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GAUCHO 58“É preciso olhar o mundo com olhar de vaqueano: Ser gaúcho é mais profundo que ser campeiro ou urbano. (…). O pago não se divide entre o campo e o concreto; na querência onde se vive o mesmo céu cobre o teto. A querência nos habita; viaja junto com a gente…” (Cancioneiro gaúcho. Desconheço autor e intérprete).

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Uma composição certamente inspirada… Sobre ela, algumas considerações ora ‘profanas’, ora ‘sagradas’, todas, porém, filosofadas entre um mate e outro:

Somos cidadãos de uma Pátria – querência – bem mais extensa do que nossa vista imagine alcançar. É possível que os limites dessa Pátria não fiquem, necessariamente, circunscritos.

Nossos problemas, e junto com eles as raízes das soluções, estarão conosco em quaisquer querências. Relembrando nosso poeta, cantador e payador maior, Jayme Caetano Braun, “por longe que o homem vá, jamais fugirá de si.”

Nossas inter-relações se farão aqui e acolá, visto sermos cidadãos desse extenso mundo. Todos já ‘cruzamos’, embora disso não tenhamos lembranças muito vivas.

Se nos ativermos mais às crenças, os credos terão importância relativa. Explicando: Nossas crenças deveriam ancorar-se no Guia e Modelo colocado à nossa disposição em todos os tempos; naquilo que revelou com atos e palavras. Credos poderão ser temporais; a crença é atemporal. Mensagens e Mensageiros desse Guia e Modelo são atemporais.

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Temporal é o chão onde pisamos. Atemporal é o nosso Destino (com D grande…). Atemporais são todas as almas que reencontrarmos nos diversos chãos; atemporais serão todas as afeições, estreitadas ou retomadas em querências diversas…

(23 de agosto, em ‘outra’ querência…) – (Inverno de 2015).