Posts Tagged ‘Patamar de evolução’

laranjeira-com-frutos-e-flores-1342105646605_615x300Enquanto que tudo de bom e belo, a flor é, ainda, somente uma flor. A flor transformada em fruto se tornará ‘efetiva’.

O cristão que ‘aprecia’ o Cristo, mas não vai além disso, é ainda flor; já o cristão engajado, será semelhante ao fruto que alimenta.

O cristão ainda flor, para este Mundo mesquinho, goza de inteira sanidade; já o cristão fruto, para este Planeta adoecido, sempre será o desajustado, inadaptado e louco; vulgarmente, ‘trouxa!’ Para Jesus é um vaso de bênçãos ou seu corpo seja a cruz viva onde o Mestre se agita crucificado.

Então, iremos nos maldizer ou mortificar por ainda não sermos fruto? Maldizer-nos, não, mas mortificar-nos, sim! Pois devemos compreender que nosso patamar evolutivo ainda não nos permite sermos fruto, mas a mortificação – exame consciencial – nos levará a propósitos de nos tornarmos fruto…

Toda flor é a promessa; e todo o fruto é o que resulta dessa promessa. Ou, se para todos nós a destinação é a angelitude, todos nós, um dia, iremos frutificar. Frutificando evoluímos e evoluímos porque frutificamos…

Apressar-nos? Sim e não! Darmos curso a uma evolução lenta e gradual, sem perdermos oportunidades. Aproveitarmos, como a Natureza o faz, todas as etapas: semeadura, germinação, floração, frutificação…

Então, flor ou fruto? Quase frutos? Reflitamos!

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 74, Quando há luz; 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2017).

Pao_TrigoA semente não logra ser fruto de um dia para o outro. Para que chegue à nossa mesa, como pão bendito, precisará do concurso de uma cadeia de obrigações: Lavrador, semeador, irrigador, insumos, colheitadeira, beneficiador, moagem, padeiro… todos envolvidos no processo…

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As pessoas se revelam nos locais relativos às suas faixas evolutivas. Um agricultor dificilmente ocupará um laboratório e o médico certamente não se salientará na lavoura.

Ao desenvolvermos nossas obrigações intransferíveis no local que nos for adequado, jamais seremos inúteis ou desprezíveis, visto estarmos ocupando a faixa que nos é devida.

Como criaturas de Deus, todos somos iguais; degrau, ou grau evolutivo, entretanto, nos confere obrigações intransferíveis, pois entre a estaca de partida e o ponto de meta, cada um de nós permanece, em determinado grau evolutivo, com aquisições específicas por fazer.

Os elementos mais simples da Natureza nos ditarão exemplos da singularidade de cada um: Laranjeiras produzirão somente laranjas; figueiras, figos; o solo adequado à videira poderá não sê-lo a outras culturas; o arroz, particularmente, se desenvolve em lavoura encharcada; na casa física o piso não substitui o teto; na produção de energia elétrica, fios, tomadas e lâmpadas possuem funções específicas…

Por mais que nos alavanque o incentivo dos amigos, a responsabilidade por nossa etapa é intransferível. O avanço ou ‘promoção’ em nossa faixa evolutiva supõe uma nova e diferente obrigação. Como ‘somos responsáveis por aqueles que cativamos’, a cada novo aprendizado, uma nova responsabilidade.

Não existem tarefas apagadas ou brilhantes; existem tarefas! E adequadas tanto aos humildes como aos brilhantes! Quem dá brilho à tarefa, somos nós, os tarefeiros!

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“O mais soberbo jequitibá da floresta começou na semente humilde.” (Emmanuel)

(Sintonia: Cap. Cada servidor em sua tarefa, pg. 153, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Inverno de 2014).

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Utilizando-me de linguagens alegóricas, umas mais antigas e outras mais modernas, o perdão é aquela borracha macia com a qual se apagam todos os maus escritos do lápis; ainda, o antigo mata-borrão que se aplicava na tinta fresquinha para que não se maculasse uma bela página escrita. Também poderá ser o ‘Ctrl z’ ou o ‘delete’ utilizados para excluir termos equivocados e retomar uma digitação mais correta…

Perdoar é, acima de tudo, a habilidade de compreender dificuldades.

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 ‘Perdoar-me’ é a expressão mais cristalina na qual admito que em algum momento – ou em muitos! – eu errei, ou que os indivíduos que vivem neste Planeta são, todos, farinhas de um mesmo saco, não por força de um alegórico ‘pecado original’, mas por arbitrarem equivocadamente no uso das liberdades individuais. Inábeis ainda, os indivíduos deste orbe possuem extrema dificuldade em associar compreensão, perdão e tolerância…

Se o patamar individual evolutivo é a contabilidade de erros e acertos de outras e desta vivência, também é verdade que esse cálculo envolve todos os perdões sonegados e declarados.deletus

Necessitando serem felizes e traçarem um projeto de Vida Futura, – a evolução – os indivíduos deveriam entender que se assenhorear dessa habilidade de compreender dificuldades é como ‘zerar’ equívocos recíprocos e partir para frente e para o alto, juntos, os possuidores de dificuldades semelhantes… Tal qual utilizar a borracha, o mata-borrão, o ‘Ctrl z’ ou o ‘delete’!

Assim procedendo, os indivíduos descarregam os pesados fardos de culpa e se sentem aliviados e autorizados a retomar os sagrados diálogos relativos às tratativas da evolução. Está aí instaurada a ‘conspiração’ da compreensão nos ‘porões’ da remissão!

(…) Tudo, no Universo, está regido por leis em que se revelam a sabedoria e a bondade [de Deus]. Na sabedoria de Deus está implícito o seu desejo que os indivíduos progridam partindo de entendimentos mútuos e a bondade talvez seja a ‘caneta’ com a qual tenha assinado a ‘tela’ da compreensão entre os indivíduos.  Seu Mensageiro Maior, quando aqui esteve não teria ratificado todas estas coisas? Vide Madalena, Zaqueu, o bom Samaritano, o centurião, o óbolo da viúva, Dimas…mata-borrao

“Seus numerosos pecados lhe estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama”, assim se expressaria Jesus ao fariseu Simão, ao ter seus pés lavados por lágrimas de arrependimento de uma prostituta. (Lc VII, 47)

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O perdão é a conspiração da compreensão realizada nos ‘porões’ da remissão e que fatalmente levará, os que depuseram o ‘fardo’ da culpa, a uma ‘batalha’ de desarmados…

Perdão é aquele sagrado encontro de arrependidos, generosos, tolerantes e compreensivos, no qual todos discutem a necessidade da progressão. O avanço se dá a partir daí para todos, farinhas de um mesmo saco, mas a caminho de serem pães…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Perdão, pag. 175 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2013).