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101411_0223_3Paradoxalmente…

… A terra não reclama do arado, da grade e dos sulcos que a dilaceram. Fortalece-se e, ao receber sementes, se torna prenhe de futuros frutos que irá produzir em abundância.

O grão de trigo, a madeira e a pedra serão, respectivamente, triturados, manufaturados e lapidados para que se tornarem pão, móvel ou obra de arte satisfazendo necessidades o progresso e a arte dos homens.

Contraditoriamente, na maioria das vezes, não chegamos a uma Casa Espírita pelo louvor, ou pelo calor do amor se não pela súplica e pela dor…

… Mas qual dos homens já compreende o sentido da dor e das dificuldades? Por que ainda precisamos do aguilhão de efeitos para nossa progressão? Porque ainda não compreendemos que tais efeitos são todos de nossas próprias causas!

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Disciplina, sofrimentos e obstáculos, para nossos Espíritos, são tais qual o moinho, o serrote e o buril que dão forma e formosura aos seus elementos.

Paradoxalmente, o que [nos] parece derrota, muita vez é vitória. E o que se [nos] afigura em favor de [nossa] morte, é contribuição para o [nosso] engrandecimento na vida eterna.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 16, Não te perturbes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

jesuscarregandosuacruz2Saco de cimento de 50 kg não possui alças. Entretanto profissionais da construção civil possuem uma técnica toda especial em carregá-los: Os mais ousados carregam-nos na cabeça; os mais experientes e sensatos, até para evitarem lesões graves, o fazem juntando-os ao tórax, abraçando-o…

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Carregamos, ao longo de nossas encarnações, cruzes muito mais pesadas que o nosso aludido saco de cimento. Verifiquemos que nenhuma delas possui, também, alças. Possuem, sim, uma forquilha resultante da intersecção do lenho maior com o menor; uma espécie de encaixe perfeito e apropriado ao cavado de nosso ombro.

Como nossas cruzes, não possuem alças de transporte ou argolas para serem arrastadas, a melhor maneira de transportá-las, será abraçá-las. O melhor exemplo ainda é o de nosso Guia e Modelo o qual não tendo nada a expiar, mas submetido a toda espécie de provas e também à da cruz material o fez com ‘técnica’ impecável.

Compreendermos os porquês de nossas cruzes, à luz do pilar espírita reencarnação, ainda é a melhor técnica para transportarmos nossas cruzes. Reencarnação – a nossa que não é missionária – sempre pressupõe reparos morais e tais ajustes advirão da técnica resignada de abraçarmos nossas cruzes ao invés de arrastá-las.

Compreendermos a necessidade e a intenção Divina através de nossas reencarnações, sempre será a melhor motivação e a melhor técnica para abraçarmos nossas cruzes.

Cirineus aparecerão ao longo de nosso caminho que poderão até tornar nossos pesos mais leves, todavia a responsabilidade final sempre será nossa. E nossa técnica, ou a compreensão dos porquês de nossas cruzes, sempre será fundamental para o sucesso do transporte.

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É Carla, já imaginastes se nossas cruzes tivessem alças e rodinhas, que barbada seria?! Mas assim não o são! São, exatamente, os efeitos de nossas próprias causas e como tal deverão ser abraçados, para que se não tornem tão pesados.

(Ensaio feito a partir da exposição de Carla Fabres, em 24 de agosto de 2015, tendo como tema Nossas Cruzes, um capítulo de Horizontes da vida, ditado pelo Espírito Miramez a João Nunes Maia).