecera.

No sábado, almoçamos minha velhinha, eu, ele e sua esposa. À tarde fizemos um pequeno tour pela orla, onde tantas vezes tivemos nossos folguedos de guris, nos imensos passeios que padre Francisco promovia. Emocionamo-nos com a praia, com as dunas e com os molhes da Barra, esse local privilegiado do extremo sul e vocacionado geograficamente ao progresso. Entre uma lorota e outra de pescador, meu amigo ia contando histórias e o entusiasmo e a emoção eram visíveis em seu rosto – isso porque não enxergava o meu.

Obrigado meu querido amigo pela gentileza e fineza de me visitar… Éramos apenas dois dos mais de cem motivos que na década de 60 lá estavam no Liceu. Sobrevivemos! Marcados ou não, estamos aí, felizes, com nossas famílias.

Um forte abraço e o meu reconhecimento pelo ombro que tive e reencontrei!

(Outono de 2012, semana santa com fortes emoções).