Posts Tagged ‘Preconceitos’

diversidadeSomos iguais, dentro de nossas diversidades.

Somos ‘naturalmente normais’ dentro de nossas livres escolhas.

Ao afirmamo-nos naturais, não deveríamos nos intitular normais porque o primeiro pressupõe o segundo. Pouco adiantados, ainda, ou pouco firmes de nossa naturalidade, dizemo-nos ‘normais’…

A crítica aceitável sobre diversidade não pode prever preconceito, exige-nos sabedoria.

Dessa forma, preconceito é uma crítica injusta ou somente ‘justificada’ pelo orgulho e sua ‘corte’.

Doutrinariamente, perante Deus, somos todos iguais, pois que sujeitos às mesmas Leis divinas, – apropriadas a cada Mundo – Normas morais essas que nos conduzirão, mesmo que compulsoriamente, à perfeição: Ela é o nosso ‘fim!’

Quando compreendermos que o Espírito comanda nosso corpo e não o oposto, nos entenderemos todos iguais: pois brancos ou negros, ricos ou pobres, esguios ou nem tanto, homo ou heterossexuais, homens ou mulheres… possuímos um Espírito assexuado que enverga um corpo alternado, necessário e apropriado à busca da finalidade principal.

Todo o esforço, toda a luta, todo o trabalho, na busca da excelência moral é realizado pelo Espírito, sendo que o revezado corpo, situação, ou opção, pouca influência exerce na busca de tal pureza.

Se somos iguais naturalmente, não o somos nas aptidões que dependerão de uma série de fatores: Espíritos criados a mais ou menos tempo; com maiores ou menores aquisições; e com maior ou menor “vontade de obrar.” Aqui raças, credos, opções, situação, pouco influenciará, pois o essencial será o esforço próprio, o trabalho edificante, a iluminação de si mesmo.

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“O verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada Espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço.” (Emmanuel).

(Sintonia: Questões 132, 618, 803 e 804 de O Livro dos Espíritos; e questão 56, aspecto científico de O Consolador, ditado por Emmanuel a Francisco Cândido Xavier).

(Minhas) verdades sobre o Facebook têm origem na queixa que querida amiga virtual colocaria outro dia naquela página de relacionamento referindo-se às ‘mediocridades que lá são publicadas’ e também a expressões grotescas de pessoas – cultas – ao se referirem ao ‘face’ tal como ‘esse tal de Facebook’… Minhas verdades aqui expostas poderão ser também as tuas, ou não. Cada um possui as suas, mas quando estas entram num consenso esse senso comum deveria ser avaliado:

  • Pessoas heterogêneas, – medíocres, medianas ou cultas – se utilizam do Facebook… Conseqüentemente também as publicações – status, links, comentários, imagens… – serão heterogêneas, de nenhuma, pouca ou muita qualidade;
  • Pessoas cultas que não fizerem uso desse espaço para realizar boas publicações, estarão cedendo à mediocridade, um espaço que poderia ser destinado ao bem;
  • Usuários, a partir do momento que publicam suas idéias, informações, links, status, imagens… precisarão se responsabilizar por esses atos e estarem abertos a críticas, a favor ou contra. Essas pessoas, normalmente se utilizando da primeira pessoa, falam por si e dão suas caras a tapa;
  • Cada pessoa faz do ‘face’, de acordo com a sua índole, necessidade, aspirações, interesses, o instrumento que desejar;
  • Pelo ‘face’ eu poderei ‘afundar’ uma pessoa ou um grupo, mas também o poderei utilizar como instrumento de promoção do bem estar, do entretenimento sadio, do apostolado…
  • Já aconteceu de eu estar muito mal e ser consolado por amigos que só conheço virtualmente. Como também já aconteceu de eu fazer intensivas junto a queridos amigos virtuais ou não, sabendo que eles não se encontravam muito bem;
  • Pessoas usuárias do ‘face’ – como também de outras páginas – não poderão ser estigmatizadas, visto ser um instrumento de dupla via; e
  • Finalmente – e o pior – já ouvi pessoas falando mal do ‘face’ sem dele serem assinantes, sem conhecê-lo!

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Quem já não ouviu a expressão ‘conheço até seus pensamentos’? Na verdade, força de expressão à parte, pensamentos são divinos segredos…

…O pensamento é a única forma segura e privada de expressão. No momento que me faço ouvir, ler, interpretar, publico, curto, compartilho, replico, treplico… passo a compartilhar minhas idéias com pessoas heterogêneas: O preço da democracia!

Não há exposição no pensamento… Enquanto não os exponho serão segredos somente meus.

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Por ocasião de meu aniversário, da centena de abraços e congratulações que recebi, uma pequena parte foi fisicamente, em recepção que realizei, mas a sua grande maioria foi pelo Facebook… Onde estaria a mediocridade nisso!? Poderão vocês avaliar a minha felicidade e gratidão?

Os ‘arquitetos’ do mal possuem tanta inteligência quanto os do bem… Suas ‘artes’ é que são de sentidos opostos!

(Fotos: Homenagens feitas pelo Facebook, 1. Por Euridice Santana; 2. Por Inacelita Damasceno, queridas amigas do face as quais só conheço virtualmente.

(Primavera quente de 2012).