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save-your-love-for-someone-to-reciprocate-your-feelings1_largeAfirmamos já amarmos o próximo. Mas quando um desses ‘nosso próximo’, ainda menos educado na lição evangélica não nos poupar brutalidades, deveremos nos comportar de maneira passiva? Em tal situação a fraternidade tem prioridade? Ou deverá haver esclarecimento com energia?

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Neste caso, Emmanuel nos recomenda que as três opções sejam válidas: Ou a fraternidade como prioridade e com o concurso do esclarecimento e da energia.

Dirá o Benfeitor: Esclarecer é também amar. Toda a questão reside em bem sabermos explicar, sem expressões de personalismo, ainda que com a maior contribuição de energia, para que o erro ou o desvio do bem não prevaleça. Dessa forma:

Primeiro: A fraternidade tem prioridade, sim! Passividade ou sujeição em nada contribuirá. Não confundamos esclarecimento e energia com comportamentos anti fraternais. Tais atitudes sempre serão necessárias, sempre que o ego de uma das partes prevalecer.

Segundo: O esclarecimento cordial sempre será o melhor escudo da fraternidade. Argumentos sensatos, bem colocados, poderão ‘desarmar’ a parte ainda mais ‘desalinhada evangelicamente’, proporcionando-lhe luz e instrução. Como disse Emmanuel, o esclarecimento sempre se confundirá com fraternidade, conquanto esclarecer é também amar.

Terceiro: A energia – sem o individualismo, ou predominância do ego – sempre será a arma do prudente. Quantas vezes já defendemos aqui que estarmos alinhados é agirmos de conformidade com os postulados da Boa Nova: Pois bem, O Mestre era incisivo, quando necessário. Sermos enérgicos não nos desalinhará, de forma nenhuma, dos postulados Crísticos…

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Fraternidade, esclarecimento e energia poderão estar sempre juntos e estabelecer uma bela tríade, mas sem esquecermos que estará sempre no comando…

… A fraternidade!

(Sintonia: questão 344 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

chave-11O preceito evangélico: “se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra”, deve ser usado pelo cristão, mesmo quando seja vítima de agressão corporal não provocada?

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Dentre os 58 conceitos que Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nos oferece para o termo ‘chave’, escolhemos dois que significam “aquilo que garante o acesso a algo” e “golpe de artes marciais.” Ambos nos serão de valia para desenvolvermos raciocínio neste estudo sobre fraternidade.

Poderíamos aqui ficar teimando que sempre que agirmos em legítima defesa estaremos procedendo dentro da lei, desejando escorar-nos em princípios cristãos aceitáveis.

Contraria-nos Emmanuel e garante que agindo o homem com a chave da fraternidade cristã, pode-se extinguir o fermento da agressão, com a luz do bem e da serenidade moral.

Convenhamos que apresentarmos a outra face, sendo vítimas de agressão não provocada, será um despropósito nos dias de hoje em Planeta ainda sufocado pelo império do mal e no qual vivemos sob a ditadura que o orgulho impõe aos nossos cinco sentidos.

carlos-gracie-dando-uma-chave-de-brac3a7oConfrades, não nos iludamos; a chave da questão não estará nas mãos do indivíduo que já desejou entrar para o evangelho, mas consolemo-nos pois que ela poderá estar de posse daquele no qual o evangelho já lhe entrou…

… Porque mostrar a outra face, procurando entrar nas entrelinhas do evangelho que por ventura já tenha nos entrado, será, utilizando-nos das duas definições que Aurélio nos coloca à disposição, supormos que:

Primeiro: Não estaremos agindo com covardia, mas “garantindo o acesso” ao nosso coração de alguém que nos ofende e ao qual desejamos mostrar a face espiritual elegante que estamos tentando construir; e

Segundo: Em mostrando nossa outra face – a fraterna – poderemos estar aplicando no ofensor o “golpe”, não o de “artes marciais”, mas aquele com o poder de extinguir o fermento da agressão e tão nobre que o possa atrair para o rebanho da fraternidade.

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São atitudes fáceis? Claro que não! Mas quem disse que seriam?!

(Sintonia: questão 345 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

casal-abracado-perdao-22634Pedaladas fiscais são manobras irregulares para aliviar momentaneamente as contas públicas de um governo. É o atraso de repasses, de forma proposital, a bancos públicos ou privados que financiaram programas públicos. Tais manobras maquiam as contas do governo que exibe ao invés de déficits, superávits. Dessa forma, apresentando indicadores ‘melhores’, o governo confunde o mercado e seus analistas…

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Todas as expressões de ódio que sobrepomos ao processo ou fases do perdão são tais quais o adiamento de dívidas que temos a saldar. Agindo dessa forma, nos comportamos como tais governos ou ‘nos desgovernamos’ perante a Lei de Justiça amor e caridade, realizando as pedaladas fraternais.

O ódio é sempre o resultado de um falso amor (a paixão), do qual o perdão não teve nenhuma participação. Popularmente chamaríamos tal efeito de ‘uma paixão mal resolvida’ na qual o amor (altruísmo) nem coadjuvante foi. O ódio é aqui o resíduo mais imperfeito dessa ‘paixão’.

Nas questões afetas ao perdão (pedir e ofertar perdão), bem como no processo que o envolve – arrependimento, perdão, reparação – é possível que o ódio lhe seja o maior entrave, oponente direto, o mais instintivo e animalesco sentimento. O ódio sempre nos levará a transferirmos para o exercício seguinte (‘restos a pagar’ ou pedaladas fraternais), todas essas questões que deveríamos resolver ainda por aqui, “enquanto estamos a caminho”. Com as pedaladas, teremos de repetir encarnações mais encarnações, tais quais alunos pouco aplicados.

Constituindo-se o Evangelho de Jesus no maior e mais completo código de ética moral ou regra de bem viver e proceder, será muito natural que amor e ódio, sentimentos antagônicos, sejam, respectivamente, diretamente proporcionais à vivência ou ao desprezo da Boa Nova do Mestre. Dessa forma é impossível que amor e ódio coabitem em uma mesma pessoa, pois que sentimentos opostos.

No princípio, quando éramos simples e ignorantes, vivíamos de instintos, pois nossas sociedades eram primitivas e toscas. Após tantas reencarnações, que deveriam ter-nos proporcionado burilamento, tais pedaladas já não são mais aceitáveis.

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Quando realizamos ainda tais pedaladas fraternais, obrigamo-nos, como alunos que repetem diversas vezes uma mesma série, a revivermos encarnações e mais encarnações, expondo-nos, as partes envolvidas, a sérios desconfortos que serão todos resíduos expiatórios…

O perdão liberta! Adiá-lo com pedaladas fraternais, é continuarmos agrilhoados.

“O ódio é o gérmen do amor que foi sufocado e desvirtuado – pedalado – por um coração sem Evangelho.” (Emmanuel).

(Sintonia com o item 9 do Cap. IX do ESE e questão 339 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).