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2014-04-16_21-18-15_1“Se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para torná-los a enxertar.” (Romanos, 11:3).

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Missionários fantásticos, como o divino Rabi e Paulo de Tarso, utilizaram-se da linguagem parabólica agropastoril/pesqueira, para exemplificar suas exortações. Não poderia ser diferente, pois a Palestina do Jesus encarnado era vocacionada à pesca e atividades pastoris/agrícolas.

Emmanuel, neste estudo, que intitulamos linguagem de campo, usará a mancheias os termos semeador/pomicultor, enxertia, sementeira, adubação, germinação, floração, frutificação, colheita, seiva, árvore consciente. Alegoricamente, colocará uma pitada de ensinos em cada um dos termos:

O divino Semeador/pomicultor é o Mestre das searas e dos pomares: elo entre a Divindade e a complexidade do ‘arvoredo’ sob seus cuidados, através de suas palavras e, principalmente, de seus feitos, se nos anuncia como o mais diligente “Guia e Modelo.”

Somos Espíritos criados por Deus; Suas enxertia e seiva. Apesar de criados simples e ignorantes, temos o potencial da perfectibilidade. Se somos irmãos do Governador e este nos prometeu, por ocasião das despedidas de sua encarnação redentora que “depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde  eu estou, também vós estejais” (João 14:3), é isto a ratificação da promessa de angelitude, pois só poderemos lhe fazer costado, atingido o topo da evolução.

A sementeira é o início de um processo; o começo da trajetória espiritual: simples e ignorantes significa que inicialmente somos só sementes. Mas sementes com potencial, como já dito.

Plantada a semente, ela receberá todos os cuidados do Pomicultor. Zeloso, em todos os tempos, designou profetas, antigos e novos, para que fôssemos adubados com palavras e exemplos. Conforme se adiantava o juízo da humanidade, designava reveladores, para que fôssemos sendo atualizados quanto aos desígnios amorosos do Pai.

Germinar significa o aproveitamento que tivemos das revelações. Significa a maneira como nos aplicamos nas diversas encarnações; ou que não desistimos de nós mesmos e crescemos um pouquinho em cada uma, até que um dia…

… Florescêssemos! O maior e mais natural indício que desejaríamos, logo adiante, frutificar.

E para que frutificássemos, precisou que nossa flor se metamorfoseasse e dela se desencasulassem frutos de amor, respeito, tolerância e serviço, necessários à renovação Planetária.

Então surge a colheita como resultado de árvores conscientes, com vontade própria e liberdade: boa semeadura, com a perseverança do processo restante, boa colheita! Mas como muitos interrompemos o ciclo proposto por Deus, colheremos igualmente, mas os equívocos.

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Interessante compreendermos que “colheita obrigatória” sempre nos permitirá reflexões: se boa colheita, pertence ela ao Semeador/pomicultor, o dono do campo, mas com créditos ao Espírito exitoso. Se má colheita – a ‘quebra de safra’ – nos caberá a consideração para o reparo de metas, pois nesta linguagem de campo, são perfeitos os ciclos, denotados pelas estações da atual vivência e pela pluralidade dessas revivências.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, em seu Cap. 78 Enxertia divina; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).