Posts Tagged ‘Planeta de expiação e provas’

Chamado por André Luiz de “região hospitalar”, o Planeta Terra é um imenso hospital – nosocômio ou sanatório – onde os internados apresentam desde uma simples desilusão, passando por moléstias comuns até a irreversível ou a mais contundente idiotia. Não há, portanto, sadios neste Orbe, sendo quase que sua totalidade de indivíduos ainda sob o domínio da culpa.

Chamaria eu então um hospital de a grande chance? Quanto à maioria dos hospitais brasileiros eu teria sérias dúvidas; quanto ao Planeta como oportunidade de expiação, nenhuma!

Nenhuma porque se eu analisar o ‘quadrinho’ que cada indivíduo apresente, na forma de doença física ou mental, desgostos, desamores, deficiências físicas… haverá por trás de cada uma delas, uma necessidade de reparação: A anomalia poderá estar dissimulada, ou parecer um ‘efeito’ injusto, mas a ‘causa’ precisa ser avaliada e considerada.

Por que o indivíduo foi privado de um dos braços se a grande maioria da humanidade possui dois braços? Se não foi imprudência, imperícia ou negligência nesta vida a explicação está em causas anteriores. O ter um braço só hoje é só um efeito.

Por que aquele familiar problema está justo ao meu lado quando todos os demais ‘marcham de passo certo’? Não seria eu em vida pretérita aquele que o envergonhava ou ao seu pelotão ao deixar de me enquadrar?

Por que o indivíduo que nasce de pais biológicos de bela aparência física, não nasceu tão formoso ‘quanto deveria’? Não haverá um Divino Propósito nesse caso particular, visando tentar apagar desse Espírito pregressos desvios de conduta ocasionados por sua beleza física ‘anterior’?

A contrariedade por conta de pais ou responsáveis, a certos laços dos filhos, solicitando-lhes utilizarem mais a razão do que o coração, não estaria evitando resultados catastróficos nas vidas dos seres que lhe foram confiados a zelar?

E a doença irreversível não estaria oportunizando ao Espírito encarnado abortar seu ingresso numa área de comprometimento maior?

Como explicar a idiotia, as malformações, paraplegias, quadriplegias, torpores… se não como Divinas Conveniências do Altíssimo a indivíduos que temporariamente e para seu resgate precisarão ficar aprisionados a uma cela de tratamento um tanto estranha e na maioria das vezes incompreensível?

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Qualquer que seja a anomalia que recomende a passagem do Espírito por este Planeta, ao indivíduo em sua lucidez ou aos familiares na ausência dela – da lucidez – deverão estar certos que a equipe de ‘enfermeiros’ – familiares dentro da consangüinidade, colegas de serviço, de grupo… da “região hospitalar” não é pequena e estará sempre atenta ao socorro do ‘internado’.

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Com “Região hospitalar”, encerro uma série de publicações em sintonia com Meditações Diárias. Minha gratidão aos autores!

(Sintonia: Cap. Auxílio em desobsessão, pg. 153 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Última matéria escrita no Cassino, ainda no inverno de 2013).

Caniço e junco, plantas resistentes e que se criam normalmente em áreas alagadiças, são diferentes de outras plantas que requerem mais cuidados, pois ambos se adaptam a situações adversas e desafiam intempéries e provas de toda a sorte. Caniços e juncos são vergados constantemente sob a própria estrutura e não se quebram…

O aluno que se prepara para ser sabatinado sobre geografia, para ter bom êxito nessa prova, certamente não se cercará de material didático e subsídios que nada tenham a ver com ‘essa’ matéria…

Para o restauro de um prédio, profissionais munir-se-ão de andaimes e de todo o aparato necessário a vencerem as provas da altura dessa edificação. Restaurado o prédio, esse aparato todo passará a ter-lhes menor importância…

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Para cada Espírito há, nas “muitas moradas da casa de meu Pai” situadas na imensidade cósmica, um local, um mundo apropriado, para que engatinhe e dê seus primeiros passos, expie e domine suas provas, apure suas qualidades e adquira responsabilidade na consciência. Ou seja, de acordo com o grau de evolução do Espírito, por amor e graça da Infinita Justiça e Bondade Divina e por força de um acordo ou contrato reencarnatório ele será ‘encaixado’ numa categoria de Planeta que ‘necessite’ e habitado por outros Espíritos de suas semelhantes características.

É muito relativa a classificação geral dos mundos em inferiores, intermediários e superiores: Um planeta de expiação e provas sempre será inferior a um de regeneração, mas será ligeiramente superior ao primitivo. Ou um planeta ditoso sempre será inferior a um celeste, mas sempre superior ao de regeneração e aos demais subordinados.

Comparado às alegorias, as provas pelas quais passam o caniço, o junco, o aluno em prova, os profissionais da restauração… serão as experiências que os Espíritos terão que vencer para cumprir etapas de sua presente vivência; vencidas essas provas, outras virão, e mais outras e que se não vencidas, desabilitarão o Espírito a uma ‘promoção’.

Expiados todos os ‘mal feitos’, tal qual plástica restauradora, vencidas como a galhardia do caniço e do junco as provas das várias intempéries e após o repouso das fadigas na regeneração, o Espírito precisará seguir adiante, apurando suas qualidades e incorporando, cada vez mais, a responsabilidade consciencial em mundos superiores.

É como se o Criador colocasse cada Espírito num escaninho e nesse recanto particular, nesse nicho, cada Espírito tivesse a plena consciência de todas as providências que tenha que tomar para seguir adiante, rumo à perfeição.

Fugir à luta das provas, contemporizá-las, preservar-se em uma redoma, esconder-se tão somente no recôndito abrigo do lar… é correr o risco de ser reprovado na oportunidade da reencarnação. Que bom que cada um fosse corajoso, forte, flexível, determinado… Como o caniço e o junco, para início de conversa!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. No domínio das provas, pg. 66 de o Livro da esperança, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, Ed. Comunhão espiritual cristã) – (Primavera de 2012).

Ainda sob o jugo da matéria, vive o homem num planeta de provas e expiações…

A partir do momento que se conscientiza que seu Espírito não retrograda, – não recua – ele se torna um aspirante. Ao acumular uma série de virtudes, preconizadas pelo Mestre no sermão da montanha, necessárias ao perfil do ‘homem de bem’, ele se candidata a migrar para mundos imediatamente superiores à Terra.

Mas, quem seriam esses candidatos a viver em Mundos Felizes? Todos! O homem poderá progredir muito rapidamente, imprimindo esforços nessa tarefa; poderá se atrasar um pouco ou bastante no mister, mas todos, indistintamente, criados perfectíveis, – passíveis de perfeição – são candidatos a essa promoção… Ou não seria Deus Infinitamente Justo e Bom! Não desejaria Deus que Seus filhos permanecessem em ‘turbulências’, mas que fossem todos aspirantes à angelitude!

Indivíduos poderão estagiar por longo tempo em suas incúrias, inclinando-se ao mal, mas indubitavelmente, terão a hora de seu estalo; clique, para ser mais atual! A partir do momento de seu clique, que poderá ocorrer para seu Espírito, mais hoje ou mais amanhã, acelerará sua evolução ou começará a aspirar a Planetas cujas características serão:

  • A partilha: Dá-se de conta o indivíduo que ele, único, será importante para todos os sete bilhões de também únicos do Planeta. Compartilhar seu talento para o progresso de todos, será uma regra básica;
  • De um eco-morador: Todos os seres do planeta, do minúsculo ao maiúsculo, do mais evoluído ao de degrau inferior e independente do ‘reino’ de cada um… serão capazes de ensinar a todos, gerando harmonia e bem estar;
  • De um indivíduo interior: Sua essência é o que importa; enaltece-se aqui o interior, em detrimento das vaidades exteriores. Num planeta onde o que importa é a moeda, o vestir, calçar, locomover-se… esse indivíduo – o candidato – tem consciência que todo o exterior um dia falecerá;
  • De individualidades responsáveis: A ninguém precisará mudar, mas tão somente a si; fará as coisas que competirem a si; a dos demais, esses as farão; julgará somente a si, já que todos os demais também têm suas consciências;
  • De criaturas intuitivas: Cada qual possuirá seu acervo intuitivo, próprio de seu degrau e à disposição de causas comuns; com suas habilidades ímpares, dedicar-se-ão à prevenção, à cura, ao consolo, serviço fraterno… Informarão coisas novas aos outros a respeito de velhos temas. Concorrerão para avanços, corrigendas e novidades que influenciarão idéias e a Doutrina;
  • De cidadãos honestos: Despidos de máscaras, camuflagens e simulacros, darão sua verdadeira cara à tapa; agirão na realidade do próprio degrau, o que os fará perceberem visível melhora moral; e
  • Uma trupe do Mestre: Candidatos à Regeneração formam uma grande Companhia Teatral, onde há funcionários, atores, camareiras, coadjuvantes, diretores… que dependerão uns dos outros, e onde todos – terra fértil – produzirão cem, sessenta e trinta por um…

Esse é o perfil do candidato que vive hoje junto a provações, porém de olho na regeneração e de mundos felizes, mais adiante.

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“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes…” (ESE, cap. III, item 17.)

(Sintonia mais expressões em itálico são do cap. Quem são os regenerados, pag. 69 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012).