Posts Tagged ‘Provações’

“Se as provas te encarceram nas grades [sufocantes] do dever a cumprir, tem paciência e satisfaze as obrigações a que te enlaçaste!” (Emmanuel).

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Não estamos vivendo num Planeta desta categoria porque somos bonzinhos; muito menos porque o fomos em outras vivências… Muito pelo contrário!

Vivemos numa espécie de cárcere padrão, daqueles desejáveis em muitos Países de nosso pobre Orbe, onde precisamos trabalhar, servir e ressarcir. Melhor expressando-nos, “ressarcir-nos!”

Pegando carona na orientação de Emmanuel, damo-nos conta que os grilhões e grades de tal cárcere nos são impostas por nós próprios, ou materializados por nossa consciência quando reconhecemos os maus feitos pregressos; e que o constrangimento que tal circunstância nos impõe é necessário e faz farte de uma vergonha que sentimos e da vontade de não mais tê-la.

Há, então, um dever a cumprir, equívocos a serem consertados, visto havermos reprovado no ano anterior:

Melhor repetir esse ano com paciência ou repulsa?

Paciência, exercício diário, é o indicativo de que estamos determinados; a repulsa poderá nos convidar a ‘trepetir’ o ano escolar.

A paciência nos propõe entendermos os porquês de nos enlaçarmos em tantas teias; os equívocos pretéritos diversos.

Ninguém nos enlaçou em tais dificuldades: nós o fizemos!

E é este cárcere padrão, educandário, reformatório, escola… adequado para revermos nossas obrigações: mas tudo com paciência, resignação, entendimento; sem repulsa.

Que esse cárcere padrão nos seja benéfico!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 129 Guarda a paciência; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2018).

sandalia1No Mundo desarrumado em que vivemos, é comum nos expressarmos: “Minha vida está um caos; que momento infeliz vivo!…” Esquecemo-nos que estamos num Planeta doente e que o próprio Rabi já nos houvera advertido: “… Qualquer que não levar a sua cruz (…) não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:27).

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Sem sombra de dúvidas, “levar a sua cruz” faz parte dos padrões do Senhor. Emmanuel afirmará que a vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma, para com a família de corações que se agrupam em seus sentimentos, e para com a Humanidade inteira:

  1. “Conhece-te a ti mesmo” é tarefa assaz difícil; perdoar-nos e prosseguirmos, é missão crucial; ainda na linguagem do Benfeitor, chegamos a este Mundo e dele partiremos “sem nada e sem ninguém”; e embora emparceirados, somos artesãos únicos de nossa evolução… E isso não significa “levar a sua cruz?”
  2. Emparceirados à nossa família ou a outro grupo amado, onde cada um possui individualidade, problemas ímpares e evolução diferenciada, resultará numa convivência heterogênea: A legítima faca de dois gumes, onde, se soubermos “levar a cruz” ficaremos robustos; mas se não soubermos, a família, o grupo, quebrará…
  3. Numa Humanidade desenvolvida intelectual, mas frágil moralmente, mais que discursarmos, será imperioso “levarmos a nossa cruz”; passando tal testemunho. Se o Mestre nada escreveu, falou o ‘suficiente’, mas agiu muito, seus padrões estão explícitos!

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“Levar a sua cruz” é, segundo Emmanuel, a aceitação dos impositivos do bem e obediência aos padrões do Senhor.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 58 Discípulos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

fibromialgia-a-dor-de-viver-cansadoPerante desastres, provações, enfermidades, flagelos em geral, que tipo de lágrimas rolam em minhas faces? São de emoção, de pena ou de compaixão? Se de compaixão elas já conseguem arrancar de mim indagações e atitudes que me levem a ações efetivas?

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Perante aflições, poetas já disseram algo como “a dor é a maquiagem da alma”, “a dor é um santo remédio”. O Poeta e Filósofo maior, entretanto, disse, no sermão do monte a frase de maior impacto: “bem aventurados os que choram porque serão consolados” (Mateus 5:4).

E porque Deus, – Seu e meu Pai -, tem seus Divinos caprichos a respeito de minhas dores, não está a Espiritualidade Amiga alheia a todos os desconfortos por que passo, mas, e tão somente deixa que se cumpra a sagrada lei da causa e efeito, característica perfeita da Justiça e Bondade Divina.

Ora, se hoje choro, é porque algum dia já ri demais – e à toa; se hoje estou na penúria, tumulto ou infortúnio é porque algum dia bastança, calmaria, ventura e sucesso já me fizeram costado.

Não há injustiça em que os Benfeitores de Deus, deixem comigo a desventura até o momento necessário para que surta o efeito das Divinas Intenções do Pai.

Se nublado está o dia, sou categórico em afirmar: ‘Não tem sol!’ Uma meia verdade, pois poderá ele não se mostrar, mas há sempre. A nuvem que encobre o sol é como a dor que esconde de mim velada e caprichosa proteção Divina, evitando o mal maior. Acima da dor e acima das nuvens, estão Deus e o sol realizando sua tarefa diária.

Sol acima das nuvens e consolação após a aflição não deverão ser vistos com olhos de ver, mas com os da resignação, até porque a dor é também o instrumento da Justiça e Bondade Divina sentenciando a causa e efeito.

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Qualquer seja a vicissitude é ela a forma mais velada, zelosa e caprichosa, com a qual Deus me previne de um mal maior.

Por que a estrada bloqueada impediu minha viagem? E ao vôo de ontem, por que não cheguei a tempo? E a filha querida de meu amigo, por que ‘partiu’ tão cedo? Por que a calamidade invadiu minha casa e tive que recolher minha família para o abrigo?… E vou acumulando porquês ante minhas vicissitudes, muitas vezes não as entendendo como instituto de tratamento e Divinas Prevenções do Caprichoso Pai.

(Sintonia: Cap. Instituto de tratamento, pg. 37, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

cutucar

Um sábio já disse que “na raiz do problema poderá estar a sua solução”. Como problemas abundam neste Orbe, é provável que mais do que inconvenientes eles sejam a guiada que nos tanja ou os cutucos que redirecionem os indivíduos que enveredaram por rotas inadequadas…

Às pessoas que ainda não aprenderam a se equacionar pelo amor, certamente estará reservada a vergasta da dor como metodologia de aprendizado. Se não, vê:

Como os indivíduos avaliariam suas possibilidades e potencialidades sem os obstáculos? Não são eles o ‘potenciômetro’ que avaliará todas as capacidades? A atualidade mostra à humanidade verdadeiros exemplos de superação de pessoas que driblam as mais diversas deficiências e saem vencedoras. Cutucados pelas vicissitudes, elas são exemplos de superação.

As decepções ‘enquadram’ os indivíduos. Sendo chamados à razão por suas frustrações, eles se ‘sacodem’ das ilusões que só eram realidade em suas mentes fantasiosas: O amigo que parecia sê-lo e não era; o articulista que se imaginava muito bom; o orador que parecia eloqüente; o que se achava bom pai, mãe, tio, irmão, avô; o que pensava ser equilibrado, ouvinte, solidário, desapegado, forte… e a sua decepção lhe aponta tudo ao contrário.

E os enfermos físicos que somente chegando ao fundo do poço buscam o recurso?! Poucos, dado a gravidade do processo, logram o sucesso da melhora e esta somente acontece após a cutucada do martírio da dor; às vezes o que a prevenção – ou o amor – não realiza, a vicissitude o realiza penosamente.eva e a serpente

A tentação obstaculiza e servirá para avaliar a força de vontade dos indivíduos. A resistência medirá forças diariamente com as tentações da modernidade. Esta, a par e passo com o progresso inventará todos os comodismos que aí estão a ditar maus conselhos: ‘A libertinagem é boa’; ‘melhor ficar acomodado’; ‘melhor ir de carro’; ‘somente tal sapato te fará feliz’; ‘não adianta mesmo, a mídia me afiança que o mundo está perdido’; ‘fulano é um inútil… por que me preocupar com ele’? ‘a catástrofe é reluzente e dá ibope’… Não estará a tentação cutucando e medindo a minha resistência a todas essas ‘novidades’ infelizes?

E a “lei de Gérson”, então? Essa, a qualquer preço, na ânsia de levar vantagem e assessorada pelo orgulho não admitirá prejuízos na corte ao meu egoísmo. E qual a função do prejuízo senão justamente domar todo esse séquito vaidoso que teimo em aquerenciar no paço de meu alto castelo de areia? A perda, a destruição, a ruína, se bem compreendidas, sempre serão o remédio amargo da cura desses vícios, os mais vis!

E o amigo que julgava amigo? E a companheira na qual confiava? E o encarnado que me obseda? Todos ingratos! Insultos à minha confiança! Também todas as demonstrações que penso serem ingratidão, são sacrossantos cutucos na consolidação de meus verdadeiros acervos afetivos.

‘Morte’, ‘perda’, desencarnaçãoComo lidar com ela? “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”: Não há assertiva melhor que esta escrita sobre o túmulo de Kardec. Cita-me, entretanto, uma só ‘morte’, por maior compreensão que se tenha dos ditames kardecistas, que não traga o aguilhão da dor aos que perdem seus entes queridos! No entanto a desencarnaçãorenovadora – é a Lei se cumprindo, para que a Vida oportunize ao Espírito novas experiências.

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Obstáculos, decepções, enfermidades, tentações, prejuízos, ingratidões, desencarnes: Todos eles aguilhões, estímulos, incitamentos… Cutucos, que sob a ‘batuta’ afinada da causa e efeito, regem a humanidade na busca da harmonia, sensatez e equilíbrio.

(Sintonia: Cap. Chaves libertadoras, pg. 33 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).