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caminho do meio balança“… A paz legítima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição em que nos encontramos.” (Emmanuel).

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Como em dois pratos de balança (das antigas), o equilíbrio se firmará quando nossos desejos e os propósitos do Senhor a nosso respeito estiverem com pesos idênticos. Equilíbrio que gera a paz – a verdadeira!

Para obtê-la, fruto do equilíbrio dos pratos, convém fazermos considerações:

Nossos desejos – Possuímos, neste pobre Orbe, desejos diversos; inúmeras influências; aliás, influímos e influenciam-nos; temos bons e maus desejos; diante destes venceremos arrastamentos ou sucumbiremos; nossos pensamentos fermentam os desejos; e nossa liberdade arbitrará por quais optaremos, transformando-os em falas e realizações.

Propósitos do Senhor – O Criador, ao nos gerar Espíritos simples, mas fadados à angelitude, mantém expectativas a nosso respeito: Sim! Pois Ele tem seus desígnios; é esperançoso sobre o que criou. Não esperaria de nós?!

Nossa posição – Esse Pai-nosso respeita nossa vontade e nosso patamar evolutivo: possuindo caprichoso ‘sistema de informações’, tem ciência de nossa exata posição; de nossas possibilidades; ou do quanto podemos produzir em serviço, respeito e compreensão às demais criaturas.

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Se já entendemos que alguém só dá o que tem, quanto mais, nosso Pai dos Céus, tem desígnios ajustados a cada degrau. Tudo é natural e razoável no Seu Universo.

Valorizar oportunidades é render-nos às Suas expectativas. A paz é proporcional a esse equilíbrio; ou, proporcional ao bom uso de nosso potencial.

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 79 Sigamos a paz; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

copii1O colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir… (Emmanuel).

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Deveres – falamos aqui de ‘obrigações morais’ – estão intimamente relacionados à evolução de cada indivíduo: Enquanto que o estado evolutivo examinará a posição individual e suas possibilidades (intelectuais + morais), deveres sempre serão as incumbências ou tarefas que advirão desse já patamar de transformação.

Não estamos aqui falando de nada heróico, mas e tão somente que o colaborador do Cristo compromete-se com esse ‘Patrão’ de ser um cooperado que fará todos os esforços possíveis para retirar do “bom tesouro de seu coração”, todas as coisas boas que aí já armazenou e com as quais possa agir e servir.

A esse colaborador não se imporá tarefas para as quais ainda não esteja preparado ou que a sua evolução ainda não tenha sido contemplada.

Sempre que esse colaborador der exatamente o que já possui e que não tenha a pretensão de dar aquilo que ainda não tem, ele será considerado um obreiro atento: Ou focado exatamente nos deveres que a sua evolução atual lhe estiver cobrando.

Tudo é natural na Lei de Deus e o aprendiz do Evangelho – todos o somos! – entende que não só ele mas como todos os demais cooperados, cada qual colaborará com produtos que já saiba e possa produzir: É possível que num Centro Espírita o presidente da casa ‘também’ saiba varrer; mas também pode acontecer que o varredor ainda não saiba presidir…

Há mais de uma Lei Natural envolvida na presente questão: Além da de Justiça amor e caridade, há a liberdade de evolução – Lei de Liberdade; deverá haver o respeito ao progresso individual – Lei de Progresso; e, dicotomicamente, até os desiguais – desigualdade de aptidões ou talentos – deverão ser entendidos como iguais dentro da Lei de Igualdade, pois diferentes talentos, colaboradores de um todo.

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As melhorias dos indivíduos não se fazem ‘por decretos’; cada qual terá a liberdade de seu tempo; de evoluir mais ou menos rapidamente. O mesmo já não se dará com o dever, que será sempre dever, quer seja o colaborador estadista ou varredor.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Obreiros atentos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).