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“[… Desejar] não basta à realização. Tudo, nos círculos da Natureza, obedece a espírito de seqüência.” (Emmanuel).

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Entre o desejar e a realização há uma série de etapas que exigem continuidade.

A mãe Natureza é exemplo de seqüência: entre a semente pequenina e a safra, há etapas sucessivas importantes; entre a nascente e a grande catarata, foz ou delta, quantas peripécias das águas!

Jequitibás, oliveiras milenares, cedros majestosos, um dia foram frágeis; formações rochosas precisaram de sucessivos abalos das camadas da Terra; tubarões, elefantes e cavalos estupendos vieram de minúsculas células.

São os grandes ensinamentos da Mãe ao homem, aprendiz das questões morais:

Não trabalhamos porque somos santos; buscamos santidade através do trabalho; não somos, ainda, curadores: curando-nos, na seqüência, poderemos sê-los!

Afastando-nos do inferior, compreenderemos o conhecimento superior; nossas edificações espirituais ainda estão na base: desta para cima, tudo é continuação.

Sempre que não obedecermos a seqüências, nossos projetos ruirão; lanços precisam ser cumpridos!

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A fábula dos três porquinhos é educativa: as casas construídas com palha e madeira foram vulneráveis. Mas o projeto da casa de tijolos salvou os três irmãos da fúria do lobo mau: nas duas primeiras não houve planejamento nem seqüência que lhes desse segurança; na terceira houve planejamento, previdência e seqüência!

Todos os grandes projetos incluem a humildade de certas tarefas: estas estão incluídas numa seqüência. Ou, pequenas tarefas, bem realizadas, são chamariz para grandes triunfos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 118 Em nossas tarefas; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

Apesar de muito tênue a linha que separa a preocupação da previdência há que se considerar que uma e outra apresentam aspectos diferentes. Enquanto a primeira é patológica, doentia, a segunda é salutar.

Quando, entretanto, me preocupo comigo, por mais doentio que possa parecer, é menos grave que preocupar-me ‘com a vida’ dos outros. Há diferença, portanto, em preocupar-me ‘dos outros’ com preocupar-me ‘com os outros’.

Verificando, então a grande distinção:

Preocupação – “[O indivíduo] por mais que se preocupe, a reunião de todas essas [suas] preocupações não poderá mudar coisa alguma em sua vida.” O maior antídoto para os preocupados é tentar seguir o ritmo da natureza; os plátanos, os álamos, as parreiras, por exemplo, começam a perder suas folhas nesta época e somente as terão de volta lá por meados de setembro, ou seja, uns 180 dias, num processo lento e despreocupado.

Previdência “É importante não confundirmos preocupação com prudência ou cautela. A previdência e o planejamento são desejos naturais dos homens de bom senso.” Lembram do ritmo da natureza? É válido também aqui: Os mesmos plátanos, álamos, parreiras e outros, quando perdem suas folhas, já providenciam os embriões que lhes proporcionarão adquirir novos brotos e folhas quando o setembro vier.

Preocupação e previdência – e todas as demais situações da vida – deveriam sempre seguir o ritmo da Natureza: Devagar e sempre! De mais a mais a Mãe Natureza não dá saltos…

(As expressões em itálico são do livro As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Final do verão de 2011/12, juntando muitas folhas de plátanos, álamos e parreira).