Posts Tagged ‘Posição evolutiva’

copii1O colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir… (Emmanuel).

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Deveres – falamos aqui de ‘obrigações morais’ – estão intimamente relacionados à evolução de cada indivíduo: Enquanto que o estado evolutivo examinará a posição individual e suas possibilidades (intelectuais + morais), deveres sempre serão as incumbências ou tarefas que advirão desse já patamar de transformação.

Não estamos aqui falando de nada heróico, mas e tão somente que o colaborador do Cristo compromete-se com esse ‘Patrão’ de ser um cooperado que fará todos os esforços possíveis para retirar do “bom tesouro de seu coração”, todas as coisas boas que aí já armazenou e com as quais possa agir e servir.

A esse colaborador não se imporá tarefas para as quais ainda não esteja preparado ou que a sua evolução ainda não tenha sido contemplada.

Sempre que esse colaborador der exatamente o que já possui e que não tenha a pretensão de dar aquilo que ainda não tem, ele será considerado um obreiro atento: Ou focado exatamente nos deveres que a sua evolução atual lhe estiver cobrando.

Tudo é natural na Lei de Deus e o aprendiz do Evangelho – todos o somos! – entende que não só ele mas como todos os demais cooperados, cada qual colaborará com produtos que já saiba e possa produzir: É possível que num Centro Espírita o presidente da casa ‘também’ saiba varrer; mas também pode acontecer que o varredor ainda não saiba presidir…

Há mais de uma Lei Natural envolvida na presente questão: Além da de Justiça amor e caridade, há a liberdade de evolução – Lei de Liberdade; deverá haver o respeito ao progresso individual – Lei de Progresso; e, dicotomicamente, até os desiguais – desigualdade de aptidões ou talentos – deverão ser entendidos como iguais dentro da Lei de Igualdade, pois diferentes talentos, colaboradores de um todo.

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As melhorias dos indivíduos não se fazem ‘por decretos’; cada qual terá a liberdade de seu tempo; de evoluir mais ou menos rapidamente. O mesmo já não se dará com o dever, que será sempre dever, quer seja o colaborador estadista ou varredor.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Obreiros atentos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

imagePaulo se dirigindo aos Coríntios, assim se expressa: … Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo (I, 12:4). Emmanuel, aproveitando a citação, nos exortará: Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do infinito Bem. Coloca a Vontade divina acima de teus desejos, e a Vontade divina te aproveitará.

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Seria impensável todos ocuparmos posições iguais nos diversos círculos: familiar, voluntariado, social, partidário…

Todavia, se nossa posição será sempre ímpar e do aprendiz particularizado, comum sempre será a força que nos moverá, mormente quando estivermos atendendo aos imperativos do infinito Bem. Tal força é, nada mais, nada menos, que o mesmo Espírito divino ou a mesma genética divina que estará nos fortalecendo e impulsionando.

Cada qual operará com o dom que lhe é peculiar, fruto de uma evolução particular, mas todos revelando as qualidades divinas, pois que um mesmo Espírito nos encorajando.

Quem administra, comanda, dá ordens, instrui… como os que são administrados, comandados, obedecem ou são instruídos, cumprem, todos, posições que conquistaram por força de evolução própria, todavia todos serão movidos pelo mesmo Espírito e com uma finalidade comum, a do infinito Bem, pois que Deus é o Bem.

Pobres, fracos, doentes, aprendizes de hoje, serão os ricos, fortes, sadios, instrutores de amanhã, mas porque investidos de um mesmo Espírito ou bafejados por um mesmo hálito divino; aos primeiros não deverá faltar a resignação, humildade e a dignidade e aos últimos a generosidade, vigor e a contribuição de seus bens intelectuais e morais.

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Posições diversas; mesmo Espírito. Posições diversificadas, por força de aprendizados que farão evoluções também desiguais. Mesmo Espírito ou a mesma fonte, Paráclito, Protetor, defensor, incentivador, mentor ou como desejarmos designá-lo.

Com o mesmo Espírito, embora em posições diversas, sempre seremos aproveitados por nossa Divindade.

Nossa posição representa o tijolinho, sempre importante para um Deus que cria constantemente; o Espírito é o engenheiro da Obra toda!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Cada qual, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).

foto11“Moisés trouxe a missão da Justiça; o Evangelho, a revelação insuperável do Amor; e o Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade.” (Questão 271 de O Consolador).

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Quando Jesus chega trazendo a segunda revelação – a central – na qual o amor, a generosidade e a complacência deveriam cobrir a ‘multidão de pecados’ de uma adúltera, por exemplo, é possível que os caminhos, de Moisés até Ele, já estivessem ou devessem estar mais aplainados. Estaria aqui, instalada, a revelação do amor; ou este se sobrepondo à justiça.

Impossível se falar de amor a um povo cuja necessidade premente era a justiça, como imperativo seria não falar de ‘verdades inteiras’ a confrades que por hora necessitavam mais da lei da compaixão do que de uma veracidade explícita, visto que os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva.

Sendo que ainda hoje, a Justiça de Moisés não está implantada, a complacência de Jesus não foi bem entendida e ainda nos fazemos surdos às verdades do Espiritismo, é possível que somente quando a fraternidade – a religião do futuro, segundo Hammed – for implantada no Planeta, se estabeleça, em definitivo, a regeneração, evidenciando uma quarta revelação: A cada posição evolutiva, sua revelação!

Não tenhamos dúvidas que a fraternidade será o somatório de toda a justiça, mais o amor e mais toda a verdade praticados na Terra. Ou as três revelações como receitas para uma quarta!

Compreendemos também, dessa forma, que Moisés [não] transmitiu ao mundo a lei definitiva, mas que esta se adéqua constantemente à evolução deste mundo!

(Sintonia: Questão 271 de O Consolador, pg. 186, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).