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Somos “todos soldados”, com lápis, canetas, Words e idéias à mão. Não podemos esperar, pois “esperar não é saber” e “quem sabe faz” agora e não espera prá escrever.

Com as penas diremos não apenas palavras doces, mas, a duras penas, venderemos despretensiosos consolos. Sempre de plantão, sentenciaremos idéias, conquistaremos platéias…

Esperar para que, corajosos poetas se podemos agora fazer? Se somos plantonistas, socorristas, mercadores de invenções, sonhos, quimeras, juízos que atenuam dissabores, adoçam amargores… Que plantam amores!?

Debruçados sobre escrivaninhas, mesas, apoiados aos joelhos de nossas crenças, a cavaleiro de nossas idéias, concentrados ou no chuveiro, poderemos estimular o perdão, fazer oração, doar nosso coração.

Aplicar, quem sabe, em desavenças, descrenças, rusgas e pugnas de turrões o esbarrão de nosso mata-borrão…

Vamos nos emocionar, verter lágrimas, derramá-las, escorregá-las e deixá-las ir à direção do vidro tinteiro do ‘azul real lavável’… Vamos escrever, tingir de arco-íris páginas, borrar de cor, cinzas imagens, vamos dizer bobagens, acalentar friagens… Vamos:

Saudar poetas e suas coragens!

(Sintonia, Prá não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré) – (Outono de 2012).