Posts Tagged ‘Recuperação’

passado_doencas_da_alma“… Se tratarmos o erro do semelhante, como quem [imagina] afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa.” (Emmanuel).

* * *

Evidente que, nesta abordagem, Emmanuel se refere a nossos erros como doenças. Toda vez que nos equivocamos moralmente, adoecemos da alma.

Vivendo neste Planeta, compete-nos: entendermos e policiarmos nossos equívocos; e entendermos e ajudarmos, se possível, na recuperação do semelhante equivocado/doente. Não nos compete o açoite ao companheiro por ora enredado.

A cólera, e todos os seus predicados, será sempre a pior conselheira na recuperação própria ou do semelhante.

Quem é infalível neste Orbe? Ninguém! Nosso semelhante erra, mas nós também; por que ficarmos alardeando falhas?

‘Rogarmos pragas’ estabelecerá uma corrente do mal, uma bola de neve; e o aplauso ao erro, lhe acrescerá a estatística.

A indiferença aos maus feitos promoverá a estagnação dos indivíduos equivocados.

Incêndios não se apagam, nem com combustível, nem com perfume: Portanto, ao equivocado, nem o castigo, nem o louvor. Só a compreensão recupera!

* * *

Com tolerância e respeito todos ingressamos no processo da recuperação: Porque todos doentes, todos deles dependemos e com eles ninguém nada perderá!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 37 Na obra regenerativa, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

mulher-mecanica

O indivíduo, – Espírito – tal qual o rudimentar e primeiro automóvel a vapor inventado em 1678, pelo padre Ferdinand Verbiest, de Flandres (Norte da Bélgica), foi criado simples e ignorante, mas com um ‘futuro promissor’. Se o automóvel, de lá para cá teve um avanço estupendo, também ao indivíduo foi facultado avançar intelectual e moralmente. Quando o automóvel de hoje atinge uma complexidade fantástica, com recursos inimagináveis aos tempos do padre Ferdinand, o Espírito, detentor de ‘experiências acumuladas’ bem maiores que o invento, possui capacidades inatas já e por serem desenvolvidas…

* * *

Como o automóvel, e por maior ‘bagagem tecnológica’ que possuam, os indivíduos também enguiçam. Há aqueles dias em que, ‘estacionado’ no acostamento, o indivíduo vê passarem por si todos os demais, nos seus diversos afazeres e ele ali, pifado, desanimado.  Enquanto todos – transporte, utilitários, coletivos – produzem, ele se sente à deriva, tal qual um barco no estaleiro, temporariamente inútil.

Esses indivíduos, ainda não possuidores da ‘angelitude’ e competência dos modernos carros e por viverem num Planeta susceptível a ocasionais transtornos, desalentos e abatimentos, precisarão, volta e meia, de mecânicos da Providência Divina para socorrê-los, tirá-los da deriva, dos acostamentos a que se lançaram pela própria invigilância ou descuido dos ‘sinais vitais’ que os manteriam ‘rodando’.

O que é o desânimo senão o corte ou a descontinuidade da energia e do combustível da fé e da esperança, – motivação que move a máquina fantástica que é o indivíduo – e o põe temporariamente no acostamento? As fraquezas e invigilâncias emperrarão sua caixa de câmbio e o deterão em determinado momento de sua marcha…

O veículo físico do Espírito, poderá se apresentar com seus equipamentos perfeitos: rodas, faróis, buzina, instrumentos, palancas, volante… o que há é a pane momentânea da ‘alma motor’ desse veículo, e o desânimo faz com que o combustível e a corrente elétrica não lhe chegue à parte vital.

Desejar voltar à ativa, desvencilhar-se dos enguiços da alma será o primeiro passo, pois a partir do momento em que o carro desejar sair do acostamento, uma equipe de motoristas, mecânicos, eletricistas e socorristas será movimentada pela Divina Providência, para que o doente volte a trabalhar, por singelas que sejam as tarefas afetas no lar, na comunidade, na sociedade…

Recuperar-se, reorganizar a mecânica de sua vida, ajustar o ‘ponto’ e a partir da singeleza de sua capacidade, transportar necessitados, encurtar caminhos alheios, transportar um sortido… será a melhor maneira de, saindo do meio fio, voltar a ser útil.

(Crédito inicial: Wikipédia. Sintonia: Cap. Sem desânimo, pg. 9 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).

Pai das Misericórdias, observei atento, humilde e naturalmente a sinalização da auto-estrada de minha vida e hoje percebi necessitar desacelerar e utilizar tão somente a pista bem da direita, a dos veículos lentos…

Sem forças, temporariamente, de trafegar pela esquerda com a velocidade do louvor, percebo que preciso nutrir-me de Tuas forças e me prevenir profilaticamente das doenças do assédio… Por isso trafego com a necessária cautela e na terceira faixa.

Mais necessitando do que equilibrado permitir-me-ei evitar a faixa do meio, Sabes, aquela do autocontrole da gratidão, precisando, no momento, mais dos cuidados de Teu capacete e de Teu colete à prova de todos os impactos da vida…

Reclamo ainda, hoje, todos aqueles Divinos Medicamentos da terceira pista, pois, na verdade, ninguém melhora a toque de caixa… A melhora é lenta; e ‘essa’ pista é para isso!

Utilizando a faixa da súplica – a terceira -, talvez hoje não Te louve dizendo que “santificado seja o teu nome”, mas é muito provável que Te implore “o pão nosso de cada dia”… E mais: O remédio, o antibiótico, o analgésico, o antiinflamatório; Ou o Teu suporte “de cada dia”!

Trafegando, só por hoje, devagar e sempre, é possível que não possua a estabilidade da faixa do meio, mas que necessite fortificar-me, acautelar-me até sarar aos poucos.

Depois… Sim, depois mais forte com Tua Divina assistência e de Teus Agentes de Tráfego estarei habilitado a tomar a faixa do meio… Daí a dominar e voar pela faixa bem da esquerda, será só uma questão de confiança.

Dá-me, querido Pai a cura, utilizando a pista bem da direita, aquela que desacelera meu passo para depois alcançar o equilíbrio da pista do meio e logo, logo, conquiste toda a minha velocidade trafegando na primeira faixa.

Que assim seja, meu Pai, Divino Condutor, Engenheiro do tráfego de minha vida e Preventivo Policial de minhas atitudes.

(Outono frio de 2012).