Posts Tagged ‘Pureza’

mulher-mantra-malhaca-600 (1)Carl Gustav Jung (1875-1961), Suíço, psicoterapeuta analítico, disse que “tudo o que irrita-nos nos outros pode nos levar a uma compreensão sobre nós mesmos.” Entendemos a máxima como os indivíduos sendo espelhos nos quais nos olhamos e compreendemos em seus equívocos, os equívocos que possuímos.

Emmanuel nos orientará que o homem, com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora. Pelo que sente, examina os sentimentos alheios. Ainda, cada Espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura que dispõe.

* * *

Como não retiramos coisas ruins de nosso coração bom, ou vice versa, na observação, julgamentos, críticas, agiremos da mesma forma: poderemos observar tudo em ‘preto e branco’, embaçado, ofuscado, mais ou menos, conforme a má disposição que ainda tenhamos em nosso coração.

Tal pré-disposição – que pode ser temporária, conforme a índole de nossos ‘acompanhantes’ – nos permitirá acordarmos formulando os melhores conceitos da vida, do semelhante, das coisas ou atribuindo-lhes as piores concepções.

A Natureza sempre nos dará os melhores recados sobre o assunto: A tempestade será saneadora; o vento renovador; a nascente filtrante; o lamaçal fertilizará… por que a adversidade não pode ser nossa educadora?

Quando não estivermos muito bem, azedos, amargurados, furtemo-nos de formular conceitos a respeito dos semelhantes, situações ou coisas. Primeiro equilibremos nossa vista, para logo após formulá-los. Caso contrário, nunca será prudente o nosso julgamento.

* * *

“Nada é puro para os contaminados e infiéis” diria o Apóstolo dos Gentios a seu amigo São Tito, listado como um dos Setenta Discípulos do primeiro século d.C. (Tito, 1: 15).

Nossos atos refletem, tais quais espelhos, nosso estado mais íntimo.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 34 Guardemos o cuidado, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).