Posts Tagged ‘Presunção’

Meu orgulho mora na torre mais alta do castelo de minha vida.

Particularmente, tenho muita dificuldade em administrar e compreender o orgulho dos outros, pois o meu não permite.

Meu orgulho, em mirante espetacular só olha de cima para baixo e vê coisas e seres pequenos, insignificantes.

Meu orgulho possui um irmão gêmeo – chamado egoísmo – que mora com ele em seu prazeroso castelo.

Meu orgulho está sempre acompanhado da donzela vaidade que, caprichosa, sempre influi em suas atitudes.

Meu orgulho possui também outras companhias: a arrogância é uma balzaquiana que não se dobra; a soberba é quase sua irmã ou ao menos em muito se lhe parece. Há ainda outras jovens ou nem tanto que compõe o seu séqüito, como a presunção que lhe toma conta da agenda, o controlador na ‘pasta’ da hipocrisia e o perfeccionista ‘quase’ pudico.

Nas cercanias do castelo de meu orgulho – num ‘ladeirão’ – há um vilarejo onde moram personagens humildes e fraternos: meu orgulho não se relaciona muito bem com essa ‘estranha’ vizinhança.

Meu orgulho dita normas de bem proceder que, na verdade, só não conseguem normatizar a sua vida.

Meu orgulho tem carro bom e quase que intocável: não é desses utilitários que carregam pessoas necessitadas por ruas esburacadas a qualquer hora da noite; ‘ambulância’, nem pensar!

Meu orgulho doutor em regras de trânsito é, na maioria das vezes, inflexível, não admitindo exceções, tão pouco falhas alheias.

Meu orgulho, quando confronta guardadores, catadores, frentistas, lavadores… os considera todos subempregados e servis acomodados. Moedas para eles só as pequeninas; a que possui a ‘República na cara’, nem pensar! Uma palavra boa é perda de tempo com esses ‘desocupados.’

* * *

Perguntamo-nos, então, como encaixar a humildade em a côrte do orgulho? Todos nós sabemos que o mais salutar será depormos o monarca!…

(Verão de 2012; reescrito em 9 de abril; outono de 2018).

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Meu orgulho mora na torre mais alta do castelo de minha vida;

Particularmente, tenho muita dificuldade em administrar e compreender o orgulho dos outros, pois o meu não permite;

Meu orgulho, em mirante espetacular só olha de cima para baixo e vê coisas e seres pequenos, insignificantes;

Meu orgulho possui um irmão gêmeo – chamado egoísmo – que mora com ele em seu prazeroso castelo;

Meu orgulho está sempre acompanhado da donzela vaidade que, caprichosa, sempre influi em suas atitudes;

Meu orgulho possui também outras companhias: A arrogância é uma balzaquiana que não se dobra; a soberba é quase sua irmã ou ao menos em muito se lhe parece. Há ainda outras jovens ou nem tanto que compõem o seu séqüito, como a presunção que lhe toma conta da agenda, o controlador na ‘pasta’ da hipocrisia e o perfeccionista ‘quase’ pudico;

Nas cercanias do castelo de meu orgulho – num ‘ladeirão’ – há um vilarejo onde moram personagens humildes e fraternos; meu orgulho não se relaciona muito bem com essa ‘estranha’ vizinhança;

Meu orgulho dita normas de bem proceder que, na verdade, só não conseguem normatizar a sua vida;

Meu orgulho tem carro bom e quase que intocável… Não é desses utilitários que carregam pessoas necessitadas por ruas esburacadas a qualquer hora da noite; ‘ambulância’, nem pensar!

Meu orgulho doutor em regras de trânsito é, na maioria das vezes, inflexível, não admitindo exceções tão pouco falhas alheias;

Meu orgulho quando confronta guardadores, catadores, frentistas, lavadores… Os considera todos subempregados e servis acomodados… Moedas para eles só as pequeninas; a que possui a ‘República na cara’, nem pensar! Uma palavra boa é perda de tempo com esses ‘vadios’.

Amigos queridos, se passarmos os olhos nas constatações da crônica acima – e lhes pedimos que o façam com naturalidade -, certamente nos identificaremos em mais de um item. O meu orgulho ou o nosso orgulho não é coisa de hoje e sua comitiva o acompanha ao longo de nossas diversas encarnações.kjdfgh

“Todos (os espíritos inferiores e imperfeitos) têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício não concorre o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?” nos responde de forma categórica a questão 559 de O livro dos Espíritos. Todos, de pequenos, médios e grandes talentos, somos responsáveis pela melhoria do Planeta, mas somente a humildade nos fará perceber este poder de transformação. A humildade e a disponibilidade de nossas habilidades, nesse caso, deverá ser tal qual o farol que iluminará a caminhada de nossos parceiros, porém o roteiro será, inevitavelmente, traçado por cada um.

Em uma unidade de saúde há diagnósticos clínicos ou geriátricos que só terão total sucesso com o concurso da fisioterapeuta, anônima e muitas vezes relegada ao segundo escalão do posto médico; e o fracasso do cirurgião experiente se faria se os instrumentos não estivessem religiosamente esterilizados.

É mais construtiva a humilde colaboração dos pequenos empreendedores do que a empáfia dos grandes gênios.

As pessoas humildes chegam à nossa praia e vão logo nos convidando para jantar; os abonados chegam à orla já comendo o nosso lanche.

Quando abordam o tema Orgulho, à pg. 31 de As dores da Alma, Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed dizem que “nosso orgulho quer transformar-nos em ‘super-homens’, fazendo-nos sentir ‘heroicamente estressados’, induzindo-nos a ser cuidadores e juízes dos métodos de evolução da Vida Excelsa e, com arrogância, nomear os outros como desprezíveis, ociosos, improdutivos e inúteis.” Ou seja, o nosso orgulho do alto de sua torre, nada construirá, pois só verá o que lhe convém. Julgará, mancomunado com seu séqüito, que todo aquele Zé povinho do ladeirão, nenhuma utilidade tem para o paço em que pensa reinar.

Perguntamo-nos, então, como encaixar “o último dos serventes” nessa corte tão perversa? Todos nós sabemos que o contrário é mais salutar: Depor o monarca!

(Verão de 2011/12) – Pub O Clarim Jun 2013.

Conta o mito grego que certo dia Dédalo, pai de Ícaro incentivou-o a voar. Embora contrariado, o filho não resistiu ao assédio do pai e começaram a construir asas com penas rigorosamente escolhidas, amarradas com linho e fixadas com cera. Antes da aventura do vôo a recomendação do pai: ‘Não voa tão baixo para que não te molhes no oceano e nem tão alto para prevenir-te dos raios solares’. Encantado, Ícaro desobedece ao pai, alça altos vôos e o calor solar derrete-lhe a cera das asas. Ícaro seria precipitado nos abismos oceânicos…

Talentos e faculdades são ímpares; cada qual possui os seus. É bem verdade que, na maioria das vezes indivíduos se agrupam dentro de suas vocações, para desempenho de funções. Isto não significa que, dentro de um hospital, por exemplo, todos tenham a ‘presunção’ de ser o melhor… Haverá o melhor, o mediano e o pior.

Para que o grupo se liberte da presunção é importante que cada indivíduo considere o seu patamar de evolução profissional, intelectual, moral…

Reconhecer, entretanto, que estou pisando degrau inferior, não significa que eu deseje permanecer ‘nesse’ degrau.

Os degraus superiores, ocupados por meus semelhantes, não deverão ser motivo de inveja, mas de ‘santa cobiça’ poderão sê-lo!

Cobiçar espelhar-me nos mais esforçados, cobiçar não ficar marcando passo na minha atual evolução, essa é a ‘santa cobiça’!

Não se galgam degraus de dois em dois, tão pouco apoiado nas costas alheias e muito menos aqueles para os quais eu não possua competência… A naturalidade, nesse caso é a melhor receita.

Toda a vez que eu aspirar direitos ainda inatingíveis para mim eu poderei estar ‘encerado pela ilusão’; pelo contrário, os deveres sempre alavancarão a minha ascensão…

Ícaro quis demais e tudo perdeu… Não é recomendável entregar-me às inclinações desse complexo!

(A sintonia é do cap. O vôo de Ícaro, pg. 113 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Sempre que se fala em educador, se tem a nítida compreensão da pessoa unicamente responsável pela formação de pessoas… Há controvérsias!

“Do latim ‘educare’, que significa auxiliar, conduzir, possibilitar”, educar significa colaborar com aquele que está querendo ‘se’ educar.

Da mesma forma que Orientadores Espirituais tentam mostrar o melhor caminho moral, o caminho quem percorre é ‘cada um’; e ‘sozinho e Deus!’

Cabe no assunto dizer que um palestrante, expositor, escritor… Não deverá ter a pretensão que sua oratória atinja multidões. Muito pelo contrário, se atingir meia dúzia de ‘ovelhas’, estará excelente; também, se atingir uma só, o objetivo estará cumprido.

Ninguém salva almas, mas almas ‘se’ salvam. No máximo são auxiliadas a se salvarem!

Educadores, escritores, palestrantes, expositores – influenciadores em potencial -, deverão, junto ao âmago de sua sinceridade e humildade, esboçar o que desejarão para sua atividade: Se contribuir, colaborar, conduzir, influir, possibilitar ou se, e tão somente… ‘Cartaz’!

Se este último, estará totalmente na contramão de ‘educare’…

Há flores que crescem em penhascos inatingíveis. E porque ninguém as admira, deixam de ser exuberantes? Precisam elas de ‘cartaz’?

“Faça aquilo que há de melhor em você e entregue o produto de seu trabalho nas mãos d’Aquele que sabe o que fazer com o resultado”.

 (Sintonia e expressões em itálico são do capítulo Presunção, pg. 61 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012; calorzinho prá bermudas!).