Posts Tagged ‘Persistência’

mulher-pensando“[Indivíduos há que] pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes (…). Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.” (Emmanuel). Sim, desejamos milagres; mas repugnamos nossa cruz!

Conta-se que no sermão do monte, cinco mil, entre crianças e adultos, foram saciados com pães e peixes. Dentre eles, muitos foram beneficiados com curas, milagres, imposição das mãos. É possível que a mesma multidão, no julgamento do Mestre, bradasse no Sinédrio: Crucifica-o! Crucifica-o! É possível, também, que por lá estivéssemos… Sim, desejamos a saciedade de nossas necessidades; mas, tal qual o restante dos leprosos e os que vociferaram, crucifica-o, somos ingratos!

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Na vida desejamos a colaboração de todos, mas ainda não nos propusemos cooperar cristãmente. Sim, queremos ajudas; mas, contribuir para que?

Já sabemos que na Casa Espírita estão todos os Iluminados dispostos a nos ajudar em nossas necessidades mais particulares. Sim, já sabemos; mas, para irmos até lá está frio, ou calor, ou chovendo, ou ventando, ou!…

A instituição reclama os serviços com os quais nos comprometemos, nossa assiduidade, pontualidade, responsabilidade. Sim, até lembramos isso; mas a nossa rodada do futebol é mais importante!

Sabemos como é edificante a vanguarda, nossa evolução e aprimoramento. Sim, disso temos conhecimento; mas a retaguarda do estacionamento nos é mais cômoda; possui maiores atrativos!

Suspiramos pela melhoria das condições em que nos agitamos. Sim, suspiramos e reclamamos; mas ainda não queremos emprestar-lhe nossos talentos e faculdades!

Desejamos as boas influências e as melhores inspirações dos Benfeitores Celestes. Sim, aspiramo-las; mas ainda nos ‘escurecemos’ junto aos duvidosos e pouco iluminados!

Gritamos aos quatro ventos que a Nação está mal, que as autoridades são corruptas. Sim, gritamos; mas ainda não abandonamos nossos pequenos (e grandes) maus hábitos, prevaricações, adultérios diversos!

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Sim, já sabemos que coerência, transparência, aprimoramento, vontade, ajudas, fé, consolos, entendimentos, perseverança são todos atitudes do cristão; mas vacilações, desconfianças, máscaras, inconsistências, estacionamento, desajudas, indolências, desesperanças, rusgas, deserções, ainda nos aprazem por demais!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 36 Afirmação esclarecedora, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

Francesco De Vito 2Pedro, o apóstolo sobre o qual Jesus ergue a fortaleza de sua Boa Nova, era um homem extremamente rude: Diríamos hoje, em linguagem menos rebuscada, que num só momento, esse pescador de fé poderia ‘descer do céu ao inferno…’

Citando alguns de seus equívocos, numa ordem mais ou menos cronológica, perguntaria ele certa vez ao Mestre: “E nós, que deixamos tudo e te seguimos, que receberemos?” Por ocasião da prisão do Rabi, negaria ao seu amigo por três vezes, antes mesmo que o galo cantasse; e na hora derradeira, confunde-se, toma da espada e corta a orelha do soldado Malco, o que lhe vale séria reprimenda do Cristo. Mas…

… Este o amava! Tanto que a casa do apóstolo, em Cafarnaum, às plácidas margens do Mar da Galiléia era seu refúgio favorito, além de ficar bem afastada (aproximadamente 150 km) dos perigosos ‘desafetos’ de Jerusalém. Na casa do amigo, realizaria memoráveis reuniões de orações e aí se desenvolveria a fraternidade. É bem possível que aí tenham sido realizados os primeiros Evangelhos no Lar…

Mas Pedro era tosco! E alternando petruscadas equívocos, vacilos, claudicânciascom manifestações de fé, Simão Pedro ia conquistando o coração do Mestre e se preparando para a liderança de sua igreja, para um futuro em que não mais estivesse encarnado.

– Simão, lhe diria certa vez o Mestre, “tu és Pedro e sobre esta pedra – petrus – edificarei a minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela!”

Que consolo para nós, que queremos estar perto do Mestre, servi-lo, divulgá-lo, mas ainda nos equivocamos constantemente!

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Simão, Pedro, Cefas (pedra em aramaico), Petra (pedra em grego), Petrus (pedra em latim), príncipe dos apóstolos, pescador de homens, primeiro bispo de Roma, primeiro papa… todos nomes e títulos dedicados a este Espírito de muita fé, mas que, de quando em vez cometia suas petruscadas!

O Mestre não nos deseja trabalhadores perfeitos; só dedicados!

Em ato de humildade, aos ser martirizado, Pedro pediria e seria atendido na graça de ser crucificado de cabeça para baixo, em sinal de total submissão ao Mestre e Amigo de Cafarnaum.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 22 A retribuição, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).