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“Não te proponhas atravessar o mundo sem tentações: elas nascem contigo, [brotam] de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates dedicadamente…” (Emmanuel).

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Nosso perispírito, fiel escudeiro, ‘meio de campo’, é como se fora a caixa preta de aeronave ou tacógrafo de utilitário:

Registra fielmente informações de nossas boas e más navegações pretéritas; e as velocidades de nossa evolução.

A cada retorno a esta base, ou plano denso, esse corpo fluídico aflora-nos, em evidências pessoais, familiares, sociais, nossas tentações ou dificuldades:

São vestígios na forma de resíduos ou coivaras não bem processados em pregressas vivências.

Enquanto simples vestígios, (apenas residuais) contentemo-nos! Pior é quando os sentimos na forma de detritos: lixo de vivências desequilibradas.

Nossas tentações, então, são normais frutos – cacoetes – de todos esses vestígios, resíduos ou, na pior hipótese, detritos.

Se o perispírito nos acompanha, tais tentações renascem conosco; e se converterão em efeitos de nossas próprias atuais e pretéritas causas:

É o que deseja nos informar o Benfeitor ao dizer que tais tentações brotam de nós próprios; germinam de nossas próprias plantações.

O autor vai mais além: alimentar-se-ão de nós (das anteriores mazelas, detritos, cinzas), se não as combatermos dedicadamente.

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Se Deus é Soberanamente Justo, – e é! – eis que impera, entretanto, a sua Bondade junto ao sexto atributo, porque…

… A cada revivência, com a análise dos vestígios anteriores ou do próprio lixo produzido, oportuniza-nos reprogramarmos nosso tacógrafo e revivescermos nossa caixa preta!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 110 Vigiemos e oremos; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).