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foto-rosa-brnaca-05É muito antiga a tradição de se encomendarem ‘ofícios’ pelos mortos: Ainda hoje missas (de réquiem) de corpo presente, de sétimo dia, mês e ano de falecimento são celebradas a pedido de familiares. Autoridades paroquiais às vezes cobram por isso…

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A tal respeito, entretanto, Emmanuel nos informa que as cooperações post mortem a um Espírito bem amado que [nos antecedeu] na jornada do túmulo, se limitarão:

Às nossas orações: A esse respeito o Benfeitor nos dirá que a oração coopera eficazmente em favor do que partiu, muitas vezes com o Espírito emaranhado na rede das ilusões da existência material. Enviar a nossos amados que nos antecederam no desencarne, excelentes emanações, será importante pelo fato de que esse Espírito, que teve a morte do corpo físico decretada, poderá, de imediato, não desejar desligar-se das ilusões materiais. Nossas preces amorosas cooperarão sobremaneira para ajudá-lo a livrar-se de tais liames densos.

Nos momentos de repouso do corpo, quando poderemos nos encontrar com esses bem amados, nos será possível:

  • Despertar-lhe a vontade no cumprimento do dever: A evolução sempre dependerá da vontade de cada um. Evolução, pois, é individual. Não somente em encarnações benfeitoras, evoluímos; temos deveres a cumprir também como desencarnados…
  • Orientá-lo sobre a sua realidade nova: Se ainda materializados, nossos amados pensarão estarem encarnados… ‘Sacudi-los’, nesses momentos, lembrando-os que não mais pertencem ao plano físico e que precisarão seguir adiante, será a nossa grande cooperação.

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A morte do corpo físico não separa Espíritos; o intercâmbio, por meio de vibrações ou visitas sonambúlicas é incessante; auxílios, portanto, serão incessantes; as cooperações espíritas deverão ser menos ordinárias, grosseiras, ingênuas e mais efetivas, pois…

… Afinal de contas, Espíritos bem amados precisarão sentir nossa cooperação, também e principalmente em tais situações. Quer seja uma prece, um incentivo ou orientação, será sempre a rosa cândida que lhes ofertaremos a título de sufrágio…

(Sintonia com a questão 330 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

Diria certa vez o “pai e mestre da juventude”1, São João Bosco, aos seus meninos: “Em cada manhã entregue a Deus as ocupações do dia”… É possível que o santo desejasse dizer a seus jovens e à posteridade que nem sempre o indivíduo poderia estar compenetrado em oração durante a sua jornada, mas que poderia fazer de cada atividade, se assim o desejasse, momentos de oração…

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Orar em todas as situações não foge ao recomendado por André Luiz e Chico – totalmente sintonizados com Dom Bosco – quando informam que, sendo mista a jornada das pessoas ou estando elas felizes ou em sofrimento, perseverantes, amargas, trabalhando ou desocupadas, de compleições, situação ou humores diversos, ofendidas ou ofensoras… a oração será o grande momento de Luz em suas vidas:

  • Por que não consolidar momentos felizes com a felicidade da oração. Se felizes, por que não manifestar gratidão ao Criador por esse estado de alma?
  • No sofrimento é a hora de suplicar: “Pedi e recebereis”, avalizaria o Mestre interpondo-se entre as necessidades da humanidade e os sagrados anseios do Pai para com seus filhos;
  • Se já consigo ser perseverante em algumas virtudes, a oração sempre me escudará na continuidade dessa rota;
  • Se o meu dia não for o mais doce e amarguras diversas o azedarem, certamente que meu estado de oração poderá adoçá-lo;
  • Se, mergulhado no trabalho, seja ele assalariado, voluntário, apostólico, hobby… que minha oração seja não a de mãos postas ou introspecto, mas a de mangas arregaçadas;
  • Se for eu forte ou débil, alto ou baixo, magro, gordo, moço, velho… que meu estado de oração me nivele a todos os filhos de um Pai que sabe qual a idade de cada Espírito e que este é o importante e não as aparências;
  • Que em momentos de oração, pobres ou ricos, importantes, simples ou simplórios… estejam todos igualados pelas comuns necessidades próprias do Orbe Terrestre; e que
  • Em momentos de oração estejam reunidos ofendidos e ofensores, rogando, louvando e agradecendo ao mesmo Pai. É a hora de aparar arestas. A oferta do trabalho, depositada no ‘Altar do Senhor’, terá muito mais valor se primeiro os envolvidos com a questão perdão demonstrarem boa vontade de avanços para a reconciliação.

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Ore sempre, é a orientação dos ‘santos’ de todas as épocas. Ore sempre e em qualquer situação, do despertar ao adormecer. O despertar devolve o Espírito ao corpo do trabalhador para uma jornada de parceria. No adormecer há o repouso do veículo físico e a libertação da alma para o tipo de serviço que o indivíduo desejar…

(1. Título conferido a São João Bosco pelo papa João Paulo II. Sintonia: Cap. Momento de luz, pg. 41 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).

“A intenção é tudo” é a expressão utilizada por Kardec na questão 658 de O livro dos Espíritos, quando se reporta à oração: “A prece é sempre agradável a Deus quando ela é ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele…”

Todos os meus atos e aí incluo a prece, ao brotarem de meu coração, serão submetidos a uma triagem: A intenção de meus atos irá agradar ou ‘desagradar’ a Deus se possível fosse desagradar a Onipotência.

Minhas rogativas e todos os demais sentimentos que não ferirem a caridade tornar-se-ão agradáveis a Deus, caso contrário, em nada contribuirão na minha romaria à perfeição.

Minha mente, entretanto, através do pensamento, poderá não questionar, ‘censurar’ ou inquirir os desejos de meu coração, simplesmente os enviará, operando como um centro de mensagens…

Se eu me permitir um trabalho conjunto de coração e razão e havendo uma afinidade de ambos na direção do bem, estarei depositando no coração do Pai as minhas boas intenções.

O bem que eu realizar para alguém poderá assim não ser interpretado. Deus, porém, assim o interpretará e computará em seus Divinos Arquivos, dado minha boa intenção; e no livro crédito/débito de minha consciência lá estará registrado: Crédito!

Não posso menosprezar fórmulas de preces, caso contrário estaria relegando a um segundo plano o Pai Nosso, a Prece de Cáritas, a Oração da Paz… O que o Codificador deseja me alertar é que no momento em que ‘leio’ o Pai Nosso, o deverei recitar mais com o coração e com o pensamento do que com os lábios.

Vivendo num Planeta de Provas, a prece tem o poder de restituir a fé e a confiança aos desafetos mais ferrenhos que possa haver… Afinal, através da oração do perdão, nenhum desafeto resistirá, pois o Pai, Jesus, a Espiritualidade Amiga e as Forças da Natureza empenhar-se-ão na aproximação dos ‘estremecidos’, já que ambos fazem parte de uma mesma Natureza e de um mesmo ‘Projeto Divino’.

Cada momento de minha vida exigirá uma prece diferente: Nas mágoas, suplicarei compreensão; nas aflições, tranqüilidade; sob intensa dor, solicitarei alívio físico ou moral; nos momentos de expectativas solicitarei soluções; nas perdas, resignação; nas injustiças, avaliarei que só Deus é totalmente justo; e naqueles momentos de paz e alegria, agradecerei e bendirei ao Pai. O importante é avaliar, compreender e aproveitar o momento e desejar, de coração, compartilhá-lo com minha Divindade através da prece.

O homem de bem, aquele que retira boas coisas do bom tesouro de seu coração, em suas orações também terá boas coisas para dizer a Deus, independente da situação, pois afinal…

…A intenção é tudo para Ele…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. O hábito de orar, pg. 113 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

Desleixar a oração é tal qual a mulher ou o homem abandonar o asseio próprio. Uma alma em prece assume uma ‘aparência vaidosa’. Doses ‘exatas’ de vaidade são necessárias ao corpo e ao espírito.

Se o homem deixar de raspar ou aparar sua barba, descuidar os cabelos, afeitar o bigode, logo passará um atestado de relaxamento; se descuidar suas roupas, de molambento.

E imaginar uma mulher ‘desarmada’ do batonzinho? E as roupas e sapatos ‘démodé’?

Se os cabelos estiverem com raízes brancas, aí sim, a coisa pega! Diz o ditado popular que mulher não fica velha; fica loira…

Quando todos esses sintomas aparecem na vida de mulheres e homens é porque o desleixo lhes bateu à porta… Sua auto-estima faliu!

A falta da prece é o desleixo espiritual e essa descontinuidade poderá acarretar a doença do espírito em trânsito por este Planeta.

Que tal uma alma bem apresentada, saudável, vigorosa… Sem raízes brancas?

A oração é a tintura de boa qualidade que lhe proporcionará não só a coloração harmoniosa como o tonificante necessário.

Assim como o asseio pessoal requer um conjunto de medidas, o asseio da alma também exige vigilância e oração. Desleixar a prece é “abandonar a si próprio ao vendaval das forças negativas”.

(Sintonia e citação são do cap. Nosso porto seguro, pg. 71 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).

O número era este, 21-1033 e minha velhinha é quem lembra mais destas coisas. O aparelho era daqueles antigos; ‘exigi’ um que fosse de cor verde e foi a primeira linha telefônica que adquiri, pelos idos de 1985. Na época, possuir uma linha da antiga CRT era um sonho; mas a minha tratava-se de uma transferência, pois a pessoa que a fez estava necessitada.

Através da benesse recém adquirida, poderia regozijar-me, solicitar favores e realizar agradecimentos a todos os meus amados e… também eles poderiam me ‘retornar’ todos esses itens.

A partir daí, com filhos pequenos ou em idade escolar, problemas seriam solucionados; solicitação de serviços e pedidos seriam feitos; comunicar-me-ia – traduzam em namorar, se o desejarem! – com a amada por ocasião de periódicos plantões em meu serviço (escalas).

Hoje essas comunicações atingiram um patamar formidável. Além do telefone fixo, há uma diversidade de operadoras de telefonia móvel que satisfaz a todos os gostos, além, é claro, da internet com todas as suas páginas de relacionamentos, umas ótimas, outras nem tanto…

O fato é que o homem, em todos os tempos, procurou se comunicar e seja em tempos remotos, desde os ‘sinais de fumaça’ e dos chasques – mensageiros – até os estupendos meios de hoje, ainda a humanidade continua realizando, através das comunicações, os seus anseios básicos: Regozijar-se, pedir, agradecer.

A comunicação que me chega do Alto, também é assim, pois Deus em sua Infinita Bondade coloca à minha disposição e da humanidade um canal – sem fio – que sempre esteve, está e estará constantemente disponível… Bilateral, essa linha à disposição de todos, transmite e recebe todos aqueles anseios básicos que acima citei, ou seja, os regozijos, pedidos e agradecimentos se realizam ‘de cá para lá’ e vice-versa.

Com Telefonistas muito simpáticos, atenciosos e amorosos, Deus Pai está sempre atento aos louvores, rogativas e gratidões.

“A oração – me diz o Dr. Bezerra de Menezes – é o telefone de acesso direto ao nosso Pai Celestial e o meio pelo qual Ele responderá às nossas” louvações, pedidos e agradecimentos.

Mais perto de Deus, utilizando-me desse tráfego de informações, ficarei mais forte e “em melhores condições de lutar e vencer”…

Como começou a acontecer através do 21-1033, na década de oitenta, que me proporcionou começar a ficar mais perto de meus amados e a obter adjutórios em solução de problemas, alguns muito simples, outros complicados.

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Mais perto de Deus, pg. 28 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono muito frio de 2012).

Querido Deus de poder absoluto e de imensurável grandiosidade, talvez assim não Te deseje ver neste momento de recolhimento e oração… Como poderia assim Te vislumbrar, visto que na intimidade de minha súplica Te trato por Tu?

Prefiro imaginar-Te onipotente sim, mas onipotentemente justo e bom visto que todos os teus emissários assim se referiram a Ti… Nenhum deles conseguiu passar Tua imagem de uma forma divergente dessa:

  • Teu próprio filho não filosofava nas praças a respeito de todos os atributos que possuías, mas referia-se a um Pai Nosso que possuía sim um poder, mas que, sobretudo, possuía uma imensa bondade; um Pai que desejava que o sol se fizesse diariamente para bons e maus; um Pai que em zelando pelos seres menores da criação jamais deixaria de reparar seus diletos filhos;
  • Francisco de Assis desejou mostrar a Tua onipotente bondade e harmonia através dos efeitos da natureza… Esse querido Chico – o de lá –abandonou a opulência de suas posses, desejou confundir-se com a bondade de Tua criação e tornar-se um instrumento de Tua paz, amor e perdão;
  • E o nosso Chico de cá – o de Pedro Leopoldo, candidamente bom e justo que nem Tu – em uma de suas máximas, talvez a mais acertada dizia, referindo-se ao poder que “quem sabe, pode muito, mas quem ama pode muito mais”. Quem teria na passagem do segundo para este terceiro milênio vivido sua última encarnação exatamente dentro desta máxima?
  • Querido Deus, a onipotência de Tua bondade me faz lembrar a freirinha de Calcutá que com seu metro e meio de matéria e imensidão de alma amorosa dizia a um repórter que “nem por todo o dinheiro do mundo deixaria de fazer o que fazia” quando este lhe argumentava que não realizaria as tarefas da madre por nenhum dinheiro;
  • E o outro indiano, meu Pai! Mahatma Ghandi idealizou e fundou o moderno Estado Indiano através do processo de não-violência;
  •  Permite-me, Pai Bom, reverenciar e recomendar-me a Kardec que apesar da grandiosidade – e por que não dizer potência da terceira revelação –, norteou-a através da máxima fora da caridade não há salvação, renovando e remendando sentenças morais enxovalhadas com os vícios da idade média;
  • Emociona-me, Pai Querido quando o grande Apóstolo da Juventude – São João Bosco – acolhia embaixo de suas asas, jovenzinhos das camadas mais carentes de Turim e preceituava da mihi animas, coetera tolle – Dai-me almas e ficai com o resto -; apesar de todas as carências materiais, Bosco preocupava-se tão somente em manter seus pupilos com as almas saudáveis.

Que poder é este, meu Pai, que provém tão somente do amor? Tenho a absoluta certeza que todos os mensageiros, aqui citados ou não – arremedos comparados a Ti – me possibilitam medir não o teu poder, mas a tua onipotente justiça e bondade.

Guarda-me sempre e consente-me transformar-me, também, ao menos numa cópia grosseira de Tua justiça e bondade.

Com Tua bondosa anuência, que assim seja!

(Finalzinho do inverno de 2011, preparando estudo sobre os Atributos da Divindade) – Pub ‘O Clarim’, Mar 2012.